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Domingo, 20 de janeiro de 2019

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Sem dinheiro para honrar compromissos, Mendes estuda decretar estado de calamidade financeira

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

11 Jan 2019 - 11:50

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Sem dinheiro para honrar compromissos, Mendes estuda decretar estado de calamidade financeira
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), declarou que está estudando decretar estado de calamidade financeira nos próximos dias, devido a crise econômica gravíssima que o Estado está enfrentando, sem recursos em caixa para honrar pagamentos a fornecedores, servidores e aos Poderes.

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Em entrevista à Rádio Vila Real, na manhã desta sexta-feira (11), Mendes disse que está precisando fazer duras escolhas de quem irá pagar por falta de recurso e que infelizmente não pode honrar todos os compromissos.

“O Estado não pagou os fornecedores porque não tem dinheiro. Se não tem dinheiro para comprar remédio eu vou abrir mais comarcas? Defensor público é importante, não estou discutindo isso, agora me diga o que é mais importante, abrir uma nova defensoria ou comprar remédio para salvar a vida das pessoas? Certamente comprar remédio. Temos que fazer este tipo de escolha” disse o governador.

O democrata ainda revelou que já considera decretar estado de calamidade financeira por conta da situação caótica em que assumiu o Governo.

“Eu comecei a analisar desde ontem para cá em decretar estado de calamidade pública nas finanças de Mato Grosso. Isso na prática quer dizer que o Estado está na beira da insolvência. Temos que entender isso, os deputados e servidores precisam entender isso... Estou estudando decretar estado de calamidade porque é uma gravíssima realidade”, afirmou.

O chefe do Executivo também criticou o Fórum Sindical por orientar os servidores a entrar em greve geral, caso o escalonamento dos salários dos servidores continuarem nos próximos meses.

“Alguns falam em fazer greve. Se fazer greve resolver o problema de Mato Grosso, eu serei o primeiro a entrar em greve. Greve não resolve, é hora de trabalhar. Vocês acham que eu não estou pagando os servidores no dia 10 porque eu não quero, porque o secretário de Fazenda não quer? O Rogério Gallo é um servidor de carreira como eles e ainda não recebeu”, explicou.

Desde que tomou posse, no último dia 1°, Mendes tem trabalhado com sua equipe econômica para economizar o máximo para conseguir pagar as despesas do mês. Uma de suas primeiras medidas foi o escalonamento dos salários dos servidores, além de parcelar o 13°.

Nesta quinta-feira (10), o governador encaminhou quatro projetos batizados de ‘Pacto por Mato Grosso’, que segundo ele garantirá a economia de recursos públicos.

37 comentários

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  • Juli
    14 Jan 2019 às 01:13

    Caro Governador, estou muito.preocupada com os juros que venho pagando. Faz falta nas contas da casa me entristece muito trabalhar e nao conseguir cumprir meus compromissos. Ja me cobraram e minha cara até treme. Peço consideração de vossa excelência pois nossos cobradores não possuem. Triste ver grandes empresas serem isentas e só nós do executivo pagando a conta. Me encontro desesperada pois estou com vergonha de não cumprir com os compromissos. Triste isso.

  • Rev
    12 Jan 2019 às 12:20

    Juracy , tipico comentário imbecil da burguesia delirante. Terceirizaçâo não resolve nada e só cria escravos. Quer terceirizar a segurança pública, a Fiscalização tributária infeliz...

  • Ilze
    12 Jan 2019 às 09:07

    Decreta sim, saia feche a porta e apague a luz. De repente aparece alguém com mais capacidade para gerir este rico estado. O senhor já mostrou que tipo de gestor é com a situação de suas empresas. Acho que não é preciso dizer mais nada.

  • Servidor público
    12 Jan 2019 às 06:45

    Que saudades de Pedro Taques, pois mesmo com toda a oposição de muitos deputados que não gostavam dele por ter contribuído para colocar na cadeia os verdadeiros responsáveis pelos roubos do Estado, que é o caso dos ladrãos confesso RIVA E SILVAL, o Pedro pagou os servidores em dia, foram poucas vc que ele não pagou no último dia que a lei permite. Pena que a maioria dos servidores não souberam reconhecer quem realmente estalou o caos em MT.

  • James
    11 Jan 2019 às 19:25

    Parece carroça vazia , só barulho e nada de carga util

  • Lucio
    11 Jan 2019 às 18:57

    Mais quatro anos de uso dos meios de comunicação do estado para atacar os servidores, os secretários do MM são os mesmos do Taques. Enquanto isso espero que a sangria da corrupção seja atada porque esse sim é o grande problema de Mato Grosso.

  • Davi
    11 Jan 2019 às 18:57

    Ainda hoje em decorrência do lobby do agronegócio a exportação de commodities agrícolas é desonerada, com isso a matéria-prima não fica no Brasil. É preciso retirar essas isenções fiscais e priorizar a manufatura/ industrialização de produtos para agregação de valor (venda do produto já industrializado) e ao mesmo tempo geração de emprego e renda para a população. Calha mencionar que Mato Grosso do Sul produz a metade que Mato Grosso e possui arrecadação semelhante. Mesmo assim o agronegócio lá é absolutamente viável e altamente rentável.

  • Wesley
    11 Jan 2019 às 18:56

    Renúncias fiscais: 415 empresas beneficiadas (ou seja, todas as grandes empresas) e o grandes produtores rurais. A conta nunca vai fechar. Financiam toda as campanhas. Até servidores públicos eleitos, como a Dra Selma Arruda se curvam a seus interesses. Fecha logo os hospitais públicos, fecha logo os batalhões da PM (No governo Taques não tinha sequer combustível para as viaturas), fecha os corpos de bombeiros militar, fecha as escolas, ao invés de rotularem os servidores como se fossem eles os culpados pela corrupção e aparelhamento do estado.

  • Patrícia
    11 Jan 2019 às 18:56

    O Ministério Público Federal e Estadual tem que exigir a devolução dos 56 milhões desviados em licitações da Seduc de Mato Grosso, 40 milhões do superfaturamento da licitação de pontes, 30 milhões desviados em esquemas do DETRAN, os milhões desviados da FAESPE, etc. É tanta ajudinha para amigos poderosos livres de impostos e corrupção que não tem estado que dê conta. Quem pensa diferente é alienado, não acompanha as notícias.

  • Pagador de impostos
    11 Jan 2019 às 18:52

    Que idiota! Dá zero pra ele....

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