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Segunda-feira, 16 de setembro de 2019

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Governo anuncia R$ 190 bi para o Plano Safra 17/18; juros estão menores para financiar próximo ciclo

Da Redação - Viviane Petroli

07 Jun 2017 - 11:43

Foto: Beto Barata/Presidência da República

Governo anuncia R$ 190 bi para o Plano Safra 17/18; juros estão menores para financiar próximo ciclo
O Governo Federal disponibilizará para Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 (PAP), também conhecido como Plano Safra, R$ 190,25 bilhões. O volume do recurso é considerado o maior da história para financiar a agricultura brasileira, setor este que no primeiro trimestre de 2017 registrou um crescimento de 13,4% no PIB da atividade. Conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os juros das operações foram reduzidos entre um e dois pontos percentuais.

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Dos R$ 190,25 bilhões disponibilizados para o próximo ciclo, que vai de 1º de julho de 2017 a 30 de junho de 2018, R$ 150,25 bilhões são destinado para custeio e comercialização, dos quais R$ 116,25 bilhões com juros controlados (taxas fixadas pelo governo) e R$ 34 bilhões com juros livres (livre negociação entre a instituição financeira e o produtor). Para investimento estão sendo disponibilizados R$ 38,15 bilhões. Além disso, os produtores terão disponíveis R$ 1,4 bilhão em apoio à comercialização e R$ 550 milhões Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).
 
Durante o lançamento do Plano Safra 2017/2018, o secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Neri Geller, revelou que nas linhas de custeio e de investimento os juros tiveram redução de um ponto percentual, enquanto nos programas prioritários voltados à armazenagem (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns/PCA) e inovação tecnológica na agricultura (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária/Inovagro) a redução nos juros foi de dois pontos percentuais.
 
Para custeio os juros caíram de 8,5% ao ano e 9,5% ao ano para 7,5% e 8,5%, assim como para os programas de investimentos, com exceção do PCA e Inovragro onde as taxas de juros foram fixadas em 6,5% ao ano.
 
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, destacou que o Brasil não produz apenas soja e milho, mas também carnes, floresta, cana-de-açúcar, café, laranja, borracha, frutas, entre outros produtos. “Mais de 1,2 bilhão de toneladas. Esse é o peso da agricultura e pecuária no Brasil”, disse Maggi, ao lembrar que a agricultura ocupa apenas 8% do território brasileiro, a pecuária 17% e que cerca de 65% do território é preservado.
 
“O Brasil não é um país que vende commoditie agrícola e sim conhecimento. A África tem um potencial maior que o nosso em produção agrícola, porém não produz por não possuir o conhecimento que temos”, frisou Maggi.
 
O presidente Michel Temer afirmou que o propósito do Governo Federal é criar condições de trabalho para todas as áreas econômicas, ao destacar o crescimento de 13,4% do PIB agropecuário no primeiro trimestre de 2017 que sustentou a economia brasileira no período.
 
Temer revelou ainda que autorizou o ministro Blairo Maggi a realizar uma missão de 10 dias na China para buscar mercado para o Brasil.
 
Reforço à economia
 
Conforme o secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura e Pecuária, Neri Geller, os recursos destinados ao Plano Safra 2017/2018 reforça a prioridade dada pelo Governo Federal ao agronegócio, bem como à geração de emprego e renda.
 
Geller destacou ainda que a produção agrícola avançou muito nos últimos anos, o que mostra que produtor tem cada vez mais incorporado tecnologia no campo.

4 comentários

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  • jeronimo vicente farias
    08 Jun 2017 às 12:27

    Sr. Renato, eu agradeço, em primeiro lugar, ao meu trabalho que, a propósito, é super tributado. E é muito conveniente separar o joio do trigo: essa conversinha de que o que você come vem da produção rural para desqualificar o que eu disse não cola. Não é dessa produção que eu estou falando. Infelizmente, esses não conseguem acesso às linhas de crédito. Esses, quando recebem algum "apoio" é alguma coisa como sementes de segunda recebidas após o período de plantio atreladas a um boleto. Para esse produtor rural o meu respeito e o meu tributo. Agora para latifundiário monocultor, me desculpe, mas as minhas aulas de história, de economia e de política são o bastante para ratificar que estão dívida com o país, não com crédito.

  • Jose Maria
    08 Jun 2017 às 08:25

    Enquanto isso... você cidadão ou empresário comum que precisa de um empréstimo vai lá conferir quais são as taxas de juros...

  • Renato Roberto Da Silva
    08 Jun 2017 às 07:59

    Senhor jeronimo... Se vc esta com a barriga cheia para conseguir fazer este comentário agradeça ao produtor Rural..

  • jeronimo vicente farias
    07 Jun 2017 às 13:28

    legislam em causa própria. barões do agronegócio. é o nosso dinheiro, de saúde, de previdência, de fgts que financia esse setor que tem a pecha de privatizar os lucros e socializar os prejuízos. não geram empregos, já que é tudo mecanizado e material importado, não correm riscos, já que recebem esses juros subsidiados para plantar e socorro se alguma coisa der errado, acumulam fortuna em dólares e fica tudo por isso mesmo. até quando?

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