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Domingo, 27 de setembro de 2020

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Deputado acusa Ongs de estimularem conflitos entre índios e ruralistas em MT

Da Redação - Laura Petraglia

31 Ago 2012 - 16:07

Foto: Reprodução

Deputado federal Homero Pereira

Deputado federal Homero Pereira

O deputado federal Homero Pereira (PSD) defende que a maneira de lidar com assuntos fundiários relacionados aos indígenas seja revista no país. Segundo ele, o Brasil tem que dar um basta e encerrar de uma vez por todas esse capitulo da convivência com os índios e tratá-los como iguais.

“O que tem vindo cada vez mais à tona é essa questão fundiária. Demarcação de áreas indígenas, ampliação de áreas indígenas. O Brasil tem que dar um basta e encerrar de uma vez por todas esse capitulo da convivência com os índios. Os indígenas estão aí, eles têm que ter a sua terra, mas o que não dá é para a cada momento em áreas consolidadas e produzindo, localizadas ao lado de reservas haver pedido de remarcação por que o índio entendeu que seu espaço precisa ser aumentado”, avaliou.

Segundo o parlamentar, o produtor ser penalizado por isso. “Na maior parte das vezes a ideia de remarcação das áreas nem parte deles, eles agem estimulados por Ongs internacionais, pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), instituições que ao invés de harmonizar as relações só criam conflitos”, declarou.
Homero, que é presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária do Câmara dos Deputados, defende que a questão fundiária relacionada ao índio seja levada para o congresso e debatida amplamente.

“Os índios já estão aculturados e têm que receber o mesmo tratamento que recebe qualquer cidadão brasileiro, até porque eles são cidadãos brasileiros. No momento em que o índio vem para a cidade ele tem que receber o mesmo tratamento de outros cidadãos. Eles não podem impedir o direito de ir e vir a qualquer momento, invadir o direito de propriedade, esse é uma questão que tem que ser trabalhada”, finalizou.

Ontem, os índios encerraram a manifestação que bloqueava as rodovias BR-174 e BR-364 desde a última segunda-feira (27) sob a condição de que fosse realizada hoje a reunião no Ministério da Justiça. Caciques de 20 etnias participam da reunião. A presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marta Azevedo, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, enviaram representantes. Mato Grosso tem 43 povos indígenas. É o segundo estado com o maior número de índios do país, ficando atrás do Amazonas.

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