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Domingo, 07 de junho de 2020

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Critérios para atestar qualidade da carne de Mato Grosso são discutidos

Da Redação - Viviane Petroli

14 Jun 2016 - 08:01

Foto: Reprodução/Internet/Ilustração

Critérios para atestar qualidade da carne de Mato Grosso são discutidos
A rastreabilidade é um dos quatro critérios específicos para atestar a qualidade da carne produzida em território estadual, por meio do selo "Carne de Mato Grosso". Selo garante ao consumidor a qualidade do produto e que o mesmo cumpriu as exigências socioambientais. Novo sistema de pesagem de carcaças do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) começa em julho.

O protocolo que define os critérios para atestar a qualidade da carne produzida em Mato Grosso foi apresentado para o governador Pedro Taques na última segunda-feira, 13 de junho, pelo presidente do Imac, Luciano Vacari.

O Imac é o primeiro instituto para tal finalidade do Brasil e o sexto do mundo. O Imac foi instituído por meio da Lei n° 10.370/2016 e é formatado no exemplo do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (Inac). A ideia de implementar em Mato Grosso partiu do governador Pedro Taques, durante viagem ao Uruguai em outubro de 2015.

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Hoje, Mato Grosso possui um rebanho de aproximadamente 29 milhões de cabeças de gado e é líder em abates, levando cerca de 5 milhões de cabeças ao ano para as indústrias frigoríficas.

O protocolo, de acordo com Luciano Vacari, conta com quatro critérios específicos, sendo a rastreabilidade, que possibilita comprovar a origem dos animais, o primeiro deles.

Vacari explica que a rastreabilidade do animal será realizada através da Guia de Trânsito Animal (GTA) eletrônica, nota fiscal e marca fogo do proprietário nos animais.

Os demais critérios tratam do cumprimento de indicadores socioambientais, em que o proprietário precisa comprovar o cumprimento das legislações trabalhistas e ambientais, a inscrição da propriedade junto ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). Outro critério diz respeito as unidades frigoríficas, onde os animais serão abatidos, que precisam conter o sistema estadual de pesagem.

O presidente do Imac explica que após o cumprimento de todos os requisitos o produto receberá a identificação do selo "Carne de Mato Grosso".

Quinto critério

De acordo com Vacari, há um quinto critério no protocolo, ao qual é destinado a atender os mercados ainda mais exigentes, como é o caso do mercado exportador. Ele salienta que para isso é necessário que sejam cumpridos também indicadores zootécnicos, que garantem a precocidade dos animais.

Pesagem

Vacari apresentou ainda para o governador Pedro Taques os três pontos de instalação das balanças nas unidades frigoríficas no Estado. A pesagem, explicou ele, será feita em três etapa, sendo a primeira referente ao animal vivo, ou seja, antes da insensibilização; a segunda pesagem após a evisceração; e a última pesagem será responsável por aferir os pesos para emissão do romaneio e confecção de nota fiscal.

“Hoje em dia o processo de pesagem, acontece no final da linha produção, em que o frigorífico emite o romaneio, que posteriormente é encaminhado ao produtor, na sequência há a emissão de nota fiscal e por fim o pagamento ao produtor. O novo modelo prevê que o Instituto seja responsável pelo peso, que também emitirá o romaneio, encaminhará este para o produtor e frigorífico. Após esta etapa, o frigorífico, com base no romaneio emite a nota fiscal e então paga o produtor”, afirma Vacari.

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