Olhar Direto

Quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Notícias / Política MT

Taques deseja sorte a Mauro em cenário de crise, mas avisa: 'jogo é jogo e treino é treino'

Da Reportagem Local - Carlos Gustavo Dorileo/ da Redação - Lucas Bólico

07 Dez 2018 - 11:32

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Taques deseja sorte a Mauro em cenário de crise, mas avisa: 'jogo é jogo e treino é treino'
A palavra crise marcou cada ano da gestão Pedro Taques (PSDB). A cada medida administrativa amarga que tomava ou diante de desgastes diferentes, o governador fazia questão de lembrar a situação que encontrou o Estado em janeiro de 2015, após receber a faixa das mãos de Silval Barbosa. A insistência no assunto virou um dos pratos principais no cardápio de críticas que recebia da oposição. O tucano acabou derrotado nas urnas pelo ex-aliado Mauro Mendes (DEM) e comentou, em entrevista concedida à imprensa na manhã desta sexta-feira (7), como enxerga o sucessor incorporar o discurso da crise neste início de gestão.   
 
“Jogo é jogo e treino é treino”, disparou, em referência ao discurso da disputa eleitoral e ao atual período de transição, em que Mendes fala em renegociar repasse no duodécimo dos poderes e em déficit financeiro. Apesar da alfinetada, Taques reiterou os votos que já havia feito para que o ex-aliado faça um bom governo. “Eu quero desejar ao governador eleito Mauro Mendes que faça um governo melhor do que o meu. É o meu desejo. Eu sou mato-grossense, amo esse estado, quero que faça o melhor”.
 
Membros da equipe econômica do governo também apontaram que números da administração teriam sido ocultados pela atual gestão. Sobre o assunto, evitou entrar em polêmica. “Quero cumprimentar o governador eleito, mais uma vez, que a partir do dia 1 de janeiro será governador de todos os mato-grossenses. Sobre o déficit, eu recebi o governo com um déficit maior do que estou entregando, e isso é absolutamente normal diante do momento histórico que o Brasil vive”.
 
Nesta semana, Mauro Mendes anunciou parte do secretariado e a manutenção da professora Marioneide Angélica na Secretaria de Educação. Questionado sobre a permanência, o tucano afirmou que a gestora não deve ficar "marcada" somente pela gestão durante o atual governo.

“Senhores, eu vou citar Martin Luther King aqui, seria interessante chegarmos um tempo em que o cidadão não seja lembrado por ter feito trabalho com este ou com aquele, mas com a sua competência. A secretaria Marioneide é uma secretária séria, competente, e tenho certeza que tem muito a contribuir com o Estado de Mato Grosso, independente de ter servido muito bem o Estado de Mato Grosso no nosso governo, como é o caso, por exemplo, do Alexandre Bustamente, que foi secretário da administração Silval. Eu conheço Alexandre há mais de 20 anos, é uma pessoa séria, competente, que vai contribuir com o Estado. Você não pode ter um carimbo na testa, ou ser marcado, ferrado como boi. O cidadão tem seu trabalho, sua dignidade, sua competência”, comentou o governador.
 

13 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Direto. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Direto poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Stiven AGEPEN
    07 Dez 2018 às 22:30

    Quem é contra o TAQUES, morrerão com câncer.

  • Davi
    07 Dez 2018 às 21:16

    Ainda hoje em decorrência do lobby do agronegócio a exportação de commodities agrícolas é desonerada, com isso a matéria-prima não fica no Brasil. É preciso retirar essas isenções fiscais e priorizar a manufatura/ industrialização de produtos para agregação de valor (venda do produto já industrializado) e ao mesmo tempo geração de emprego e renda para a população. Calha mencionar que Mato Grosso do Sul produz a metade que Mato Grosso e possui arrecadação semelhante. Mesmo assim o agronegócio lá é absolutamente viável e altamente rentável.

  • Analista
    07 Dez 2018 às 21:13

    Nesta foto vejo dois governadores de um só mandato.

  • WALTER/Brasília
    07 Dez 2018 às 14:25

    4.Cabe ao futuro governador Mauro Mendes tomar medidas visando equilibrar o orçamento do Estado de Mato Grosso. O atual governador Pedro Taques termina o mandato com dificuldades em honrar os compromissos financeiros do Estado, precisando, inclusive, de escalonar a folha de pagamento de pessoal. Como ele disse, não há mágica, precisa-se de recursos para pagar as contas, e a arrecadação estadual nesse momento é insuficiente para fazê-lo. Então, se a alternativa é essa e é justa, por que não passar a taxar o agronegócio nos moldes como fez o Estado de Mato Grosso do Sul e empreender uma fiscalização rigorosa contra os sonegadores? Porque se não se tomar uma atitude o Estado de Mato Grosso pode chegar à situação a que chegaram os estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, de praticamente insolvência! Pelo que o Estado representa na produção nacional não seria razoável que isso acontecesse, pois tem potencial de arrecadação de sobra para equilibrar e tornar superavitária suas receitas, proporcionando bem-estar e crescimento a todas as camadas de sua população. Senhor Governador, Senhores Senadores, Senhores Deputados: vamos trabalhar juntos para soerguer as finanças desse grande Estado! A união e o trabalho de todos para que isso aconteça é anseio do eleitor e da população!

  • WALTER/Brasília
    07 Dez 2018 às 14:00

    3.Sobre a taxação do agronegócio li em outras reportagens o pronunciamento de algumas pessoas/autoridades do Estado a esse respeito, especialmente o do ex-governador e senador eleito Jaime Campos. Entendo como justo e correto o ponto de vista do senador, que é favor da taxação do agronegócio. Ou alguém acha justo que o Estado de Mato Grosso fique apenas a mercê do repasse da Lei Kandir que, como sabemos, funciona de forma muito precária, onde os recursos são repassados em migalhas e sempre com atraso e abaixo do potencial de arrecadação que seria devida caso houvesse a incidência direta de imposto? E não se falando ainda, como também é público, que o governador do momento tem que continuamente mendigar ao governo federal o repasse da cota devida ao Estado a título da Lei Kandir, dentre outros inconvenientes enfrentados! Tenho por mim, que já passou da hora de o governo de Mato Grosso buscar alternativas para equacionar esse problema, arrecadar os recursos efetivamente gerados e devidos ao Estado em razão das riquezas produzidas em suas terras. O Governo precisa, inclusive, adotar medidas seguras para evitar sonegação fiscal e desvio de recursos na arrecadação. Como admitir que se façam, por exemplo, pseudo-exportações de produtos do agronegócio como meio de ludibriar o fisco e le

  • WALTER/Brasília
    07 Dez 2018 às 13:25

    2.Sim, não custa também relembrar que tiveram todo o apoio dos governadores e de outras autoridades do Estado, receberam crédito barato e subsidiado pelo governo federal por meio de programas, a exemplo do PROTERRA. Quem soube fazer uso do apoio e do benefício recebido prosperou. Nos quatro cantos do Estado vemos, atualmente, uma pecuária pujante e uma vastidão de terras com imensas plantações de soja, algodão, milho e outros produtos. Hoje, são levas de agropecuaristas que enriqueceram nas terras mato-grossenses. Os incentivos e subsídios propiciaram o crescimento desses valorosos produtores rurais por todos esses anos. Agora eles precisam dar sua efetiva retribuição ao Estado, pagar justos tributos e de modo que nele fiquem internalizados, contribuindo como faz qualquer empresa ou cidadão, redistribuindo rendas. Não se pode admitir que apenas os menos afortunados custeiem o funcionamento do Estado. Os que ganham mais precisam pagar pelo menos na mesma proporção dos demais, senão continuarão a enriquecerem-se ilicitamente, configurando injustiça social. (continua no 3)

  • WALTER/Brasília
    07 Dez 2018 às 13:24

    1.Eu li uma outra matéria nesse site – “Governo confirma escalonamento de folha salarial dos servidores” -, que, com certeza, tem conexão com o conteúdo desta. Mas, sobre o escalonamento da folha salarial, acho que não deveria ter se chegado a esse ponto. Embora eu seja capixaba, sou mato-grossense de coração, tenho uma grande admiração pelo Estado de Mato Grosso e sua gente. Um Estado que soube acolher os migrantes de todo nosso país, que nele chegaram e construíram sua história. Trabalhei muitos anos no Banco do Brasil, em diversas cidades de MT. Nos anos 70/80, especialmente nos governos Garcia Neto e Júlio Campos, com o apoio destes e com os incentivos propiciados pelo governo militar federal, na época, os sulistas chegaram ao Estado, adquiriram terras devolutas a preços irrisórios/simbólicos e com os subsídios em diversos programas creditícios federais começaram a produzir alimentos nessas terras. Com mérito, sim, todos os sulistas e os demais agricultores vindos de outras regiões do país para cultivar as terras mato-grossenses, nelas se estabelecerem e crescerem economicamente! (continua no 2)

  • Túlio
    07 Dez 2018 às 12:54

    Botelho, Nininho, Maluf, Jayme Campos e outros políticos arquitetaram contra o Pedro Taques inflamando-lhe contra os servidores públicos. Agora fazem o mesmo jogo com o Mauro Mendes. Veremos quem eles planejam para governador na próxima eleição.

  • Contribuinte
    07 Dez 2018 às 12:47

    Tchau, querido! Chega de frase de efeito! Quatro anos com essas frases ridículas!

  • Juracy Ady
    07 Dez 2018 às 12:36

    Xau querido

Sitevip Internet