Olhar Direto

Quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Opinião

O "Cel" sem limites

Autor: Wilson Carlos Fuáh

11 Ago 2019 - 08:00

Algumas pessoas acham que o Celular passou a fazer parte do seu corpo, e quando não estão com o seu aparelho de estimação, ficam incompletos. 

Seguramente podemos afirmar que a fixação pela onda da mídia digital, pode provocar o afastamento das pessoas, limitando a convivência e dos relacionamentos pessoais, e que produz um estado de solidão e isolamento, e em muitos momentos, mesmo estando rodeado de amigos, porque os membros dos grupos reunidos optam por compartilhar as suas alegrias e as tristezas usando o “Cel”. 

Muitos não percebem que há muito tempo já não pronuncia a palavra “nós” ou “nossas”, e ao verificar a sequência dos seus dias, logo vê que passou a ser mais um mendigo de relacionamentos real, muitos vão para as noitadas cheias de gente vazias e mesmo presente, se coloca ausente, pois os olhos estão fixos nas telinhas e preferem trocar as mensagens digitadas, esquecendo-se das pessoas presentes, pois são dependentes das felicidades momentâneas nas redes sociais, (Facebook e WhatsApp).

Mas, o mundo virtual nos garante apenas a felicidade provisória, dotada do alcance dos dedos digitadores, que trazem apenas o que vem através da “telinha virtual”, que se limita ao toque do “iniciar, acessar e desligar”, e que alguns chegam até a comemorar por ter atingido as 5.000 amizades precárias e superficiais, que resume em trocas de fugas da solidão, que são identificados com compartilhadores do nada real, composto de figuras virtuais; mensagem repetitivas e fatos sem interesses, até estourar o “chip do arquivo”.

Os seres “virtualizados” ficam dominados e não conseguem tirar a atenção do aparelho e por isso, perdem a oportunidade de trocar uma boa conversa, deixam de apertar uma mão, e alguns não sabem mais abraçar, e quando andam pelas ruas da vida real, não reconhecem uma legião de estranhos mesmo sendo amigos virtuais não os reconhecem, porque passaram a ser iguais aos desiguais, e por isso, e na solidão da vida real, estão a mendigar relacionamentos.

O importante é “dar um tempo” no aparelhinho e voltar a comemorar a presença das pessoas, que têm sentimentos iguais aos seus, principalmente entender que a sua vida é um milagre da natureza, e junto com você existem milhões de seres vivos que estão simplesmente cumprindo o seu instinto de sobrevivência e às vezes até conseguem alguns acordos sociais, e que “por aqui” combinamos chamar de casamento, mas o importante mesmo é sentir as emoções e buscar o prazer de conviver com as pessoas, que  são momentos que provocam a transfusão de felicidade através de muitos abraços e ao som das palavras carinhosas vindo das pessoas que amamos. 

Aproveite sua vida, abuse do prazer de estar junto e compartilhando os bons momentos da sua existência, marque um encontro ou faça uma visita, compartilhe as emoções de estar com as pessoas queridas numa mesma cidade, pois em vários lugares dessa cidade, tem muitas pessoas tentando compartilhar emoções: solidão eletrônica, sai dessa.


Wilson Carlos Fuáh É Especialista emRecursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.Fale com o Autor: wilsonfua@gmail.com
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