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Domingo, 20 de janeiro de 2019

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Mendes faz apelo por apoio a medidas drásticas: “depositem um crédito de confiança em nosso trabalho”

Da Redação - Lucas Bólico

12 Jan 2019 - 10:04

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Mendes faz apelo por apoio a medidas drásticas: “depositem um crédito de confiança em nosso trabalho”
O governador Mauro Mendes (DEM) fez um apelo para a sociedade mato-grossense e pediu “crédito” no trabalho que está sendo feito para recuperar a saúde financeira do Estado. Texto assinado pelo democrata explica como novo governo pretende reduzir gastos para quitar os restos a pagar, fala da necessidade de todos os setores colaborarem e admite que as medidas tomadas são drásticas, mas as entende como necessárias.

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“Estamos tratando a situação com a seriedade que ela merece e há apenas uma forma que conhecemos para equacionar tudo isso: é colocar Deus na frente e trabalhar. Contamos com a parceria e que depositem um crédito de confiança em nosso trabalho”, apela Mendes, na mensagem dirigida especialmente aos fornecedores do Estado.
 
O governador explica que assumiu o Paiaguás com restos a pagar na ordem de R$ 3,9 bilhões. “São empresas e prestadores de serviço dos mais variados segmentos, que mantêm toda a estrutura do Estado em pleno funcionamento. Desde serviços básicos e importantes como limpeza, alimentação e fornecimento de material de expediente, a compra de medicamentos, locação de viaturas e prestação de serviços médicos e hospitalares”, ilustra.
 
“Os restos a pagar estão acima da capacidade econômica atual e, por isso, tomamos medidas drásticas e aguardamos a aprovação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso”, justifica. Mendes destaca o corte no número de cargos comissionados, de gratificação e contratados; a redução de 24 para 15 no número de secretarias e a extinção de seis empresas públicas; a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, que estabelece normas de finanças públicas que propiciarão a contenção do déficit financeiro, reequilíbrio entre receitas e despesas e recuperação da capacidade de investimento público.
 
“Estamos propondo também o aumento na contribuição do setor do Agronegócio, com o Novo Fethab, bem como outros ajustes na Tributação para a elevação da receita. Iremos implementar um gigantesco programa de combate à sonegação fiscal”, complementa.
 
“Todas essas medidas visam o reequilíbrio financeiro do Estado, com a contribuição de todos os setores da sociedade. Nossa expectativa é que, se tudo for aprovado na Assembleia, possamos dar início ao processo de reorganização das contas públicas, com a entrada de mais recursos financeiros nos cofres do Estado e a diminuição dos gastos públicos. Com essas ações acima, queremos demonstrar aos senhores que estamos trabalhando para criar todas as condições necessárias para estancar o crescimento dos restos a pagar e dar início ao processo de quitação dos débitos, para que a população não sofra com a interrupção dos serviços públicos”. 

27 comentários

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  • Júlio
    13 Jan 2019 às 22:10

    "Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que: b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais: e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde." Observa-se que o Estado de Mato Grosso descumpriu reiteradamente regras constitucionais sob a direção do Secretario da Fazenda Rogerio Gallo que enseja a intervenção federal no estado, com a decretação de um interventor para administrá-lo, de preferência alguém idôneo sem histórico de sociedade com criminosos ou declarações suspeitas de falência para justificar o inadimplemento das obrigações trabalhistas.

  • Gabriel
    13 Jan 2019 às 21:48

    Se ainda estivessem doando terras e financiando empreendimentos agrícolas e depois pudesse usar refis e refinanciamentos para nunca pagar, eu deixaria o funcionalismo público.

  • Hugo
    13 Jan 2019 às 21:44

    Mauro Mendes está jogando o governo nas mãos da oposição em 2022, como fez o Taques.

  • Ricardo
    13 Jan 2019 às 21:43

    Há dois meses afirmou categoricamente que manteria todos os direitos dos servidores públicos e o salário em dias, ao ser eleito imediatamente encaminhou um pacote contra os servidores públicos. Não tenho nada contra a sua opção, mas deveria no mínimo ser honesto.

  • Gilberto
    13 Jan 2019 às 19:34

    Toda vez que querem nos ferrar ele pedem voto de confiança e paciência, sugiro que façam como sempre fizeram em favor do Agro prorroguem nossas dividas por dez anos sem juros e perdoem uma boa parte delas e teremos toda a paciência do mundo!

  • Wilton
    13 Jan 2019 às 16:29

    Quem não estiver satisfeito peça exoneração e vai para a iniciativa privada.

  • Clodoaldo Maccari
    13 Jan 2019 às 01:30

    Aproveite e inclua neste pacotão o fim dos incentivos fiscais , inclusive da sua empresa.

  • Gabriel
    13 Jan 2019 às 00:13

    Queridos servidores se trabalhar pouco, ganhar muito em relação a iniciatica privada, ter estabilidade, aposentadoria especial mas de vez em quando atrasar um pouco o salário estiver ruim peção exoneração... com sua saída centenas de pessoas estão morrendo de vontade de estar em seu lugar para passar por seu sofrimento.

  • Cláudia
    12 Jan 2019 às 21:01

    Caos no ESTADO x Servidores do Executivo Prejudicados Logo no Início do ano de 2019 recebemos várias notícias sobre a situação caótica do Estado, que conforme dados da Sefaz/MT possui dívida bilionária, entre fornecedores e etc... Eu refleti hoje porque essas crises não atingem o POder JUdiciário, muito menos o Legislativo. Todos eles recebem seus salários em dia, menos NÓS do Executivo que fazemos a Maior parte do Trabalho e traz vida á Máquina Pública! Engraçado também que o Estado há muitos anos diz que está quebrado e quem explica este rol de gastos e corrupções? "Como vamos recuperar as fraudes referente a caravana da transformação a operação Rêmora por desvio de R$57 milhões na SEDUC operação Bereré por desvio de R$30 milhões no Detran operação Grampolândia na segurança pública usada para chantagear adversário delação de Alan Malouf sobre Brustolin e vários secretários com R$50 mil/mês por fora mensalinho R$100 milhões por dentro para os deputados rombo de R$4 bilhões no caixa e desvio de $230 milhões do fundeb desvio de R$1,2 milhões no fundo de trabalho escravo desvio e apropriação de R$300 milhões dos municípios desvio e apropriação de R$300 milhões dos poderes aumento de $2 bilhões nos Incentivos Fiscais aumento de milhares de cargos políticos comissiona

  • Cadê o 13° DIVIDIDO 4x vezes
    12 Jan 2019 às 20:54

    Sim confio MAS ESTOU PASSANDO FOME...CADÊ O DÉCIMO....COMO FOME NÃO TEM COMO CONFIAR...PAGA O DÉCIMO AI VOU CONFIAR.... ME DOA UMA CESTA BÁSICA...

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