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Quinta-feira, 04 de junho de 2020

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CNA vai monitorar os possíveis impactos para o Brasil da política francesa de estimular a produção de proteínas vegetais

CNA

27 Jan 2015 - 11:48

A França pode reduzir o ritmo de suas compras de produtos agropecuários do Brasil, especialmente do complexo soja, nos próximos anos, reflexo de uma decisão do ministro da Agricultura francês de aumentar a produção interna de plantas com alto teor de proteína vegetal até 2020.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vai monitorar os impactos comerciais da medida, financiada por recursos da Política Agrícola Comum (PAC) da União Europeia. O monitoramento será feito pela Superintendência de Relações Internacionais (SRI), que aborda este e outros temas na mais recente edição do “Boletim do Agronegócio Internacional”.

No período estipulado pelo ministro Stéphane Le Foll, serão concedidos aos agricultores franceses entre 100 e 200 euros – o que varia entre R$ 303 e R$ 606, em valores aproximados, – ao ano por hectare cultivado. A avaliação é que estas culturas não são competitivas na França e, se os subsídios forem removidos, a produção deve voltar aos baixos níveis.

As metas do plano são reduzir a dependência dos criadores franceses de gado, suínos e aves das importações de proteínas vegetais, e diminuir o uso de fertilizantes nitrogenados, incentivando a produção de soja não-transgênica em substituição ao milho. Além de ervilhas-do-campo, favas, tremoço e alfafa, a soja está no grupo de plantas com alto teor de proteína vegetal.

O farelo de soja representou 55,6% dos embarques do Brasil para o mercado francês em dezembro. A França foi o país europeu que mais ampliou as compras de produtos agropecuários do Brasil no período, na comparação com o mesmo mês de 2013, com gastos de US$ 180,2 milhões no último mês de 2014.

No boletim, a equipe da superintendência também avalia o desempenho do setor agropecuário em 2014. As exportações de produtos agropecuários responderam por 43% das vendas externas do país. São Paulo lidera o ranking, com 19% do total. Na sequência, estão Mato Grosso (15% de participação), Paraná e Rio Grande do Sul (cada um com 13%). Minas Gerais exportou 8% do total.

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