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Segunda-feira, 25 de março de 2019

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Polícia cumpre 128 mandados contra ex-servidores e engenheiros acusados de fraude de R$ 150 milhões

Da Redação - Wesley Santiago

13 Mar 2019 - 08:01

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto/Ilustração

Polícia cumpre 128 mandados contra ex-servidores e engenheiros acusados de fraude de R$ 150 milhões
A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso cumpre 128 mandados de prisão e 12 buscas e apreensão desde a manhã desta quarta-feira (13), quando foi deflagrada a 'Operação Terra a Vista', com o objetivo de prender pessoas suspeitas de envolvimento em uma fraude ambiental que ultrapassa R$ 150 milhões. Entre os alvos estão engenheiros florestais e ex-servidores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

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Os alvos são representantes legais e operacionais, engenheiros florestais e ex-servidores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

A operação intitulada  “Terra a Vista”, é oriunda de inquérito policial conduzido pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), com o  objetivo de investigar uma organização criminosa que atuava na Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), fraudando o Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora).

As investigações contaram com apoio da Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), nos procedimentos de análise e auditoria, além do auxílio no trabalho com a vistoria de mais de 70 mil m³  relacionados a empreendimentos alvos do inquérito.

Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, expedidos pela Juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Mendes, são cumpridos nos seguintes municípios: Cuiabá, Várzea Grande, Alta Floresta, Nova Monte Verde, Apiacás, Paranaíta, Nova Bandeirantes, Peixoto de Azevedo, Guarantã do Norte, Itaúba, Matupá, Marcelândia, Claúdia, Santa Carmem, Ipiranga do Norte , Feliz Natal, Sorriso, Sinop, Juara, Aripuanã, Porto dos Gaúchos, Castanheira, Arenápolis.

O trabalho de apuração começou no ano de 2014, com o auxílio de uma auditoria realizada pelo Ibama, que descobriu um esquema de fraude no sistema na criação de créditos florestais, beneficiando diversas empresas do ramo madeireiro e terceiros (com inserção de dados falsos no sistema).

Muitos créditos circularam para outras empresas gerando Guias Florestais inidôneas, as quais podem ter sido usadas para acobertar operações ilegais, promovendo, em tese, tanto a circulação de produto florestal de origem ilícita, quanto à lavagem dos valores correspondentes a essas mercadorias ilegais (madeiras extraídas ilegalmente, lavagem de dinheiro).

O cumprimento dos mandados de prisão e apreensão é realizado por policias civis da Diretoria de Atividades Policiais, Diretoria do Interior, Diretoria Metropolitana, Diretoria de Inteligência.

A investigação tramita em sigilo de justiça e por conta disso, outros detalhamentos não serão divulgados no momento.

Atualizada às 16h22.

6 comentários

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  • Gervásio
    15 Mar 2019 às 06:25

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  • Antonio Carlos
    13 Mar 2019 às 13:20

    Matsubara?

  • Zeca
    13 Mar 2019 às 10:13

    Quando sairá medidas contra os servidores e ex servidores do INCRA que fizeram assentamentos conforme seus interesses particulares? Tem gente grossa nesse meio aí!

  • Juliano
    13 Mar 2019 às 09:05

    a SEMA e o DETRAN passa ano sai ano tem Operaçoes policiais.

  • Crítico
    13 Mar 2019 às 09:04

    Afinal o dinheiro vai ser restituído vãos cofres públicos?

  • Areal
    13 Mar 2019 às 08:30

    Essa SEMA gosta de estar estampada em páginas policiais heim

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