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Segunda-feira, 25 de março de 2019

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“Não é um caso dos muçulmanos, é um caso de humanidade”, diz Sheik de Cuiabá após atentado matar 49

Da Redação - Isabela Mercuri

15 Mar 2019 - 11:02

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Sheik Abdussalam Almansori

Sheik Abdussalam Almansori

O iemenita Abdussalam Almansori, que comanda a mesquita de Cuiabá há quatro anos, lamentou na manhã desta sexta-feira (15) o ataque que deixou ao menos 49 pessoas feridas na Nova Zelândia. Para ele, é preciso que todas as comunidades e religiões se unam, porque “este não é um caso só dos muçulmanos, é um caso de humanidade”.

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Abdussalam nasceu no Iêmen, país no sudoeste da Península da Arábia. Estudou bacharelado em religião na Universidade do Islã, e ‘Lei do Direito’ em uma universidade do estado. Quando se formou, foi enviado para Cuiabá para comandar a Mesquita. Segundo ele, não existem estudos claros que mostrem quantas famílias muçulmanas vivem em Cuiabá hoje, mas o número fica entre 200 e 400 famílias.

O sheik explicou que ainda não há nenhum ato ou homenagem organizado na capital, em relação à tragédia. “Não temos nada agendadado, mas estamos conversando para ver como faremos. Mas não só os muçulmanos, como as outras comunidades e religiões, porque isso não é uma questão só dos muçulmanos, é uma questão da humanidade. Como aconteceu na escola em São Paulo, nos Estados Unidos, na Europa, e acontece frequentemente. É preciso se unir, porque é um problema de humanidade”, afirmou.

Neste caso específico, no entanto, o sheik afirmou que achou o caso ‘muito estranho. “Porque o cara filmou, e tinha muitas armas, e um armamento muito forte, um depósito de armas, então é um caso muito estranho”, disse.

Apesar da aparente perseguição aos muçulmanos, Abdussalam afirma que se sente seguro no Brasil. “No Brasil eu acho que isso não acontece com os muçulmanos, mas tem outros casos. E o governo deve prestar atenção e tomar cuidado, porque é o governo que consegue fazer alguma coisa em relação a isso”.

Entenda

Pelo menos 49 pessoas morreram e 40 ficaram feridas durante as orações de sexta-feira em duas mesquitas da Nova Zelândia. Este foi o pior massacre a tiros da história do país. Um atirador transmitiu imagens ao vivo no Facebook do ataque a uma mesquita na cidade de Christchurch, depois de publicar um “manifesto” no qual denunciava os imigrantes, chamando-os de “invasores”.

6 comentários

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  • Ricardo
    15 Mar 2019 às 19:10

    Ali, cordao de segurança pra que se os cristãos são tão queridos? Sei muito bem o que estou falando.

  • Ali
    15 Mar 2019 às 17:08

    Ricardo, em todos os países islâmicos do planeta inclusive na Arábia saudita existem igrejas. No Libano, na minha pacata cidade, a igreja fica ao lado da mesquita, existe somente uma familia cristã na cidade, e muitas vezes são feitoa cordões humanos de segurança pelos muçulmanos ao redor da igreja para manter a segurança dos cristãos. Você nao sabe do que está falando.

  • Ricardo
    15 Mar 2019 às 14:59

    A religião mais odiada do planeta é a cristã. Pergunta pra esse sheik o que ele acha se alguns cristão forem abrir uma igreja católica em países árabes? O que ele me diz sobre os cristãos degolados pela irmandade muçulmana na África e no Oriente Médio? Desumano é como os cristãos são tratados no mundo inteiro pelos muçulmanos.

  • Menina má
    15 Mar 2019 às 13:21

    Essa foi boa Ana, usa o véu e n pega piolhos ????????

  • Zeca
    15 Mar 2019 às 11:50

    No passado os judeus foram os mais odiados pela sua religião. Hoje são os muçulmanos. Infelizmente muitas pessoas no mundo continuam a manter a aversão às religiões e o pior, o numero de ateus cresce a cada dia mundo afora.

  • Ana
    15 Mar 2019 às 11:28

    Os muçulmanos não se drogam, não fumam, não bebem bebida alcóolica, não morrem de câncer, suas mulheres não precisam usar salto alto desconfortável, ficar pintando o cabelo, usar lente de contato colorida, nem se sujeitar a cirurgias plásticas de estética como silicone, além do véu ser uma forma de se proteger contra piolhos, etc... Claro que existem extremistas, infelizmente!

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