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Segunda-feira, 25 de maio de 2020

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Cai para 10 o número de países que barram carne e Maggi desabafa: achei que a vaca tinha ido para o brejo

Da Redação - Érika Oliveira

06 Mai 2017 - 09:50

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Cai para 10 o número de países que barram carne e Maggi desabafa: achei que a vaca tinha ido para o brejo
Cerca de dois meses após a deflagração da Operação Carne Fraca o mercado das exportações começa a retomar a confiança de países que ainda mantém embargos à carne brasileira. Segundo o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), caiu para dez o número de países que ainda estão com suspensão. Passada a fase mais crítica, o ministro fez um desabafo sobre o período turbulento vivido com o mercado internacional. “Eu achei que a vaca tinha ido para o brejo”, disse.

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“Este foi um assunto que nos pegou absolutamente de surpresa, nós não tínhamos o mínimo conhecimento dessa operação, mas no momento que nós soubemos – e ninguém está aqui para julgar a atuação da Polícia Federal – naquele momento inicial eu confesso que achei, como diz a expressão, que a vaca tinha ido para o brejo com a corda e a estaca junto”, revelou o ministro, com bom humor, durante o lançamento da 12ª edição do Circuito Aprosoja, em Cuiabá.

Sem revelar quais países ainda impõem restrições comerciais ao produto brasileiro, Maggi disse que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) entra agora em uma nova fase de resgatar a confiança dos países que, mesmo tendo voltado a comprar do Brasil, ainda estão temerosos.

No dia 24 de abril o Mapa havia divulgado uma lista com 15 países que ainda mantinham suspensão total para embarques de carnes bovinas, suínas e de aves, além de embutidos, Argélia, Iraque, Bahrein, Congo, Antígua e Barbuda, Moçambique, Guiana, Santa Lúcia, Suriname, Trinidad e Tobago, Vietnã, Zimbábue, São Vicente e Granadinas, Albânia e São Cristóvão e Névis.

Um dia depois, o Ministério divulgou que os países do Caribe deveriam suspender as restrições até o fim do mês de maio.

“Pela primeira vez eu vi no Brasil um momento de união de todas as forças internas do Governo, as vaidades foram deixadas de lado, ninguém ficou discutindo, as coisas seguiram o rumo e a gente conseguiu reverter aquele problema”, desabafou o ministro.

“Agora, nós entramos numa fase complicada que é recuperar os mercados, a confiança daqueles que são os nossos consumidores, mais de 150 países e que estão desconfiados conosco. Ainda há alguns pequenos mercados, cerca de 10 países que ainda não voltaram a comprar a carne brasileira, mas que nós estamos em fase final de negociação”, completou.
 

8 comentários

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  • elias
    09 Mai 2017 às 12:59

    Acho que esse João de Rondonópolis queima risca..pergunta idiota..tolerância zero

  • joaoderondonopolis
    08 Mai 2017 às 13:36

    A vaca não foi pro brejo, a vaca ainda está no brejo. O ministro está em apuros, além de problemas no ministério referente a carne fraca, ainda tem que responder lava jato. Eu gostaria de saber do ministro, porquê o leite de caixinha por dentro da caixa é de alumínio?

  • Newton Zanetta
    07 Mai 2017 às 14:00

    Os servidores públicos do Brasil deveriam ser os primeiros a agradecerem o país que lhes pagam seus salários e contribuírem pelo nome honrado deste país .Deveriam executar suas funções sem o ego exibicionista que sempre prejudica na auto afirmação de seu complexo de inferioridade.Deveriam colocar a serviço da justiça os possíveis crimes com aqueles envolvidos nos delitos como também serem responsabilizados pelo sensacionalismo causado por seus egos que necessitam na auto promoção. Deveriam estar a serviço e não a desserviço da boa causa.Deveriam se pautar pelo zelo pela dignidade pela verdade pela ação eficaz silenciosa e não pelo estardalhaço televisivo que cria mais conflito.

  • Elimar
    07 Mai 2017 às 13:43

    O governo deveria usar esta operação à seu favor. Aqui nós fiscalizamos, para fornecermos produtos de qualidade.

  • Maria
    06 Mai 2017 às 23:00

    Parabéns! Ministro ??

  • João Inácio de Moraes Fonseca
    06 Mai 2017 às 22:07

    Graças ao proprietário de uma grande granja de suíno que teve muita habilidade com os fiscais da inspeção sanitária que achou do nada sem conhecimento mais profundo sobre a doença que eles acharam que era e o proprietário falou se sair isso para notícia de jornal vai acabar com o mercado do Brasil aí esperaram o resultado que deu negativo como já tinha absoluta certeza aí enfiaram o rabo no vão da perna e ficaram quietos e calados mas chegaram a interditar duas granjas e o frigorífico sem nenhuma necessidade

  • Jhonatan
    06 Mai 2017 às 20:38

    Senhor ministro, oque não ficou transparente foi a questão de quem permitiu que as fraudes acontecessem, foram as pessoas indicadas por políticos? os ffa? Chega de terceirização na fiscalização isso só interessa as industria que não querem ser fiscalizadas.

  • sediclaur
    06 Mai 2017 às 10:47

    Não só a vaca foi pro brejo como o caldo entornou.

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