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Quarta-feira, 03 de junho de 2020

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Prejuízo de empresa de Eike registra alta de 72% e empresário quer refinanciar R$ 1,08 bilhão em dívidas

Os executivos dizem que dívida deverá ser paga conforme os projetos gerarem receita. Desse valor, R$ 845,2 milhões são referentes a empréstimos-ponte para as usinas Parnaíba I e II, a ser pagos com financiamento de longo prazo. Os outros R$ 276,2 milhões são referentes a parcelas exercíveis no curto prazo das dívidas de “project finance” de Pecém II, Itaqui e Parnaíba I.

Da Redação - Rodrigo Maciel Meloni

14 Ago 2013 - 17:08

Foto: Reprodução

Empresa de Eike registra prejuízo e empresário solicita R$ 1,08 bilhão para quita-las

Empresa de Eike registra prejuízo e empresário solicita R$ 1,08 bilhão para quita-las

Filho de ex-ministro de Minas e Energia da União, Eike Batista construiu seu império em cima de informações privilegiadas as quais somente seu pai e um restrito grupo de pessoas tinham acesso. Agora, os executivos da MPX - empresa de energia com negócios complementares em geração elétrica e exploração e produção de gás natural na América do Sul, querem refinanciar R$ 1,08 bilhão em dívidas da empresa com a emissão de debêntures no fim deste ano ou no início de 2014.

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O valor solicitado é parte do endividamento de R$ 1,53 bilhão da companhia que vence no curto prazo e não é referente a projetos. O diretor-presidente e diretor de relações com investidores da MPX, Eduardo Karrer, acredita que a empresa possa atingir maturidade de cinco a sete anos nas debêntures de longo prazo. “Isto traz uma posição confortável quanto ao refinanciamento da dívida de R$ 1 bilhão”.

Informações colhidas pelo periódico O Valor apontam que até o final do 2º trimestre a dívida acumulada pela MPX era de R$ 5,73 bilhões. Deste total, R$ 3,08 bilhões são relativas a dívidas de longo prazo e R$ 2,65 bilhões caracterizadas com vencimento no curto prazo, sendo que R$ 1,12 bilhão das de curto prazo concernem a projetos em implantação e início de desenvolvimento.

A MPX registrou prejuízo de R$ 233 milhões no segundo trimestre do ano - alta de 72,5% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (13) .

Como pagar

Os executivos dizem que dívida deverá ser paga conforme os projetos gerarem receita. Desse valor, R$ 845,2 milhões são referentes a empréstimos-ponte para as usinas Parnaíba I e II, a ser pagos com financiamento de longo prazo. Os outros R$ 276,2 milhões são referentes a parcelas exercíveis no curto prazo das dívidas de “project finance” de Pecém II, Itaqui e Parnaíba I.

O restante da dívida de curto prazo que não é relativa a projetos soma R$ 1,53 bilhão. Desse total, além do valor de R$ 1,08 bilhão que será refinanciado até o início d2014.

Recursos oriundos do aumento da capital da empresa, algo em torno de R$ 100 milhões, serão usados para quitar débito ainda neste mês. Outros R$ 350 milhões serão refinanciados pela emissão de debêntures em outubro.

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