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Sexta-feira, 03 de julho de 2020

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Produtos de supermercado terão aumento de até 10% e medicamentos de até 37% após mudança do ICMS

Da Redação - Vinicius Mendes

23 Dez 2019 - 15:36

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Produtos de supermercado terão aumento de até 10% e medicamentos de até 37% após mudança do ICMS
Os sindicatos de varejistas de produtos farmacêuticos e de gêneros alimentícios, Sincofarma e Sincovaga, anunciaram aumento nos preços finais ao consumidor após as mudanças na cobrança do ICMS oriundas da Lei Complementar nº 631/2019. Os medicamentos devem ter um aumento de até 37% no preço, enquanto o preço dos produtos do segmento de supermercado deve aumentar em até 10%.
 
Leia mais:
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A Lei Estadual Complementar nº 631/2019 traz alterações na cobrança do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS). Até o final deste mês de dezembro ainda vale a regra antiga, na qual o imposto não é cobrado por cada tipo de produto.
 
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Mato Grosso (Sincofarma/MT), Hamilton Teixeira, explicou que a mudança representa uma elevação no preço do remédio.
 
“Vai diminuir o desconto que o paciente tinha junto às farmácias. Na nova regra, passa a incidir o imposto sobre o valor máximo do consumidor, e antes nós pagávamos o imposto sobre o valor que comprávamos a mercadoria. [...] A cobrança é feita por produto, aí nós vamos ter que instruir a população a procurar o produto que tem o menor preço máximo do consumidor, que paga menos ICMS. Por exemplo, um Anador gotas que custa R$ 15, uma Novalgina custa R$ 13, então é melhor comprar a Novalgina que tem o mesmo princípio ativo e o preço máximo é menor”, disse.
 
De acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) Mato Grosso é o único Estado brasileiro que ainda não trabalha neste modelo. A Lei Complementar nº 631/2019 ainda excluiu alguns incentivos, concedidos sem devida aprovação do Confaz.
 
Em um comunicado o Sincofarma anuncia que a partir do dia 1º de janeiro de 2020 os preços de medicamentos devem aumentar de 18% a 37%. Hamilton, porém, disse que podem demorar alguns dias em decorrência do estoque de medicamentos comprados em 2018, que pagaram ICMS pela regra antiga. No entanto, assim que os estoques forem repostos o consumidor deve sentir o aumento do preço.
 
O Sindicato do Comércio Varejista de Géneros Alimentícios de Mato Grosso (Sincovaga-MT) também emitiu um comunicado informando aumento dos preços. A partir de 1º de janeiro de 2020 os preços dos produtos do seguimento de supermercados terão aumento de 8% a 10%.
 
Varejistas do setor de materiais para construção também já anunciaram que o preço final das mercadorias terá um aumento de 10% a 25% (até 30% em alguns casos), em decorrência das mudanças. O presidente do Sincofarma disse que tem tentado dialogar com o Governo do Estado, para que faça alterações na lei que regulamenta as mudanças na cobrança.
 
“O Sincofarma já fez uma propositura para o Governo, para tentar ver se eles se sensibilizam e mudem a maneira de cobrar, para que a população não sinta tanto. Porque, por exemplo, temos o programa do Governo Federal, da Farmácia Popular, que ele paga uma quantia pelo remédio, nós vendemos e recebemos deles, este remédio vai se tornar inviável atendermos, porque dele nós pagávamos ICMS no valor líquido que comprávamos. Pagar ICMS sobre R$ 1 é uma coisa, já pagar sobre R$ 9 se torna inviável distribuir esta medicação para a população. [...] Então vai ter bastante falta de remédio deste programas gratuitos do Governo Federal, aí vai encher as policlínicas, UPAs, Pronto Socorro, porque o pessoal vai ir lá pedir remédio”, disse.

10 comentários

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  • paulo roberto
    02 Jan 2020 às 09:57

    Esse é o Mauro Mentes........

  • silvio lopes de moraes
    24 Dez 2019 às 11:50

    Povo nós estamos ferrados a mesma politica de sempre ,fazer de tudo para ferrar o cidadão ,mas nada é isso o resumo desses políticos daqui e de quase todo o país.NINGUÉM PENSA NO POVO ,Mauro e Piveta.

  • Abigail
    23 Dez 2019 às 22:29

    Parabéns ao nosso governador pelo incentivo pro comércio local . Aí compram pela internet bem mais barato que no estado . Não temos como concorrer . Mas o seguimento do metal todos os cuidados.

  • alexandre
    23 Dez 2019 às 21:45

    Em vez do governo cortar duodécimos, verba e privilégios, vai aumentar o preço dos alimentos, aí que a economia vai estagnar..

  • Fabio
    23 Dez 2019 às 19:31

    Próxima eleições, relege o governador para fazer pirraça para o Pedro Taques.

  • josé de souza
    23 Dez 2019 às 19:21

    AI VC QUE ACHA O GOVERNO DO BOSONARO OTIMO, FICA COM ELE

  • SEBASTIÃO FERREIRA
    23 Dez 2019 às 18:44

    Até parece que a escravidão foi abolida no mundo. Ela só foi modificadas, hoje somos escravo do sistema que nos mesmo criamos...

  • Consumidor
    23 Dez 2019 às 18:06

    E como sempre nós consumidores e trabalhadores temos que pagar pelos aumentos abusivos do governo, nunca fala em economia na política só em aumento de impostos, está cada dia mais complicado empreender no Mato Grosso.

  • Caio Oliveira
    23 Dez 2019 às 17:53

    Tá aí eleitor, não queria mudança? Foi Mito pra presidente e esse garimpeiro que ficou rico com incentivos... E ainda tem mais 3 anos, chupa...

  • Roberto
    23 Dez 2019 às 17:00

    Somos governado pelo um governador q ficou milionário com incentivo do governo do passado q agora de forma de agradecimento regaça com o povo....

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