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Sábado, 04 de julho de 2020

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Academias podem demitir mais de 30% dos profissionais caso não sejam reabertas, diz Acad

Da Redação - Isabela Mercuri

27 Mai 2020 - 09:22

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Academias podem demitir mais de 30% dos profissionais caso não sejam reabertas, diz Acad
Fechadas há dois meses em Cuiabá como medida de isolamento para frear a disseminação do novo coronavírus (Covid-19), as academias podem demitir 30% de seus funcionários, o que equivale a cerca de 1350 pessoas, caso não sejam reabertas. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Academias (Acad) em Mato Grosso, que pede ‘socorro’ ao prefeito Emanuel Pinheiro.

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Atualmente, o setor estima empregar mais de 4,5 mil profissionais da área da saúde, apenas nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande. Segundo a Acad, as demissões não seriam pertinentes apenas à redução do quadro de colaboradores, mas sim de fechamento de inúmeras academias. 

“Estamos de portas fechadas há mais de 60 dias, muitas academias já perderam o folego financeiro e até mesmo a capacidade de endividamento. Tanto as pequenas quanto as grandes redes sentem duramente os efeitos da suspensão das atividades. É preciso que o poder público municipal tenha um olhar mais criterioso para este segmento, muitos outros setores  já reabriram com planos de biossegurança, e nós temos condições para executar as operações com responsabilidade”, explica Celso Mitsunari,  representante da  Acad Brasil.

Na última terça-feira (26), profissionais de educação física fizeram um protesto na Praça Alencastro, pedindo uma reunião com o prefeito de Cuiabá. Muitas das críticas se fortaleceram após o presidente Jair Bolsonaro incluir academias nos ‘serviços essenciais’ por meio de decreto.

“O decreto presidencial concede  respaldo jurídico para a reabertura desses estabelecimentos, o mesmo ocorreu com outros segmentos, que foram abertos, mesmo com restrições. Somos um corpo de profissionais da saúde, com expertise em disseminar boas praticas e qualidade de vida. Não podemos continuar como “marginais” durante esta pandemia”, desabafa Mitsunari. “Quando o presidente da República afirma que atividade física  é essencial, as razões são óbvias, nós especialistas na área, sabemos que manter uma rotina de exercícios físicos eleva em patamares elevados a imunidade, ou seja, é um escudo protetor contra inúmeras doenças. Os adeptos de atividades desportivas sabem e sentem isso na pele, não é por menos que estamos vendo centenas de pessoas se exercitando todos os dias nas ruas, em parques, mesmo os fechados, seria mais seguro em todos os aspectos deixar que os profissionais da área conduzam esta situação”, completa.

Amir Maluf, um dos maiores empresários do ramo em Mato Grosso, franqueado da Smart Fit, avalia também um saldo negativo. “Apenas a rede em Cuiabá empregava mais de 200 profissionais, temos um custo elevado de manutenção, e investimentos pesados, que se perdem em meio à restrição total nas operações. Estamos vivendo turbulências, sejam os pequenos, médios ou grandes empreendedores, o momento requer estratégia assertiva e união, para que a tomada de decisão seja mais eficiente, e o enfrentamento ao novo coronavírus não traga mais prejuízos que o próprio vírus”.

Ele chegou a entregar ao prefeito, há mais de 30 dias, uma cartilha de reabertura elaborada pela Acad, desenvolvida em conjunto com o Conselho de Educação Física de São Paulo, seguindo normas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Asseguramos ao prefeito que as normas do PRA  visam diminuir o risco de contaminação e foram adotadas com base no histórico de regiões onde o pico da pandemia já passou e o processo de reabertura das academias já está sendo realizado, como na China e outros locais da Europa. Seguindo o protocolo desenvolvido o setor tem condições de retornar sem oferecer riscos de contaminação”, lembra.
 
Práticas para reabertura
 
Dentre os pilares apresentados pela cartilha estão a limpeza geral das unidades, a disponibilização de recipientes com álcool em gel a 70% para uso por clientes e colaboradores em todas as áreas da academia recepção, como musculação, peso livre, salas de coletivas, piscina, vestiários, kids room, e etc.
 
Durante o horário de funcionamento das academias, as unidades seriam fechadas de 1 a 2 vezes ao dia por, pelo menos 30 minutos, para limpeza geral e desinfecção dos ambientes. Posicionar kits de limpeza em pontos estratégicos das áreas de musculação e peso livre, contendo toalhas de papel e produto específico de higienização para que os clientes possam usar nos equipamentos de treino, como colchonetes, halteres e máquinas. No mesmo local, deve haver orientação para descarte imediato das toalhas de papel.
 
Também fica estabelecido o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual (Epi´s) para funcionários, personal trainers e terceirizados; máscaras para todos.  Recomenda-se ainda  medir com termômetro do tipo eletrônico à distância a temperatura de todos os entrantes. Caso seja apontada uma temperatura superior a 37.8 °C recomenda-se não autorizar a entrada da pessoa na academia, incluindo clientes, colaboradores e terceirizados. 

Novo decreto

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, realiza nesta quinta-feira (28), às 9h30, uma nova transmissão virtual para falar sobre as novas medidas de enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19) implantadas na Capital. O pronunciamento pode ser conferido pelas redes sociais (Facebook e Instagram).

7 comentários

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  • Gino
    27 Mai 2020 às 18:11

    A nova ordem quer a população enfraquecida em todos os sentidos: psicológico, emocional, financeiro e físico.

  • zumbi
    27 Mai 2020 às 17:28

    Este é um segmento extremamente delicado , e entendendo os dois lados , acho que é complicado por mais que alguns pensem o contrario , de se colocar em prática os protocolos de segurança para que se evite o contágio..é um lugar que o suor escorre com abundancia e é quase impossível se manter um controle eficaz de higienização...a empresa teria que triplicar os investimentos em produtos e pessoas para manter essa higienização. O governo já deveria a tempos como faz com outras categorias , providenciar uma ajuda de custos para os profissionais devidamente cadastrados, mas ao contrário simplesmente viraram as costas para esse trabalhadores ...é nessa hora que o papel de um governo se faz presente desempenhando a politica assistencialista , se não , porque ele existe então?

  • Dra Gabriela CPA 4
    27 Mai 2020 às 14:45

    Coxinhas. Coronavirus está aumentando. Ginástica é supérfluo.

  • Flavio
    27 Mai 2020 às 11:43

    Acorda vc Sônia. Duvido que um dia vc tenha frequentado uma academia. O que vc fala das aglomerações no centro, nós ônibus, nos bancos! Ali pode né hipócrita.

  • atleta
    27 Mai 2020 às 11:27

    eu faço minhas atividades fisicas em casa mesmo a partir da pandemia, e olha que eu corro 10 km todo dia. portanto, academia não é essencial, só para quem tem preguiça de se exercitar em casa mesmo. abrir academia significa mais contaminação de pessoas, é impossivel controlar o fluxo de pessoas dentro das academias.

  • Jorge Oyama
    27 Mai 2020 às 11:05

    Parabéns Sônia. Todos perdem com coronavirus. Economia se recupera. Vidas não. Academias são supérfluas nesse momento. De que adianta ser marombado num caixão? Cresceu também o movimento de encerramento do ano letivo. Jovens têm uma vida. Podem esperar. Vida acima de tudo.

  • Sônia Maria
    27 Mai 2020 às 10:22

    Esse pessoal não lê jornal? Não sabe que o momento é crítico e requer que nos mantenhamos em casa. Chega desse draminha mexicano e vai fortalecer os laços com a família. Afinal personal cadáver não pode ter emprego, assim como os mortos não fazem exercícios. Acorda bando de mercenários, antes que seja tarde.

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