Olhar Direto

Opinião

Teoria dos jogos, Redução de verba indenizatória e matérias relâmpagos

Autor: Juliano Rafael Teixeira Enamoto

17 Mai 2019 - 08:00

Alguns devem lembrar em suas aulas de matemática, um tema um pouco complicado mas muito interessante, análise combinatórias e probabilidade, confesso que sempre achei o tema muito interessante, vários colegas de escola estudaram o tema , seja pelo conteúdo em si, seja pela maneira que a didática de nosso professor o apresentava como teoria de jogos de azar.

Feita a presente introdução, apresento ao leitor alguns eventos que ocorreram principalmente no dia 16/05/2019 em inúmeras mídias digitais de notícias em nosso Estado de Mato Grosso: a divulgação de inúmeras reportagens desabonadoras ao comportamento do Deputado Estadual Ulysses Moraes, quanto a uma “análise” do recebimento de Verba Indenizatória em 03(três)meses de mandato.

Pois bem a imoralidade chapada denunciada pela Imprensa Livre, em inúmeras publicações que foram divulgadas em sequência em vários veículos de imprensa(um recorde para a redação de tais veículos de imprensa, dada a prontidão das divulgações da matéria, impressionam qualquer veículo de imprensa nacional, seja de canal aberto ou fechado, clapyourhandsG1!!)

Vamos a uma das manchetes, com o seguinte título:”Populismo Barato: Deputado que propõe reduzir V.I, recebeu R$18,9 mil sem prestar conta” fora o título com recurso lícito comercial de “clickbait” não há no texto qualquer menção a tentativa de buscar resposta ao Deputado Estadual, longe de mim ensinar a profissão de jornalismo, mas o artigo 14 do Código de Ética do Jornalismo, disponível na Associação Brasileira de Imprensa o dever de ouvir antes os envolvidos para somente depois divulgar a matéria, tal dispositivo encontra sua existência em razão do dever da exatidão da matéria e da veiculação da notícia, previsão existente no artigo 7º do mesmo Código de Ética, ao que demonstra a matéria, não houve nenhum contato prévio.

Mas vamos ao conteúdo e teor da matéria,, R$18.900,00(dezoito mil e novecentos reais), em 3(três)meses de mandato, fazendo um simples cálculo aritmético dá uma média de R$ 6.300,00(seis mil e trezentos reais)por mês, caso seja a linha editorial do(s)veículo(s)de imprensa denunciar tal gasto e a (i)moralidade de tal verba, deveriam ser divulgados(e condenados com maior veemência aos outros Deputados Estaduais que gastam mais, muito mais!)curiosamente não há leitor nenhuma matéria que tenha saído na data de ontem(16/05/2019), com tal teor contra os outros Deputados que utilizam valores sensivelmente, substancialmente maiores que o “denunciado” do Deputado Ulysses Moraes.

Curiosamente nesta semana, houve a divulgação da proposta legislativa do Deputado Denunciado, o qual busca reduzir a Verba Indenizatória dos Deputados Estaduais, pela metade. A aprovação na Comissão temática, como passo prévio para a votação no Plenário da Assembleia Legislativa certamente conduziu(irá) a uma elevação das hostilidades ao supramencionado Parlamentar Estadual, pelos seus pares.

Curiosamente na data de ontem,16/05/2019, houve um embate entre a Presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso, Excelentíssima Senhora Deputada Janaina Riva e o Deputado Ulysses, ainda que em tom razoavelmente brando, mas com aumento gradativo das tensões.

E aqui, caro leitor, iremos aplicar a teoria dos jogos, qual a probabilidade de em uma mesma semana em que há a discussão da Verba Indenizatória, com aprovação na Comissão pertinente da proposta do Deputado Ulysses(que irá reduzir a VI dos Parlamentares Estaduais pela metade, certamente desagradando a muitos parlamentares), bem como o embate na data de ontem dia 16/05/2019 com a Presidente da Assembleia Legislativa e no mesmo dia saírem inúmeras notícias com títulos “caça-cliques” em matérias claramente desabonadoras contra o Deputado que menos gastou Verba Indenizatória e é o autor da proposta para reduzir o seu valor? Qual a probabilidade desses eventos serem meramente aleatórios? Qual a probabilidade?


Juliano Rafael Teixeira Enamoto é Católico, Advogado concursado na Câmara Municipal de Sapezal, formado em Direto pela Universidade Federal de Rondônia.
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