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Quinta-feira, 04 de junho de 2020

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Racionamento de energia de imediato é apoiado por 65% do país, aponta Datafolha

Da Redação - Viviane Petroli

09 Fev 2015 - 11:42

Foto: Assessoria UHE Teles Pires

Atraso na conclusão das obras de Usinas Hidrelétricas em decorrência a

Atraso na conclusão das obras de Usinas Hidrelétricas em decorrência a "imbróglios" ambientais, por exemplo, é um dos motivos para a crise energética, segundo especialistas

A "adoção imediata" de racionamento de energia elétrica, para minimizar a crise energética, é apoiada por 65% dos brasileiros, aponta pesquisa do instituto Datafolha, divulgada nesta segunda-feira. Segundo o levantamento, em janeiro ao menos 45% das residências da região Centro-Oeste sofreram falta de energia. Somente no último final de semana "apagões" foram registrados em Rondonópolis, Guiratinga e Pedra Preta. Especialistas afirmar que o uso de racionamento não está descartado.

No sábado (07) Rondonópolis, Guiratinga e Pedra Preta tiveram o fornecimento de energia elétrica interrompidos em decorrência ao desligamento da subestação que atende aos municípios. A interrupção foi ocasionada, segundo a Cemat, por um problema em um dos transformadores da subestação. Em Cuiabá alguns bairros chegaram à noite de sábado a registrar falta de energia por alguns momentos como no Distrito Industrial, por volta das 23h50.

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De acordo com a pesquisa do instituto Datafolha, o nível de água nos reservatórios para a geração de energia no Brasil, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, é considerado o menor em 84 anos.

A pesquisa mostra que 65% dos 4 mil entrevistados em 188 municípios brasileiros, entre 3 e 5 de fevereiro, aprovam a adoção imediata do racionamento energético, enquanto 27% acreditam que o governo federal deveria aguardar mais um tempo para ver se os reservatórios não enchem.

Segundo o levantamento, em média 39% das residências no Brasil foram atingidas em janeiro pela falta de energia, sendo 45% nas regiões Centro-Oeste e Norte, 43% no Nordeste, 37% no Sudeste e 30% na região Sul. Tais residências ficaram em média 2,9 dias sem energia. Para 32% dos entrevistados o governo federal é a principal responsável pelo risco de energia.

O risco de racionamento para "minimizar" a crise energética não está descartado no Brasil, incluindo Mato Grosso, conforme o professor especialista em engenharia elétrica Eraldo Pereira, em recente entrevista ao Agro Olhar.

“Mato Grosso também está sofrendo com essa crise energética, pois faz parte do Sistema Interligado Nacional. É por isso que em janeiro o Estado foi afetado pela interrupção de energia em janeiro após solicitação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e também está incluso na bandeira tarifária vermelha”, explicou o professor Eraldo Pereira ao Agro Olhar.

Ao contrário da "crise do apagão", entre 1º de julho de 2001 e 19 de fevereiro de 2002, onde o fornecimento e distribuição de energia elétrica foram afetados pela falta de planejamento e investimento em geração de energia, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, levando o Brasil a racionar energia, desta vez os imbróglios nas obras das hidrelétricas, mudança de novo critério de projetos das mesmas e os reservatórios em baixa por falta de água são as causas.

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