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Domingo, 20 de janeiro de 2019

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Proprietário de clínica de reabilitação nega acusação de cárcere privado e questiona Estado sobre fechamentos

Da Redação - Isabela Mercuri

12 Jan 2019 - 16:33

Foto: Reprodução

Proprietário de clínica de reabilitação nega acusação de cárcere privado e questiona Estado sobre fechamentos
O assistente social Anderson Michel Mendonça, 32, proprietário da comunidade terapêutica ‘Valor da Vida’ negou que tenha acontecido cárcere privado de um homem de 33 anos no local. O suposto crime foi denunciado pela esposa dele, na última quinta-feira (10) (veja AQUI). Segundo o proprietário, foi a mãe do paciente que pediu a internação.

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A esposa da suposta vítima afirmou que cinco homens entraram na casa dela e levaram seu marido a força em um Fiesta branco. Ela relata ainda que seu marido é ex-usuário de álcool e seria a mãe da vítima quem teria ordenado o serviço, sendo que esta já é a segunda vez que isto acontece.
 
Segundo Anderson, no entanto, não houve cárcere privado. “Não tem como ter cárcere privado, porque assim que a Polícia Civil chegou dentro da comunidade o rapaz falou que queria ficar, ele disse aos policiais, tem mais de vinte testemunhas”.

O assistente social relatou ao Olhar Direto, ainda, que a prisão do gerente não foi feita em flagrante, mas que houve somente a detenção do mesmo na delegacia, três horas depois, e que ele teria ido até a delegacia apenas para acompanhar o paciente.

“Quem pediu a internação [do rapaz] foi a mãe. Como a gente já conhecia o rapaz, a empresa terceirizada foi lá e pegou o menino e ele veio numa boa”, disse Anderson. “Em nenhum momento a gente impediu ele de ir embora. Aqui Não tem muro, não tem tranca, é um lugar todo aberto, com campo de futebol, tem médico e psiquiatra”.

Questionamento

O assistente social questionou, ainda, a ação do estado, que fechou quatro clínicas de reabilitação de Várzea Grande em 2018, e anunciou que fará uma fiscalização nas de Cuiabá. “As clínicas foram fechadas, não sei os motivos, e nos jornais apareceu que os pacientes foram encaminhados para outras cidades, para a CAPES, albergues... Eu, como assistente social curioso, tem 12 anos que trabalho na área, me vesti como se fosse um usuário, e fui dar uma volta no Zero, no Fiotão e no 31 de março. Lá encontrei mais de 50 pessoas que estavam nessas clínicas e hoje estão morando na rua”, afirmou.

Segundo Anderson, no entanto, o que essas comunidades fazem é ‘tampar o buraco’ do Estado. “Se as comunidades terapêuticas existem, é porque o SUS não está fazendo a parte dele. O SUS deveria dar gratuitamente tratamento a esses dependentes químicos. Ele fala que tem o CAPES, mas não é pra tratar depende químico (...) Não existe no estado de Mato Grosso nenhum leito pra nenhum depende químico. O que as comunidades terapêuticas estão fazendo é o trabalho do SUS”, denuncia.

“Na 31 de março, do lado do aeroporto, tem um esgoto. Eu fui lá, e tinham três dependentes químicos morando ali. Dois estavam em uma clínica que foi fechada. Eles estavam morando dentro do esgoto. Ai eu pergunto, os direitos humanos foram lá? Eles estão sendo amparados pelo estado neste momento? Será que eles estavam piores na clínica do que dentro do esgoto?”, finaliza.

5 comentários

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  • MARCUS CELSO SCHUWIETZER DE ANDRADE
    13 Jan 2019 às 07:54

    cadê os direitos humanos agora? sou filho de comunidade terapêuticoa e ex dependente químico, hoje sou livre, tenho família, e graças ao bom Deus e a clínicas de tratamento e reabilitação, onde vc é alimentado, recebe todo o cuidado, inclusive espiritual, pois em sua maioria existem sempre pessoas pertencentes a alguma instituição religiosa apoiando e muitas vezes se abdicando de suas próprias vidas em prol de ajudar a salvar outras vidas. A SAÚDE PÚBLICA FAZ ISSO? O ESTADO, O GOVERNO FEDERAL FAZ ISSO? NÃO!!! MUITO PELO CONTRÁRIO, NÃO SÓ NAS RUAS, MAIS NOS PRONTO SOCORROS ESTÃO CHEIO DE GENTE MORRENDO, SEM LEITOS E SEM REMÉDIOS. ENTÃO POR FAVOR, VAMOS CUIDAR DO QUE REALMENTE INTERESSA E DEIXEM AS PESSOAS DO BEM TRABALHAR, E AO INVÉS DE FECHAREM AS CLÍNICAS, VAMOS DISCUTIR UMA FORMA DE AJUDAR E AMPLIAR ESTAS INSTITUIÇÕES.

  • Justiça
    13 Jan 2019 às 01:22

    Ouvi dizer que o Anderson (proprietário) é um cara do bem e gente boa, realmente quer que as coisas acontecem e que os pacientes melhorem, porém já ouvi alguns ex-pacientes, e alguns familiares falarem muito mal da clinica, algo sobre tortura, espancamento, doses elevadas de remédio, e mta violencia que acontecem sempre as escondidas, talvez nem o proprietário saiba, mas falam muito mal dos seguranças, da brutalidade deles e de um tal riacho que tem lá onde eles levam os pacientes e torturam... vale a pena ser averiguado...

  • Recuperar e não ser fonte de oportunismo
    12 Jan 2019 às 21:15

    MP peça a documentação das clínicas de Chapada , os CID, as formas de busca da pessoa que vai ser feito o tratamento, inclusive vindo de outros Estados. As "patologias", a manipulação das familias para que fiquem mais tempo, visto os contratos pecuniários, diferentemente das vagas sociais, as medicações denonimadas Danoninhos para aquele que está em recuperação durma, dentre outros medicamentos manipulados que são dados sem o paciente fica inerte durante meses, até que os mais antigos alertam a finalidade.....

  • EDUARDO AUGUSTO SILVA OLIVEIRA
    12 Jan 2019 às 20:25

    Conheço o trabalho do Anderson , ajudou no tratamento do meu primo , cara profissional e humano .

  • Elaine Alves de Melo
    12 Jan 2019 às 19:24

    Eu sou mãe de um dependente químico primeiramente agradeço a Deus e depois ao assistente social Anderson proprietário da Clínica valor da vida meu filho Hoje está bem e vivo porque encontrou apoio o tratamento adequado na clínica valor da vida se as autoridades não trabalhar em conjunto com as instituição de tratamento para usuário aonde as famílias vão tratar seus familiares dependentes químicos deveriam dar mais assistência para pessoas sérias com trabalhos de responsabilidade como o assistente social Anderson da clínica valor da vida um homem sério e de grande responsabilidade com seus pacientes..

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