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Segunda-feira, 03 de agosto de 2020

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Ao custo de R$ 518, cesta básica em Cuiabá é a mais cara do Brasil

Da Redação - Fabiana Mendes

28 Jan 2020 - 11:50

Foto: Shutterstock/ Lisa S.

Ao custo de R$ 518, cesta básica em Cuiabá é a mais cara do Brasil
Relatório do Instituto Mato-Grossense de Economia e Agropecuária (Imea) aponta que a cesta básica em Cuiabá custa R$ 518,17, ultrapassando o Rio de Janeiro, onde o conjunto de bens alimentícios custa R$ 516,91, de acordo com Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Isso significa que a Capital possui a cesta básica mais cara do Brasil. 

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Os dados do Imea foram apurados nas duas primeiras semanas do mês de dezembro de 2019. Em função da elevação das exportações de carne bovina e do preço da arroba do boi, o consumidor viu o preço da carne disparar no fim de 2019, impactando diretamente no valor da cesta básica.

Em 2019 o valor da cesta básica em Cuiabá exibiu alta de 16,7%, comparada ao ano de 2018. A cesta encerrou o ano com o maior valor real da série histórica (2012-2019). Fatores como a alta no preço do tomate e do feijão elevaram o valor do indicador, contudo, no fim do ano o preço da carne bovina foi o principal fator de alta.

Do valor de R$ 518,17, a quantia de R$ 213,3 corresponde aos gastos com 6,6 kg de carne. A quantia de R$ 54,4 corresponde a 9 kg de tomate e R$ 26,4 aos gastos de 4,5 kg de feijão.

Conforme pesquisa do Dieese, no ano passado, o valor da cesta básica aumentou em 16 das 17 capitais onde realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. As altas mais expressivas, entre dezembro de 2018 e 2019, foram registradas em Vitória (23,64%), Goiânia (16,94%), Recife (15,63%) e Natal (12,41%). A menor variação positiva ocorreu em Salvador (4,85%). Em Aracaju, o acumulado em 12 meses foi negativo (-1,89%). A Capital Mato-Grossense não foi citada na pesquisa.

Contudo, com base na cesta mais cara, que segundo pesquisa do Dieese (que não cita Cuiabá) foi a do Rio de Janeiro, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, estima-se mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em dezembro de 2019, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 4.342,57 ou 4,35 vezes o mínimo de R$ 998,00. Em novembro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 4.021,39, ou 4,03 vezes o piso vigente. Em dezembro de 2018, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.960,57, ou 4,15 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 954,00.

ICMS

O Governo do Estado informou que, com exceção da carne, o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em Mato Grosso continua a não ser cobrado sobre os produtos que compõem a cesta básica.

A nova lei que reduziu os incentivos fiscais no Estado, que passou a vigorar este ano, manteve a isenção aos produtos da cesta: leite, feijão, arroz, farinha, batata, legumes (tomate), pão francês, café em pó, frutas (banana), açúcar, banha/óleo e manteiga.

Apesar disso, alguns itens têm sofrido aumento de preços, como o açúcar. Até dezembro de 2019, o açúcar cristal de dois quilos era vendido a uma média de R$ 3,50. Desse valor, R$ 2,76 era o preço que o dono do supermercado pagava pelo produto. Como não é cobrado imposto sobre os alimentos da cesta básica, os R$ 0,74 restantes do açúcar eram o lucro do proprietário.

Com a nova legislação, o açúcar cristal de dois quilos passou a ser vendido, em média, por R$ 4,56. Desse valor, o dono do supermercado continuou a pagar os mesmos R$ 2,76 pelo produto e também continuou a não ser cobrado imposto do açúcar, tendo o dono do supermercado aumentado a margem de lucro para R$ 1,80.

Ou seja, do R$ 1,06 que o consumidor está pagando a mais esse ano, não há imposto e sim aumento da margem de lucro do supermercado, que saltou de R$ 0,74 em 2019 para R$ 1,80 em 2020, um aumento de 143,2%. Desta forma, o Governo afirma que cabe aos supermercados explicarem o porquê dos aumentos substanciais nos preços destes produtos, especialmente do açúcar.

 

4 comentários

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  • alexandre
    28 Jan 2020 às 15:18

    Custo MM

  • Simão
    28 Jan 2020 às 14:23

    Isso é reflexo do custo de vida em Cuiabá que é elevadíssimo.

  • Epaminondas
    28 Jan 2020 às 13:28

    MT consertado...

  • Mila
    28 Jan 2020 às 12:51

    ai vem um qlq e pede no intagram pra prestigiar o comercio local como faz

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