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Terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

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A mando de Paulo Guedes, Pedro Taques será investigado e pode ser responsabilizado por estado de calamidade

Da Redação - Wesley Santiago

17 Jan 2019 - 08:12

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

A mando de Paulo Guedes, Pedro Taques será investigado e pode ser responsabilizado por estado de calamidade
O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu um processo de investigação contra ex-governadores dos Estados que estão com uma situação caótica financeira. Um dos alvos deve ser o ex-governador Pedro Taques (PSDB), que ainda poderá ser responsabilizado pelos problemas deixados para o novo gestor, Mauro Mendes (DEM), que decretou estado de calamidade financeira.

Leia mais:
Após reunião com Paulo Guedes, Mendes decide decretar calamidade financeira em Mato Grosso
 
A informação foi divulgada pelo governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), em entrevista ao Jornal O Globo. Guedes decidiu capitanear um processo para responsabilizar os ex-governadores e Tribunais de Contas Estaduais (TCEs) pela quebradeira generalizada nos Estados.
 
A intenção do ministro é fechar um acordo com os governadores atuais para que uma investigação seja iniciada. A compreensão da gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) é de que os novos gestores estão comprometidos com o ajuste das contas dos estados e não podem ser punidos ou terem os mandatos inviabilizados pela má conduta dos antecessores.
 
Com isto, o Tesouro Nacional pedirá aos TCEs um levantamento de alertas feitos e ignorados pelos antigos governadores. Também serão investigadas possíveis omissões de técnicos das cortes estaduais de contas que legitimaram gestões que não foram responsáveis no campo fiscal.
 
“Há uma busca de movimento para tentar responsabilizar os antecessores. O Tesouro Nacional deve convocar os Tribunais de Contas dos Estados já para os próximos dias”, disse o governador.
 
O assunto deverá ser tratado no Fórum dos governadores marcado para o início de fevereiro. Os eleitos discutirão como responsabilizar e punir tanto os governadores anteriores, investigar a eventual cumplicidade dos tribunais e como encaminhar as investigações.
 
O que chama atenção é que todos os processos passam pelos tribunais de contas e dos estados: “Todos são servidores públicos. E se você atesta uma conta e isso não retrata a realidade, você está sendo cúmplice e coautor de qualquer equívoco. Seja contábil, seja administrativo”, disse o governador do Pará.
 
Estado de calamidade
 
O governador Mauro Mendes (DEM) bateu o martelo e irá protocolar nesta quinta-feira (17), na Assembleia Legislativa, o decreto que define calamidade financeira em Mato Grosso. A decisão foi tomada após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Se acatada pelo Legislativo, a decretação permitirá medidas como a suspensão de repasses e flexibiliza, por exemplo, atrasos no pagamento de dívidas e a extinção de órgãos públicos.
 
O decreto de calamidade financeira serve para formalizar uma situação de crise. Um dos efeitos mais importantes do decreto é a possibilidade de mudanças nas regras contidas na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
 
Se aprovado, o decreto poderá também determinar o estabelecimento de prioridades de pagamentos conforme a disponibilidade financeira do Estado. Neste caso, despesas discricionárias como convênios, repasses, doações e benefícios de natureza não alimentar podem ser postergadas e pagas somente depois que o Governo cumprir com suas despesas prioritárias, como salário dos servidores.
 
Também participaram da reunião com o ministro o senador eleito Jayme Campos; o deputado federal Victorio Galli; os deputados federais eleitos Emanuelzinho, Neri Geller, Nelson Barbudo e José Medeiros; e os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil), Rogério Gallo (Fazenda), Gilberto Figueiredo (Saúde) e Cesar Miranda Lima (Desenvolvimento Econômico).

32 comentários

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  • Elias
    18 Jan 2019 às 09:53

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  • Moacir
    17 Jan 2019 às 22:15

    AVANÇA LOGO MT, o TCE serve para ser cabide de emprego com salários gordissimos. Um assessor ganha em média 15 mil. Não tem portal de transparência para sabermos quanto um conselheiro ganha. Mas não deve ser menos de 50 mil. Não ha concurso público para o TCE . E uns políticos que não conseguem mais se elegerem, tornam-se conselheiros. Só serve para afundar o Estado. Não tem nenhuma importância para a sociedade.

  • Wallartyn
    17 Jan 2019 às 21:11

    Aqui não vai ser diferente da lava-jato, a hora que começarem a puxar as penas uma por uma, o que vai vir é uma galinha inteira, e não para-rá.......Isto é fruto de gestões pretéritas, não de um nem de outro.....Uma hora isto ia ter que mudar...Começou a temporada de caças..

  • AVANÇA LOGO MT
    17 Jan 2019 às 18:21

    ESSE TCE SERVE PARA QUE ??

  • Felipe
    17 Jan 2019 às 18:09

    Meus pensamentos coincidem com o do governador do Pará, já passou da hora de fazer uma auditoria em todos os Tribunais de Contas, e responbilizar-los. Pois não existe um órgão preventivo e punitivo ficar aprovando essas contas.

  • COMERCIANTE
    17 Jan 2019 às 17:58

    Investigar quem de fato fez a lambança no Estado , nada néh, é do conhecimento de todos os orgãos públicos deste que Mato Grosso começou a afundar ,a partir do ano 2003, como dizia o professor Alfredo da Mota Menezes que os políticos daqui em vistas a esses , eram tido como trombadinhas , porque o que fizeram nos cofres do nosso Estado, nenhum político daqui saberia como fazer. ou teria tanta falta de moral para tal!

  • Joaquim Teixeira
    17 Jan 2019 às 17:05

    Tadinho do nosso querido Malvadeza.

  • silvio lopes de Moraes
    17 Jan 2019 às 16:56

    Tribunais de contas não servem para nada a não ser pagar 200mil de salario para seus membros,tem que acabar com esses tribunais saqueadores do dinheiro público.A PF tem que investigar todos eles no país inteiro.Alguém já viu algum beneficio promovido por essas instituições bilionárias ?VERGONHA TOTAL.

  • Marcília Ribeiro
    17 Jan 2019 às 15:15

    Sobre o ex governador Silval que deixou um rombo de bilhões para o estado, ninguém fala nada!! Vamos aprendendo: pode roubar à vontade, mas tem que dividir o bolo. Tem pai que é cego!!!

  • Andre
    17 Jan 2019 às 13:54

    Uai quando pedro taques assumiu tava pior e o mesmo nao foi pedir esmola para ministro.... isso vai acontecer que o senhor mauro nao vai fazer nada pq o governo ta em crise...kkkk

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