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EM 2015

Sondagem aponta pessimismo no setor da construção em Mato Grosso

Da Redação - Viviane Petroli

27 Jan 2016 - 09:09

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Sondagem aponta pessimismo no setor da construção em Mato Grosso
A indústria da construção em Mato Grosso apresentou o menor nível de atividade em dezembro de 2015 de apenas 26,1 pontos. A instabilidade econômica brasileira e a redução de pessoas investindo em imóveis são alguns dos fatores para o resultado.

O indicador de nível de atividade releva que o desempenho apresentado em dezembro é 6,1 pontos abaixo dos 32,2 pontos apresentados em novembro e 5,2 pontos menor que os 31,3 apontados em dezembro de 2015.

A Sondagem da Indústria da Construção foi realizada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), em parceria com a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt).

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O levantamento de Sondagem revela que as pequenas empresas permaneceram estáveis em 29,2 pontos, enquanto as médias e grandes variaram de 33,3 para 25 pontos, o que indica baixa atividade.

A Utilização da Capacidade de Operação (UCO) em dezembro atingiu 56%, mantendo-se acima na linha dos 50 pontos. Em novembro havia sido 53% e em dezembro de 2014 58%. Quanto a capacidade constatou uma variação mensal positiva de 38% para 45% para as pequenas empresas, enquanto para as médias e grande de 56% para 63%.

“O resultado é decorrente a economia nacional, que a cada dia tem gerado incertezas. Hoje, não há pessoas interessadas em comprar um imóvel como um objeto de investimento, ou seja, compra para alugar ou vender. Quem busca um imóvel atualmente é para morar mesmo”, comentou recentemente ao Agro Olhar o vice-presidente do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT), Cezário Siqueira Neto.

Segundo Cezário, aquelas pessoas que são investidoras não estão comprando diante as altas taxas de juros e dificuldade de crédito. A mesma situação é constatada dentro do setor da construção que reduziu significativamente o número de lançamentos no último ano.

As expectativas para os próximos seis meses, segundo a Sondagem da Indústria da Construção, seguem negativas na percepção dos empresários do setor da construção.

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