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Quinta-feira, 04 de junho de 2020

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Política eleitoral preocupa mercado; endividamento da Petrobras beira os US$ 2,5 bilhões

Também não houve alteração na estimativa de recuo de cerca de 15% na tarifa residencial de eletricidade. De acordo com comunicado divulgado pelo órgão, a estimativa leva em conta os impactos diretos das reduções de encargos setoriais anunciadas, bem como reajustes e revisões tarifárias ordinárias programadas para este ano.

Da Redação - Rodrigo Maciel Meloni

18 Jul 2013 - 10:04

Foto: Reprodução / Ilustração

Alheio a protestos, Banco Central mantém projeção de reajuste de 5% no preço da gasolina

Alheio a protestos, Banco Central mantém projeção de reajuste de 5% no preço da gasolina

“O que preocupa o mercado é o endividamento da Petrobras, que por causa da política imposta pelo Governo Federal, de importar o petróleo por um preço e revende-lo mais barato no mercado interno, amarga dívida aproximada de US$ 2,5 bilhões”. A observação, feita pelo diretor executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetroleo-MT), Nelson Soares, avalia comunicado emitido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que manteve a projeção de reajuste de 5% no preço da gasolina para 2013.

O aumento do litro da gasolina acarretaria uma série de outros aumentos, o que acabaria por pesar na inflação, o calcanhar de Aquiles da política executada pelo Planalto. “Se a Petrobras não efetuar nenhum reajuste este ano é pouco provável que o faça em 2014, ano eleitoral; mas já há indícios de que a petrolífera brasileira negocia com o governo um meio termo”, destaca Soares.

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A respeito da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central declarou que entende ser apropriada a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias em curso, conforme ata da última reunião divulgada nesta quinta-feira.

Em justificativa, reproduziu diagnóstico feito na ata anterior sobre inflação elevada, dispersa e resistente. Ao jornal Valor Econômico, adiu que efeitos secundários da depreciação cambial “podem e devem” ser limitados pela adequada condução da política monetária.

Protestos
O ritmo dos protestos e a quantidade de manifestantes podem ter arrefecido, mas ainda continuam a pipocar de forma violenta em algumas cidades, principalmente nas grandes metrópoles, como ocorrido nesta quarta-feira (17) no Rio de Janeiro, onde alguns milhares de manifestantes pedem, entre outras coisas, a redução dos preços dos combustíveis.

Alheio as reivindicações da população, que se apóia em estudos apócrifos que apontam o valor do litro da gasolina no País – sem tarifação -, a R$ 0,99, o Copom manteve a projeção de reajuste de 5% no preço da gasolina, este ano.

Também não houve alteração na estimativa de recuo de cerca de 15% na tarifa residencial de eletricidade. De acordo com comunicado divulgado pelo órgão, a estimativa leva em conta os impactos diretos das reduções de encargos setoriais anunciadas, bem como reajustes e revisões tarifárias ordinárias programadas para este ano.

Redução geral
Se para a gasolina o Copom mantém previsão de reajuste, a projeção para o preço do botijão de gás é de estabilidade e, para a telefonia fixa, a expectativa é redução de 2%, neste ano.

Para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados, em 2013, a projeção foi reduzida para 1,8%, contra 2,55 previstos em maio. Essa estimativa “incorpora a recente revogação de reajustes nas tarifas de transporte urbano”, informa a Agência Brasil. Para 2014, a estimativa foi mantida em 4,5%.

1 comentário

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  • Silvano
    18 Jul 2013 às 11:06

    O preço da gasolina deveria é baixar, mas não a custa da PETROBRÁS. Deveriam diminuir os impostos da gasolina e pronto. O governo não abre mão de nada e ainda destroe a Petrobrás.

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