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Rebanho bovino cresce 3% em Mato Grosso, mas abates reduzem 15%

Da Redação - Viviane Petroli

15 Jan 2016 - 14:00

Foto: GCOM-MT

Rebanho bovino cresce 3% em Mato Grosso, mas abates reduzem 15%
O rebanho bovino em Mato Grosso cresceu 2,9% em 2015 no comparativo com 2014. O estado contabilizou 29,259 milhões de cabeçadas de gado, superando as 29,193 milhões constatadas em 2011. Um dos fatores para o incremento é a retenção de fêmeas e consequentemente a redução em 15% dos animais destinados aos abate.

Das 29,259 milhões de cabeças de gado existentes em Mato Grosso 99,59% foram imunizadas durante a campanha de novembro contra a febre aftosa, onde animais de mamando a caducando foram vacinados. Ao todo 104.092 propriedades foram assistidas pelo Instituto de Defesa Agropecuária (Indea).

Levantamento divulgado pelo Indea, nesta sexta-feira, 15 de janeiro, revela que em 2015 foram encaminhados para o abate 4,700 milhões de cabeçadas, das quais 2,785 milhões eram machos e 1,915 milhões eram fêmeas. O volume é inferior as 5,534 milhões de cabeças enviadas em 2014 para os frigoríficos, das quais 3,080 milhões eram machos e 2,454 milhões eram fêmeas.

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“A campanha de vacinação em novembro é o ‘inventário’ anual da pecuária mato-grossense. O resultado da imunização mostra a consciência dos produtores. Tivemos apenas 2.049 propriedades sem registro de vacinação e vamos até elas para realizar a vacinação assistida, além de autuar os pecuaristas”, comenta o presidente do Indea, Guilherme Nolasco.

Nolasco destaca que desde 2014 o rebanho mato-grossense voltou a crescer e hoje supera o volume de 2011. “O Estado começou a reter em 2015 fêmeas para a reposição do rebanho, o que levou a retração dos animais encaminhados para o abate”.

Em 2015 Mato Grosso registrou um estoque de bovinos machos, com mais de 24 meses, de 3,9 milhões de cabeças prontas para o abate. O resultado, como o Agro Olhar destacou, era considerado o pior dos últimos nove anos. A expectativa do setor é que a recuperação tenha início a partir de 2016. O resultado foi um reflexo da alta incidência de destinação de matrizes para o abate entre 2011 e 2013.

“Esse resultado dos animais destinados ao abate mostra o processo cíclico no setor. Tivemos redução de abates, falta de bezerro, falta de boi gordo, retenção de fêmeas. Isso levou os preços aos consumidores subirem. Daqui a dois anos veremos o efeito contrário”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Seneri Paludo.

Evolução

A pecuária em Mato Grosso, apesar dos resultados de decréscimo em 2012 e 2013 do rebanho com a destinação maior de fêmeas ao abate, vem apresentando crescimento ao longo dos anos. Em 22 anos o rebanho cresceu 132,2%, saltando de 12,6 milhões de cabeças para 29,2 milhões. Nos últimos 11 anos o estado vem mantendo percentual de animais vacinados contra a febre aftosa acima de 99,3%.

“Há 20 anos a pecuária de Mato Grosso era muito rudimentar. O resultado que vemos hoje é de um trabalho árduo do setor produtivo com o auxílio do Indea”, comentou o gestor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Carlos Augusto Zanata.

Durante a divulgação dos resultados da campanha contra a vacinação da febre aftosa, o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), José João Bernardes, afirmou que os números mostram o trabalho progressivo do pecuarista mato-grossense. “O rebanho melhorou e a sanidade animal também. O produtor tem investido cada vez mais em sanidade, melhorias do rebanho, bem como em técnicas de produção”.

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