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Terça-feira, 22 de janeiro de 2019

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Rogério Gallo defende governo Taques e diz que Mendes o manteve na Fazenda por capacidade técnica

Da Redação - Érika Oliveira

06 Jan 2019 - 08:10

Foto: Rogerio Florentino/Olhar Direto

Rogério Gallo defende governo Taques e diz que Mendes o manteve na Fazenda por capacidade técnica
O secretário de Estado de Fazenda Rogério Gallo, responsável pela Pasta desde a gestão Pedro Taques (PSDB) e mantido no cargo pelo atual governador Mauro Mendes (DEM), tem enfrentando forte rejeição do eleitorado do democrata que o responsabiliza pela incapacidade do Governo anterior em promover o equilíbrio das contas públicas. Em entrevista exclusiva ao Olhar Direto, Gallo rebateu as críticas e defendeu medidas de combate à corrupção adotadas pelo ex-chefe do Executivo. “Se o governador Mauro me convidou para continuar, certamente viu em mim valor técnico”.

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“A gente não é secretário de Governo, a gente é secretário de Estado. Eu não tenho esse olhar, porque eu não rotulo as pessoas. Se o governador Mauro me convidou para continuar, certamente ele viu que tinha em mim uma confiança e também valor técnico. Eu vejo isso com absoluta naturalidade, é algo que também está acontecendo no âmbito federal. O secretário do Tesouro Nacional do Governo Bolsonaro será o mesmo secretário do Tesouro do Governo Temer. É um desafio particular, pessoal, de dar continuidade a um trabalho e dialogando com números que às vezes são difíceis mesmo de compreender. Mas para mim é também motivador nesse aspecto”, avaliou o secretário, momentos antes de ser empossado novamente, na última terça-feira (01).

Gallo assumiu a Fazenda em janeiro de 2018, em substituição a Gustavo de Oliveira, com o compromisso de não aumentar a carga tributária do Estado e endurecer o combate à sonegação fiscal, trabalho que já vinha executando enquanto procurador-geral do Estado.

Enquanto chefe da Procuradoria do Estado, Gallo foi reponsável pela realização de dois mutirões fiscais. O último, realizado no final de 2017, arrecadou quase R$ 100 milhões para os cofres do Executivo. Procurador de carreira, Gallo assumiu a PGE quando o então procurador-geral, Patrick Ayala, pediu exoneração do cargo ao governador.

Questionado sobre o Governo Pedro Taques, Gallo considerou que o ex-governador fez o que podia ser feito naquele momento. “O governador conseguiu fazer o que se propôs a fazer, que foi combater corrupção. De fato, foram economizados muitos recursos, quase R$ 1 bilhão. E colocou também o CIRA para funcionar, que permitiu uma arrecadação de mais R$ 1 bilhão. Poderíamos estar em uma situação ainda pior se não houvesse um Governo que tivesse adotado medidas como essa. Então, tem seu mérito, tem seu valor. Ele contribuiu sim com o Estado”.

Já na atual gestão, Gallo foi responsável por comunicar aos servidores, na última sexta-feira (05), que os salários seriam novamente escalonados. A informação provocou frenesi no funcionalismo, que em partes considerou um equivoco a manutenção do secretário na Pasta.

Sem se deixar abalar pelas críticas, Gallo reforçou a necessidade de promover o ajuste fiscal do Estado e afirmou que é nesta linha que continuará atuando. “Nós precisamos promover esse ajuste, orientar nossas despesas para o futuro para que elas sejam de fato aumentadas de acordo com aquilo que é possível o Estado suportar. Foi isso que não foi feito no passado. Nós precisamos ter legislações claras com relação a isso”.

49 comentários

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  • Henrique Dias
    08 Jan 2019 às 06:09

    Primeiro grande erro do MM. Manter alguém que é a cara do fracassado governo Taques. Com certeza existem inúmeros nomes novos que poderiam fazer algo diferente do que ja vimos esse cidadão fazer. Cabeça 1 que quebrou o estado e aproveitado no novo governo. Inacreditável.

  • Povo cuiabano
    07 Jan 2019 às 12:32

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  • Robinho
    07 Jan 2019 às 12:13

    E o que o houve com o sistema da SEFAZ (portal da internet) durante esse mês de dezembro? Inconstante o mês inteiro! Indisponível por quase uma semana a fio! Algo que nunca tinha se visto antes...

  • Guilherme
    07 Jan 2019 às 10:21

    Mauro Mendes é a nova versão do Pedro Taques, começou com muito apoio, mas é submisso ao agronegócio e aos maiores empresários de MT. Trabalhará por eles por renúncias fiscais e sonegações fiscais e para isso pisará nos servidores, criará um "discurso de crise" reproduzido pela mídia comprada pelos milhões da SECOM, sofrerá só longo do tempo grande desgaste e será substituído em 2022. Carlos Bezerra conhece os meandros da política mato-grossense e já aposta na próxima eleição.

  • CLEIDE
    07 Jan 2019 às 10:02

    OLHEM! HA 5 ANOS ATRAS NAO TINHA FETHAB 2, E FUNDOS QUE INVENTARAM E AS CONTAS DO ESTADO ERAM REDONDAS. COMO DIZEM : É PARA POUCOS OU ALGUM. GESTÃO É COISA DIFICIL . VÃO DESCOBRIR DO PIOR JEITO..

  • Air
    07 Jan 2019 às 08:49

    Senhor secretário, há diferença entre estado e governo. Sua excelência é secretário de governo,pois foi escolhido pelo governante, se fosse de Estado teria que passar em concurso público e permanecia com a alternância do poder.

  • Alguém
    06 Jan 2019 às 22:41

    Volta Sival a gente só estava brincando.

  • Agro
    06 Jan 2019 às 22:11

    Mantendo a desoneração do agronegócio pode fechar o estado que não tem problema. Este estado tem dono e o Mauro Mendes sabe disso. Vai escrever na nossa cartilha como o Taques.

  • Ivan Morais
    06 Jan 2019 às 20:58

    Não acredito que tenha ficado por questões técnicas, pois mostrou-se incapaz de equilibrar os gastos, não possui sequer uma prioridade, pagam e pagam mal, pois distribuem migalhas e, ainda, foram incapazes de frenar as muitas isenções dadas não só ao agronegócio como também para empresas, curvaram-se para concessões acerca de isenções dadas pelo legislativo, portanto, não o vemos como escolha técnica, mas sim como um apadrinhado do próprio atual governador que, aliás, foi quem o indicou no governo antecessor, primeiramente para Procurador Geral de Estado, ora, pois, sabemos que foi Procurador Geral do Município de Cuiabá durante todo mandato do Sr Mauro Mandes quando este foi Prefeito. Enfim, não cairemos no discurso retórico " clichê" de combate a corrupção, pois nunca antes na história deste Estado, parafraseando o presidiário mais famoso do Brasil, tantos secretários de estado foram presos ou denunciados por cometeram ilícitos de toda ordem como o foram os Secretários do governo Taques, governo este que o Sr tanto elogia mas que não é parâmetro de eticidade.

  • MM ABRA O OLHO
    06 Jan 2019 às 17:45

    Queriro, saber lei de cor nao é capacidade tecnica. Primeiro admitir nao ser capaz é para poucos. Isso justifica a calamidade que governo Taques deixou esse estado com sua ajuda. MM a pessoa que mais torce para seu fracasso é quem esta mal e vc sera parametro. Agora manter um secretario que era do homem que acabou com MT e esconde os nuneros?? É suicidio!!!

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