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Suinocultura em Mato Grosso trabalha no 'vermelho' diante desvalorização do real

Da Redação – Viviane Petroli

02 Fev 2016 - 09:54

Foto: Reprodução/Internet/Ilustração

Suinocultura em Mato Grosso trabalha no 'vermelho' diante desvalorização do real
A suinocultura em Mato Grosso voltou a trabalhar no 'vermelho' diante a desvalorização do real, aumento do dólar, juros altos e o preço do milho. Atualmente, o custo de produção é de aproximadamente R$ 2,90 diante o quilo do animal vivo na casa dos R$ 3,15.

O crédito, as questões sanitárias para as aberturas de novos mercados e a exportação são hoje os principais entraves da suinocultura mato-grossense. Pontos estes que a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) e o Governo de Mato Grosso estão trabalhando em conjunto para melhorar.

Com o aumento do dólar e do preço interno do milho, chegando a picos de R$ 26,30 como constatado no dia 29 de janeiro em Alto Araguaia, bem como da soja, o custo de produção da suinocultura voltou a subir. Hoje, está em torno de R$ 2,90, porém a perspectiva é que nesta semana atinja os R$ 3. O valor desembolsado para produzir um quilo de carne suína é semelhante o valor pago aos produtores de R$ 3,15, em média, pelo quilo do animal vivo.

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"Hoje estamos trabalhando no vermelho. O atual cenário da suinocultura em Mato Grosso é do valor da ração subindo, consequentemente o custo de produção e por outro lado o preço do suíno vivo caindo", comenta o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Raulino Teixeira.

Hoje, Mato Grosso possui um plantel de 1,5 milhão de cabeças de suínos, dos quais 138 mil são matrizes. Assim como na pecuária de bovino de corte, a suinocultura há dois anos preciso elevar o abate de fêmeas, diante o alto custo de produção e baixo valor pago ao produtor.

Raulino comenta, em entrevista ao Agro Olhar, que 85% das vendas são realizadas em real, enquanto a matéria-prima para a produção é praticamente quase toda em dólar. A crise pela qual o Brasil e Mato Grosso passam, desde 2015, afetou o setor também, tendo-se em vista que muitas empresas deixaram de investir no estado, bem como juros altos, inflação, desvalorização do real e dólar alto.

"Além dos bancos que estão com falta de dinheiro, para emprestar, e quando emprestam o suinocultor tem que ter muita garantia", afirmar o presidente da entidade.

Milho

Recentemente, como o Agro Olhar comentou, os suinocultores solicitaram junto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a abertura de leilões de milho no estado para este período de entressafra. Cerca de 500 mil toneladas localizadas em estoques públicos serão leiloadas pelo Governo Federal.

Em Mato Grosso, somente a suinocultura necessita de 60 mil toneladas de milho. "Como o leilão é para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e foi aberto para diversas cadeias, e só a suinocultura precisa de 60 mil toneladas, ele ameniza a situação, porém não resolve", pontua Raulino.

Ações com o Governo de MT

Diversas ações e parcerias entre o setor da suinocultura e o Governo de Mato Grosso estão sendo desempenhadas. A busca de soluções para os entraves na atividade, como o crédito e questões sanitárias para a abertura de novos mercados e exportação, são alguns dos trabalhos.

Segundo a Acrismat, nos dias 16 e 17 de fevereiro, em parceria com o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), será realizado o Seminário de Defesa Sanitária no Mato Grosso.

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