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Quinta-feira, 28 de maio de 2020

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Laboratório europeu desenvolve mutação genética do bicudo do algodão para evitar reprodução

De Brasília – Vinícius Tavares

26 Ago 2014 - 16:00

Foto: Reprodução

Engenharia genética é aliada  dos produtores

Engenharia genética é aliada dos produtores

Uma comitiva com empresários e representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) visitou laboratórios da Bayer na Alemanha e na Bélgica este mês para acompanhar o desenvolvimento dos mais recentes estudos tecnológicos para o combate às pragas.

O principal objetivo é buscar soluções inovadoras para conter o avanço do bicudo nas lavouras que, junto com a lagarta helicoverpa, tem sido a principal dor de cabeça dos cotonicultores.

De acordo com o diretor executivo da entidade, Márcio Portocarrero, laboratórios como Bayer e outros localizados na Europa e Estados Unidos estão estudando formas de criar mutações genéticas que tornem estes insetos estéreis e que impeçam sua reprodução em larga escala.

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“O que está em desenvolvimento é o estudo sobre mutação das espécies. É uma área do conhecimento que está acima da engenharia genética. É uma etapa nova a ser vencida. Não é um esforço para mudar a planta. Mas, sim, para mudar o inseto”, afirmou ao Agro Olhar.

Segundo ele, o surgimento do bicudo do algodoeiro é uma situação preocupante porque estas pragas estão se tornando resistentes aos defensivos usados atualmente.

"O setor precisa se organizar, criar áreas de refúgio, se atualizar e lançar mão da biotecnologia para combater as pragas e nos tornarmos competitivos", frisou Portocarrero ao lembrar que a tecnologia em desenvolvimento em outros países ainda depende de aprovação por parte de órgãos do poder público brasileiro para ser utilizada.

O número de aplicações de defensivos para combater o bicudo tem crescido a cada safra. A média é de 5 a 6 aplicações, mas há casos de até 15 aplicações e há relatos de até 30 aplicações em outros estados, segundo levantamento feito por pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).

Já a produção de algodão na safra 2014/2015 em Mato Grosso pode recuar cerca de 1% em decorrência aos altos custos de produção e os estoques mundiais de pluma em alta.

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