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Terça-feira, 22 de janeiro de 2019

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Mendes determina auditoria para apurar possíveis "super remunerações" herdadas da gestão Taques

Da Redação - Wesley Santiago

08 Jan 2019 - 07:48

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Mendes determina auditoria para apurar possíveis
O governador Mauro Mendes (DEM) determinou que seja feita uma auditoria na folha de pagamento do mês de dezembro do ano passado, ainda na gestão de Pedro Taques (PSDB), em decorrência das informações de que haveria “super remunerações” entre os servidores públicos da ativa.

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A auditoria, que será realizada pela Controladoria Geral do Estado, se torna necessária, segundo o governador, para averiguar o que motivou o pagamento desses valores.

Além da folha de pagamento dos funcionários da ativa, a auditoria também será ampliada para a folha dos inativos e pensionistas.

O procedimento não irá atrapalhar o pagamento do salário dos servidores púbicos, que receberão as remunerações de acordo com o calendário de escalonamento, já divulgado na última sexta-feira (4). Desde que não seja identificada alguma irregularidade na auditoria.

Parcelamento

O governador Mauro Mendes (DEM) anunciou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o salário dos servidores do Estado referente ao mês de dezembro do ano passado será escalonado até o dia 30 deste mês. Em nota, o democrata anunciou ainda o parcelamento do 13º salário remanescente de 2018, que só deverá ser quitado em abril. Outra novidade anunciada por Mendes trata do décimo terceiro salário de 2019, que será pago a todos os servidores, ativos e inativos, somente no mês de dezembro do corrente ano.

Conforme o comunicado, o pagamento dos salários de dezembro de 2018 dos servidores ativos e inativos, no valor total líquido de R$ 552.530.556,82, obedecerá ao seguinte calendário:

Dia 10/01: todos os 33.473 aposentados e pensionistas, independente do valor dos proventos, no valor total de 177.108.626,90; e aproximadamente 43.000 servidores em atividade que recebem até R$ 4.000,00 (quatro mil reais) líquidos e seus pensionistas, totalizando R$ 168.586.734,02;

Dia 24/01: 16.531 servidores em atividade que recebem até R$ 6.000,00 (seis mil reais) líquidos, totalizando R$ 73.150.206,68;

Dia 30/01: todos os demais 13.063 servidores ativos, cuja folha atinge R$ 133.684.989,22”.

O escalonamento do décimo terceiro salário remanescente de 2018, no valor de R$ 127.206.023,59, será pago em quatro parcelas, observado o seguinte calendário: 1ª parcela: dia 31/01; 2ª parcela: dia 28/02; 3ª parcela: dia 31/03; e 4ª parcela: dia 30/04.

Caixa zerado

Mauro Mendes recebeu o Governo no dia 01 de janeiro sem dinheiro em caixa para o pagamento da folha salarial referente a dezembro, quando Pedro Taques (PSDB) ainda era governador. Isto porque, há dois anos, a arrecadação do recurso utilizado para pagar os servidores vem sendo feito nos primeiros dez dias do mês subseqüente ao trabalhado.

A folha salarial de novembro, paga no mês passado, precisou ser escalonada. A expectativa de que o mesmo ocorresse este mês era grande, por conta da redução na arrecadação do Estado, comum nos primeiros meses do ano.

Além disso, o Governo ainda aguarda a vinda dos R$ 400 milhões referentes ao Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX), que até a presente data não foi pago pelo Governo Federal.

O 13º salário de 2018 dos aniversariantes de novembro e dezembro e dos servidores comissionados também ficou pendente. Conforme o ex-titular da Casa Civil, Ciro Rodolpho Gonçalves, os cerca de R$ 120 milhões a serem pagos foram contabilizados como dívidas no fechamento do balaço do governo, para serem quitadas por Mauro Mendes.

11 comentários

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  • Sassurana
    09 Jan 2019 às 12:04

    Jana.....A PGR diz auxilio saúde (VI) é inconstitucional...."sendo que os agentes públicos sob regime de subsídio não podem ser indenizados" Abrange os capitulados no Artigo 39, § 4º e 8º CF/88). Só falta resolver isso MM.

  • Janaianta
    09 Jan 2019 às 11:59

    ." (Politicas públicas assumidas por JMB (Estadão, 23/11/18) CNJ vem negando "auxílios transporte, alimentação e auxiio saúde" Ministro Fux cortou auxilio moradia (Conselhão probiu qualquer coisa parecido com auxilo moradia) (EstadãoPoder360 21/12/18, EstadãoPorG1MASLuiz, Estadão Redação 28/12/18 e Estadão Fausto Macedo,, 04/01/19). Pra fechar acordo com os poderes é o que tá faltando definir Simples assim!

  • Edilena
    08 Jan 2019 às 19:27

    Lembrem-se que o povo também elegeu quem protege essa gente, que afinal, ganha essa soma toda para manter eles no poder. É ou não é?

  • Matheus Sirilo
    08 Jan 2019 às 16:32

    Os salarios,para serem aprovados,ele passa por varios clivos,por ultimo é sansionado pelo governador.Nenhum orgãos do poder executivo paga o salario que quer. Tudo tem que ter a aprovação da assembléia,e sansionado pelo governador. Por tanto se o executivo tem salarios altos, não são culpa dos servidores. Outra MM. deixa a Empaer em paz.

  • Levi
    08 Jan 2019 às 13:09

    Todo governador que assume a pasta, faz esse tipo de alarde ou cortina de fumaça. Claro que existem categorias do serviço publico (executivo), que recebem ótimos salários. Porém, são minorias, como disse o próprio MM, cerca de 1.027 pessoas. A grande maioria dos servidores públicos, não recebem mais de R$ 4.000,00 de subsídio. Como sempre, o governador Mauro Mendes tenta demonizar os servidores públicos do executivo, como fez o seu antecessor Pedro Taques. Você está começando mal o seu mandato. Tenha respeito e consideração pelos servidores, pois, são eles que trabalham e conduzem este Estado.

  • Bainho
    08 Jan 2019 às 10:34

    A maioria dos servidores do estado em todas as classes têm super remunerações, se equiparando com o que produzem!

  • Joana
    08 Jan 2019 às 10:04

    Mauro, ou você faz a diferença ou terá o mesmo fim do Pedrinho.

  • Ambrósio
    08 Jan 2019 às 09:11

    Sr Governador "MAL MENDES" !!!

  • Contribuinte Indignado
    08 Jan 2019 às 08:52

    O Estado precisa voltar a ter como teto salarial o salário do governador como era no governo Blairo. A EC 41/2003 assim o estabelece. A alteração, estabelecendo o salário do desembargador como teto foi proveniente de um acordo do governo Silval com o grupo TAF. Pra isso basta o governador elevar seu salário equiparando o seu salário ao do desembargador, antes do aumento do STF, e voltar a ser o teto. Assim acabará a farra dos super-salários e o crescimento exorbitante da folha.

  • José
    08 Jan 2019 às 08:22

    Os envolvidos nas mortes do Soldado Abinoão Oliveira, que ocorreu em 2010, e do Jovem Rodrigo Claro, que ocorreu após participar de aula prática do Curso de Formação de Bombeiro Militar em 2016, NÃO foram EXPULSOS da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros até a presente data (08/01/2019). Governador Mauro Mendes, assim não dá! Chega de impunidade neste Estado!

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