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Segunda-feira, 25 de maio de 2020

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Comitiva da Aprosoja analisa nos Estados Unidos queda de produtividade de milho e soja

Da assessoria/Aprosoja

03 Set 2012 - 17:00

Foto: APROSOJA

Comitiva da Aprosoja analisa nos Estados Unidos queda de produtividade de milho e soja
A comitiva da Aprosoja em viagem ao “Intercâmbio da Soja” pelos Estados Unidos visitou a Farm Progresso Show, na cidade de Boone, Estado de Iowa. Durante o evento, os produtores rurais de Mato Grosso tiveram a oportunidade de conversar com o secretário de Agricultura de Iowa, Bill Northey. Na pauta, o assunto que tem dominado os noticiários de agricultura brasileiro e também americano: a seca que assolou as lavouras de milho nos Estados Unidos.

Notrhey confirmou a redução de produtividade das lavouras de milho. Algo que os produtores mato-grossenses conferiram in loco em visitas à propriedades de Illinois e Iowa. Segundo secretário, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), estimou que as lavouras vão render uma média de 140 bushels por acre (medida americana), convertido à medida usada no Brasil equivale à 147 sacas por hectare.

“As chuvas em nosso estado foram esparsas, então podemos encontrar agricultores colhendo de 2 a 200 bushels por acre”, destacou Northey. Segundo o secretário de Iowa, na safra passada, os Estados Unidos tiveram uma média de produtividade nas lavouras de milho de 170 bushels por acre ou 178 sacas por hectare.

Ainda de acordo com Northey, a perda não será maior porque, entre outras coisas, a genética das sementes garantiu o mínimo de produtividade. “Se fosse em outros tempos, a seca arrasaria com toda nossa safra. Em 1988, por exemplo, que foi o último ano que vimos uma seca como a atual, colhemos 80 bushels por acre”, explicou.

Além disto, os produtores norte-americanos estão segurados, pois garantiram a rentabilidade em caso de catástrofe climática. “Noventa por cento dos produtores do estado contrataram o seguro, que custa US$ 40 dólares por acre”, enfatizou o secretário Bill Northey.

FARM PROGRESS SHOW –

O movimento de produtores rurais dentro da feira era intenso, muitos negociando novos maquinários e tecnologias. O empresário Gary Nelson, proprietário de uma revenda de máquinas e implementos agrícolas de Iowa, disse que apesar da seca não sentiu queda na comercialização. “Nossos produtores têm o seguro agrícola, o que faz com que eles continuem comprando para suas propriedades”, explicou.

A Farm Progress Show é a mais conhecida feira dinâmica de tecnologia agrícola no mundo, com cerca de 360 hectares (800 acres) de área de demonstrações de campo, com equipamentos de semeadura, cultivo, colheita e agricultura de precisão.

ETANOL –

O secretário Bill Northey também comentou sobre a política norte-americana de etanol. Alguns governadores americanos solicitaram ao governo federal modificações na lei, que obriga a mistura de 10% a 15% de etanol à gasolina. Isto porque os Estados Unidos previam uma produtividade recorde, o que derrubaria o preço. Agora, com a seca nos Estados Unidos, a prioridade de utilização do milho deve ser para atender a outros setores, como a indústria de alimentos. “A decisão será tomada em novembro, depois das eleições presidenciais e também depois da colheita, quando a saberemos a real quebra de safra”, explicou Northey.

A questão do etanol também foi abordada pelo secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Tom Vilsack, que participou de uma mesa redonda durante o Farm Progress Show. Vilsack reforçou que o etanol não é um produto que diz respeito somente à agricultura. “Os Estados Unidos tem uma indústria forte, que transforma a produção agrícola em alimentos, fibras, rações e combustíveis. E por isso precisamos entender que na indústria do etanol há muitas empresas e famílias envolvidas também”, afirmou.

Tom Vilsack lembrou que os investimentos realizados na produção do etanol ajudaram na redução de importação de combustível. O que fez com que os Estados Unidos diminuíssem a dependência do petróleo importado do exterior e trouxe ganhos para o meio ambiente, em função da redução de emissões de gases causadores do efeito estufa.

INTERCÂMBIO DA SOJA –

O “Intercâmbio da Soja” aos Estados Unidos é um projeto da Aprosoja cujo objetivo é promover o intercâmbio cultural, social e a troca de experiências entre os produtores brasileiros e norte-americanos. A viagem iniciou no último sábado (25) e os produtores mato-grossenses estão percorrendo as principais regiões de cultivo de grãos nos Estados Unidos (Illinois e Iowa).

A comitiva é composta por 23 pessoas, entre produtores rurais, colaboradores da Aprosoja e técnicos. O objetivo principal é trocar conhecimentos sobre técnicas produtivas norte-americanas e sobre as soluções de logística desenvolvidas no país.

A programação incluiu visita à Bolsa de Chicago, à Universidade de Illinois e Iowa, à entidades de produtores de soja, a fim de comparar as formas de atuação e organização dos americanos, a um porto no rio Mississippi e a várias propriedades rurais.

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