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Quinta-feira, 04 de junho de 2020

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Descapitalização do pecuarista é ponto de alerta por não haver investimentos

Da Redação - Viviane Petroli

18 Out 2016 - 09:14

Foto: Viviane Petroli/Agro Olhar

Descapitalização do pecuarista é ponto de alerta por não haver investimentos
A dificuldade em obter crédito para investir na propriedade está sendo a maior dificuldade do pecuarista mato-grossense nos últimos cinco anos, superando o conturbado cenário econômico do Brasil. Segundo o Panorama da Pecuária de Mato Grosso 2016, 50,2% dos pecuaristas mato-grossenses deixaram de realizar algum tipo de intensificação em suas propriedades.

O Panorama da Pecuária de Mato Grosso 2016 entrevistou 2.481 pecuaristas durante o Acrimat em Ação, através de uma parceria entre a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O levantamento foi divulgado no início deste mês.

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O levantamento revela que 50,2% dos 2.481 pecuaristas entrevistados não efetuaram algum processo de intensificação (investimento) em sua propriedade nos últimos cinco anos. O principal motivo para 45,6% foi à dificuldade na obtenção de capital, enquanto para 30,6% não houve necessidade e para 8,8% o fator para não investir foi o cenário interno conturbado.

“O ponto de alerta é que nós estamos passando por um processo de descapitalização muito forte e as pessoas tem muita dificuldade em acessar os recursos públicos. O ciclo da pecuária é muito longo e ele requer novas injeções de capitais antes do termino do pagamento desses financiamentos”, observa o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), José João Bernardes.

O presidente da entidade representativa dos pecuaristas de Mato Grosso salienta que “é necessário que o governo reconheça essa particularidade e disponibilize recursos que possam ser efetivamente captados e aplicados na atividade”.

Conforme o Panorama da Pecuária, dos 48,5% pecuaristas que afirmaram terem feito algum tipo de intensificação nos últimos cinco anos 35,36% investiram em alimentação e nutrição, enquanto 27,72% em infraestrutura, 21,97% em reprodução e 13,30% em gestão.

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