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Quinta-feira, 21 de março de 2019

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Investigadores podem entrar em greve na próxima segunda; policiais fazem cota para internet e compra de papel

Da Redação - Wesley Santiago

09 Jan 2019 - 10:38

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Investigadores podem entrar em greve na próxima segunda; policiais fazem cota para internet e compra de papel
Os investigadores de polícia de Mato Grosso marcaram para a próxima segunda-feira (14) uma assembleia geral para discutir sobre o atraso salarial dos servidores públicos do Estado. A greve não está descartada, segundo a presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de Mato Grosso (Sinpol), Edleusa Mesquita. Ela ainda relata que os funcionários públicos estão tendo que fazer cota para pagar internet e comprar papéis em delegacias do interior.

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“Nós vamos passar para a categoria o que foi passado pelo governo na reunião com o Fórum Sindical. Vamos tomar as atitudes necessárias. A greve não está descartada. O salário mínimo é o alimento da família do servidor, temos direito de fazer a nossa manifestação. Vamos expor tudo para a categoria e levaremos para a votação”, disse a presidente do sindicato ao Olhar Direto.
 
A presidente ainda relatou que, principalmente no interior, os policiais estão pagando internet para manter os serviços de registro de boletim de ocorrências e também de checagem dos antecedentes das pessoas: “Não tem como trabalhar sem e os investigadores estão tendo que fazer cotinha”.
 
“Estão fazendo cota também para comprar papel e toner para a imprensa. Tem investigador pagando do próprio bolso para fazer manutenção de viatura. A precariedade é muito grande. Estamos fazendo um levantamento de tudo que está ocorrendo para passar isto para a sociedade. Queremos mostrar a outra face da segurança pública do Estado”, finalizou a presidente.
 
A assembleia geral foi marcada para segunda-feira (14), na sede do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de Mato Grosso (Sinpol), que fica localizada no bairro CPA I, em Cuiabá.

Parcelamento

O governador Mauro Mendes (DEM) anunciou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o salário dos servidores do Estado referente ao mês de dezembro do ano passado será escalonado até o dia 30 deste mês. Em nota, o democrata anunciou ainda o parcelamento do 13º salário remanescente de 2018, que só deverá ser quitado em abril. Outra novidade anunciada por Mendes trata do décimo terceiro salário de 2019, que será pago a todos os servidores, ativos e inativos, somente no mês de dezembro do corrente ano.

Conforme o comunicado, o pagamento dos salários de dezembro de 2018 dos servidores ativos e inativos, no valor total líquido de R$ 552.530.556,82, obedecerá ao seguinte calendário:

Dia 10/01: todos os 33.473 aposentados e pensionistas, independente do valor dos proventos, no valor total de 177.108.626,90; e aproximadamente 43.000 servidores em atividade que recebem até R$ 4.000,00 (quatro mil reais) líquidos e seus pensionistas, totalizando R$ 168.586.734,02;

Dia 24/01: 16.531 servidores em atividade que recebem até R$ 6.000,00 (seis mil reais) líquidos, totalizando R$ 73.150.206,68;

Dia 30/01: todos os demais 13.063 servidores ativos, cuja folha atinge R$ 133.684.989,22”.

O escalonamento do décimo terceiro salário remanescente de 2018, no valor de R$ 127.206.023,59, será pago em quatro parcelas, observado o seguinte calendário: 1ª parcela: dia 31/01; 2ª parcela: dia 28/02; 3ª parcela: dia 31/03; e 4ª parcela: dia 30/04.

Caixa zerado

Mauro Mendes recebeu o Governo no dia 01 de janeiro sem dinheiro em caixa para o pagamento da folha salarial referente a dezembro, quando Pedro Taques (PSDB) ainda era governador. Isto porque, há dois anos, a arrecadação do recurso utilizado para pagar os servidores vem sendo feito nos primeiros dez dias do mês subseqüente ao trabalhado.

A folha salarial de novembro, paga no mês passado, precisou ser escalonada. A expectativa de que o mesmo ocorresse este mês era grande, por conta da redução na arrecadação do Estado, comum nos primeiros meses do ano.

Além disso, o Governo ainda aguarda a vinda dos R$ 400 milhões referentes ao Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX), que até a presente data não foi pago pelo Governo Federal.

O 13º salário de 2018 dos aniversariantes de novembro e dezembro e dos servidores comissionados também ficou pendente. Conforme o ex-titular da Casa Civil, Ciro Rodolpho Gonçalves, os cerca de R$ 120 milhões a serem pagos foram contabilizados como dívidas no fechamento do balaço do governo, para serem quitadas por Mauro Mendes.

26 comentários

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  • Servidor INDEA
    10 Jan 2019 às 14:52

    Na ULE do INDEA onde trabalho no interior do estado, nós servidores que compramos materiais de limpeza, água e pagamos diarista com dinheiro próprio para manter limpo o local de trabalho e atendimento.

  • Nanda
    10 Jan 2019 às 14:50

    Sou servidora pública e acho um absurdo, servidor custear material de expediente, manutenção de vtr ( viatura), criar grêmios Para manutenção de delegacias, escolas,etc( arrecadando todo mês uma quantia de cada servidor) para cutear seja lá o que for, esse é um dever do Estado. Não podemos pegar pra nós responsabilidade que não nos cabe. O nosso dever é prestar um bom trabalho, dentro das condições que nos é dada( pelo Estado).

  • servidor
    10 Jan 2019 às 14:04

    AINDA ESTÃO DEMORANDO...GREVE JÁ...PAREM DE SEREM TRATADOS COMO IDIOTAS .

  • Patricia
    10 Jan 2019 às 10:17

    Tá demorando muito para fazer greve. A polícia entrando outros ou todos os servidores acompanham. E com toda razão.

  • Roberto
    10 Jan 2019 às 09:48

    Altos salários no funcionalismo público, arrebenta com o caixa do estado. Não sobra dinheiro para saúde, educação, saneamento, segurança, ou seja, não sobra dinheiro pra nada! Agora vai discutir salário com servidor, acha que ganha pouco. Para esses, digo o seguinte: vai para a iniciativa privada! lá o seu salário é certo e garantido.

  • joide
    10 Jan 2019 às 09:06

    o funcionariomo publica alimenta essas empresas de emprestimo consignado, cade uma liminar ou posiconamento quanto aos juros que caira sobre o funcionalismol.

  • Professor UFMT
    10 Jan 2019 às 07:43

    Ainda bem que sou professor da UFMT e meu patrão é o Bolsomito. Salário pinga todo 2° dia útil, sem falha. Ser servidor público estadual é fria.

  • Araujo
    09 Jan 2019 às 21:34

    Não existe verba para manutenção das delegacias, ou seja, tem mas não chega, é cota dentro das delegacias pra tudo.

  • Galdencio
    09 Jan 2019 às 16:56

    Isso ainda tem os resquícios do governo Blairo Maggi, a maior falcatrua do Estado. Copa do mundo, VLT, Escândalo dos maquinários enfim a maior vagabundagem da história.

  • José pires Filho
    09 Jan 2019 às 16:45

    Ana disse em seu comentário que além de ganhar Mixaria ainda compra papéis esses mané .Será que a Ana ganha igual esses mané?

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