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Quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

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Futura base de Bolsonaro na Câmara, Medeiros critica “viés” de atuação do Ibama

Da Redação - Érika Oliveira

06 Dez 2018 - 08:31

Foto: Rogerio Florentino/Olhar Direto

Futura base de Bolsonaro na Câmara, Medeiros critica “viés” de atuação do Ibama
Menos de um mês após o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), recuar da ideia de extinguir o Ministério do Meio Ambiente, um de seus principais articuladores e membro da futura base de sustentação na Câmara dos Deputados, o senador e deputado federal eleito por Mato Grosso, José Medeiros (Pode), fez duras críticas ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e disse que o próximo governo não irá respeitar o “viés” pelo qual a autarquia vem atuando.

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“Ninguém quer acabar com o Ibama, quer acabar com o modelo que se tem aí. O que se quer é que o Ibama possa ser uma agencia pelo Brasil e não contra o Brasil. O que é que fiscalização brasileira faz? Chega alguém de um órgão e fala ‘esse banheiro que você fez a porta está 10 cm abaixo. R$ 30 mil de multa’. ‘Você tem direito a desmatar 20% da sua fazenda, só que você desmatou aqui e não veio pedir a licença, está embargada toda a sua obra’. Aí quando vai ver por que não pegou a licença, é porque a pessoa está há cinco anos pedindo e não sai. Vocês querem que a gente respeite esse tipo de conduta? Não, nós não vamos respeitar. Esse viés serve de pano de fundo, como barreira para o nosso desenvolvimento”, criticou Medeiros, na tribuna do Senado.

No final de semana, Medeiros já havia compartilhado em suas redes sociais reportagem que trazia uma declaração de Bolsonaro criticando multas do Ibama, e assegurando que a produção brasileira já segue os padrões de sustentabilidade exigidos ao redor do mundo. O discurso segue aparelhado.

“Óbvio que dá para fazer uma discussão diferente, de sustentabilidade e desenvolvimento. Vamos mostrar para o consumidor europeu, de onde for, que nós somos sustentáveis, que nós conseguimos fazer isso. Mas nossa agência, que deveria nos ajudar nisso, é quem ajuda a fazer a pior fama nossa”, criticou Medeiros, na última segunda-feira (03).

Até o momento, Bolsonaro já definiu o comando de 20 dos 22 Ministérios de seu Governo. A nova estrutura ministerial foi apresentada esta semana pelo futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM). O Ministério do Meio Ambiente ainda segue sem definição.

7 comentários

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  • Sabem qual o problema?
    06 Dez 2018 às 10:53

    É que árvore, floresta, peixe, cachoeira, rio e etc não falam e não votam. Se com as alegadas dificuldades já estão destruindo tudo onde passam, imagino sem elas. Pantanal vai virar arrozal, cerrado daqui a cem anos vai ser deserto, amazônia vai ser cerrado, água limpa vai ser mais cara que petróleo, os descendentes desses energúmenos vão estar todos ricos morando em outros países, e o resto que se dane.

  • Chico Bento
    06 Dez 2018 às 09:49

    No tocante a autorização das licenças, o senador está correto! Sema e Ibama são dois órgãos ineptos, que realmente atrasam o desenvolvimento de Mato Grosso.

  • Raimundo
    06 Dez 2018 às 09:42

    A burocracia no Brasil é feita para fomentar a corrupção, por isso a demora ou não autorização no fornecimento de licença ambiental, isso é prática comum.

  • Juracy Ady
    06 Dez 2018 às 09:15

    Não consigo entender como votaram nesse Medeiros. Conhecido como Tiririca de MT.

  • Elias
    06 Dez 2018 às 09:04

    Isso é um asno..com maior respeito aos asnos...chama o ibama

  • pantaneira
    06 Dez 2018 às 08:54

    Esse Deputado eleito, só fala asneiras. O IBAMA segue a lei 9.605/98 (Crime Ambiental) e o Decreto Federal 6.514/2008, o Senhor como Senador e Deputado eleito deveria saber disso. O erro não está no orgao e sim nas leis que são implantadas no Brasil, sem verificar a realidade.

  • pantaneira
    06 Dez 2018 às 08:54

    Esse Deputado eleito, só fala asneiras. O IBAMA segue a lei 9.605/98 (Crime Ambiental) e o Decreto Federal 6.514/2008, o Senhor como Senador e Deputado eleito deveria saber disso. O erro não está no orgao e sim nas leis que são implantadas no Brasil, sem verificar a realidade.

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