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Quinta-feira, 06 de agosto de 2020

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Indústria de uniformes se reinventa e vende quatro mil máscaras em dois dias

Da Redação - Isabela Mercuri

07 Abr 2020 - 11:33

Claudia trabalhando de máscara

Claudia trabalhando de máscara

Dizem que se reinventar na crise é o segredo do sucesso. E foi isso que a empresária rondonopolitana Claudia de Oliveira Fagotti, 49, fez ao ver as portas de sua indústria de uniformes fechadas por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Na reinvenção, ela decidiu fazer máscaras reutilizáveis, e em dois dias produziu e vendeu quatro mil unidades.

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A ‘Alfaiataria de Uniformes’ tem vinte anos de história e 42 funcionários diretos, fora os terceirizados. “O prefeito de Rondonópolis fechou tudo por dez dias. Na hora o primeiro impacto foi desesperador, um monte de funcionário dentro, coisa pra entregar, a gente ficou muito preocupado”, contou ao Agro Olhar.
 
A nova ideia veio no último final de semana, depois que as vendas no mês de março caíram a um terço do normal, o que não dava o suficiente nem para pagar a folha dos funcionários. “Foram dez dias sem recebimento... como que paga a folha de funcionários? Porque por mais que fale que o governo vai ajudar, é um empréstimo, lá na frente a conta vai vir. Então no final de semana passado eu chamei minhas filhas, que estão junto à frente da empresa e falei: vamos fazer máscaras”.
 
A adesão dos consumidores foi tanta que Claudia teve que contratar mais uma funcionária somente para trabalhar com essa produção, que foi de quatro mil unidades em dois dias.
 
Para ajudar outras empresas, e como não estão dando conta da demanda, a alfaiataria ainda fez parceria com indústrias de lingerie da cidade, em que entrega os tecidos cortados, e elas terminam de costurar e vender.
 
A alfaiataria produz dois tipos de máscaras, uma 100% algodão (malha) e uma de tricoline (mais fresca). Os dois tem cobertura dupla, exigência do Ministério da Saúde, e foram aprovados por um médico da Secretaria Municipal de Saúde, onde Claudia foi para conversar sobre o projeto.
 
“Estamos tentando conversar pra vender pro poder público. Levei o orçamento”, contou. “A preocupação é não deixar as fábricas pararem, porque é um momento difícil, a gente sabe que vai passar, mas para reestruturar depois as indústrias vai ser muito difícil. Minha preocupação, que eu conversei ate na Câmara, é que deem prioridade pras industrias de Rondonópolis, para a gente não deixar parar”.
 
Segundo orientações do Ministério da Saúde, as máscaras devem ser trocadas a cada duas horas, e não substituem as outras medidas de prevenção, como lavar as mãos, não tocar no rosto e usar álcool em gel, caso não seja possível lavar.
 
As máscaras estão à venda por R$5, direto na empresa ou com uma representante comercial, em Cuiabá.
 
Serviço
 
Vendas: (66) 98133-0078 (Nayara) / (66) 98150-0086 (Maria Helena) / (65) 98141-0153 (Cristina – Cuiabá)
 
(66) 3423-5264  - Alfaiataria de Uniformes
 
Preços especiais para vendas acima de cem unidades.

7 comentários

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  • Pedro
    11 Abr 2020 às 13:51

    Golaço!! Ajuda a população e, de quebra, aumenta o faturamento. As empresárias estão de parabéns.

  • Ilusão
    11 Abr 2020 às 08:59

    Ótima a iniciativa, mas seria bem louvável a entregar os pedidos já fechados a meses, honrar os compromissos feito antes do Covid-19, seria bem aplausível. E não só apenas visar o lucro imediato que estão tendo neste momento.

  • Fátima Veloso
    10 Abr 2020 às 17:36

    Achei muito interessante as confecções de máscaras, pois dá pra comprar e revender pois o preço de fábrica é acessível e contrapartida a fábrica continua funcionando para que depois os prejuízos não sejam exorbitantes...parabéns pela iniciativa.

  • maria 7 voltas
    10 Abr 2020 às 13:24

    uma visão inteligente, emmeio a pandemia, a produção continua,parabens a esta empresária

  • Rita Veloso
    09 Abr 2020 às 20:40

    ???????? é nessa hora que reinventamos mesmo com garra e perseverança, mulheres fortes! Precisamos de pessoas como a Cláudia e suas filhas.

  • Fernando
    09 Abr 2020 às 13:26

    EITA QUE O BRASILEIRO FICA LOUCO PRA GANHAR DINHEIRO...IMAGINEM SE FOSSE UM VIRUS QUE ATINGISSE OS ÓRGÃOS SEXUAIS E NÃO HOUVESSE MAIS PRESERVATIVOS NOS MERCADOS E FARMÁCIAS...IRIAM CORTAR OS DEDOS DE LUVAS DE BORRACHA, DECORAR E VENDER COMO CAMISINHA ARTESANAL...

  • silvia
    07 Abr 2020 às 12:55

    Brasil se reinventando

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