Olhar Direto

Segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Opinião

Trezentando

Autor: Maria Lúcia de Aquino Amaral

02 Abr 2019 - 08:00

Hum, e agora Cuiabá???

Chegamos ao ano X e ao dia D, e perguntamos, o que queremos para essa aniversariante?

Aquele futuro sonhado chegou. Lá nos 250 anos ficaram as expectativas, o olhar sonhador, a idealização da metrópole, as esperanças. 

No entanto célere como nós e o tempo, aportamos de repente numa nova etapa, um novo ponto de partida, um novo olhar. 

O que nós queremos para você Cuiabá???

O que nós , seus filhos, sejam de chapa e cruz, adotivos, paus rodados, paus fincados, que abraçamos suas dores e suas esperanças, que amamos com um amor que não se mede, que jamais a deixamos porque somos sangue,  suor e lágrimas por você,  gostaríamos de festejar.

E o pensamento vagueia, rodopia, na valsa, cujo par é a dignidade.

E a ela se juntam os demais, o respeito, a honestidade, a coragem, o amor, a honradez, e o salão se completa.  

Afinal é a sua festa!  

Que festa??? Estamos correndo em círculos, a desfaçatez, deixou buracos por toda parte. Buracos humanos de dor pelas obras inacabadas, que uma sonhada copa do mundo largou, num lamaçal de vergonha e corrupção, que grassa por toda parte.

Que futuro nos espera querida aniversariante??

As práticas corriqueiras do toma lá dá cá, continuam a imperar, sem que se consiga romper a barreira do clientelismo que permite a inércia do poder público, diante de tantas e fundadas denúncias. Nada vai mudar, é o chavão. 

300 anos, era da internet. Da mídia social. Da força popular. Da rapidez da informação. Do mundo novo sonhado por Júlio Verne.  E perguntamos : E agora José???
Como será daqui a mais 50 anos??

Onde está o planejamento de médio e longo prazo?? Como será este encaminhado?? Quais as ameaças?? Quais as oportunidades???Quem está pensando a Cuiabá, que inchou, que cresceu, que se desordenou, que não segue um plano diretor, que continua a abrir tentáculos e a se prostituir???

Como podemos ver e não enxergar???

Palavras são ditas e até diria que saem do coração, mas de nada adianta louvar o amor a cidade, se ele é sem ação. Urgem ações efetivas da sociedade engajada, atenta, alerta, partícipe, compromissada, para buscar qualidade de vida, sobrepondo o bem comum ao  pessoal, e assim poder efetivar um grande círculo de amor, e de trabalho, visando resgatar a triste sensação de impotência e tristeza para o cenário dessa comemoração.     


 Maria Lúcia de Aquino Amaral é cuiabana, advogada, membro da UBE/SP.
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