Olhar Direto

Sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Opinião

Queimadas, ou internacionalização da Amazônia?

Autor: Licio Antonio Malheiros

30 Ago 2019 - 08:00

Hoje, a Amazônia ou Floresta Amazônica, Selva Amazônica, Floresta Equatorial da Amazônia, Floresta Pluvial, ou Hileia Amazônica. É, uma floresta latifoliada úmida que cobre a maior parte da Bacia Amazônica na América do Sul. Esta bacia abrange 7 milhões de quilômetros quadrados, dos quais 5 milhões e meio de quilômetros quadrados são cobertos pela floresta tropical.

Desde o processo de colonização do Brasil, a partir do seu descobrimento em 22 de abril de 1500, pela frota comandada por Pedro Álvares Cabral, portanto, 519 anos atrás, nunca se falou tanto da nossa floresta ombrófila Floresta Amazônica, como este ano.

O motivo desse imbróglio tem como vertente as queimadas; é fato, ter ocorrido aumento considerável nas queimadas este ano, os números não mentem, pois sofreu aumento de 82%, em relação ao ano passado.

Agora, é bom que se diga também, que as queimadas são sazonais, portanto, acho no mínimo  estranho, que somente agora tenha ocorrido este aumento vertiginoso das queimadas na Amazônia, justamente no governo Jair Bolsonaro (PSL); que fez cortes drásticos nos repasses de verbas, para as 10 maiores ONGs (Organizações não Governamentais), no país.

Existe um ponto nevrálgico envolvendo essa questão, a ingerência da mídia nessa questão, tanto da nacional com a internacional.

O jornal Le Monde, diário Frances continuamente publicado em Paris desde 1944, país este, que tem como presidente Emmanuel Macron. O mesmo, tem sido duro crítico a gestão ambiental do presidente Jair Bolsonaro (PSL), em relação à Amazônia.

Causa, estranhes e perplexidade a ingerência sistemática desse senhor bem intencionado com nossa Amazônia, ele está tão preocupado com o nosso país, que é um dos responsáveis pela mobilização internacional em defesa da preservação da floresta da brasileira.Porém o mesmo esqueceu-se de um mero detalhe; já existem mecanismos previstos na Convenção do Clima, celebrado no âmbito das Nações Unidas, para ajudar na preservação da Amazônia, mas não se concretizaram em razão do calote de vários países ricos, inclusive a França, país este, que o magnânimo Emmanuel Macron é presidente.
 O calote é estimado em US$2,5 bilhões (equivalentes a R$10,3 bilhões) pelo governo brasileiro, na forma de créditos de carbono, estabelecidos no acordo de Kyoto, e o fundo verde do clima. Por essa razão, o Brasil decidiu não considerar a "iniciativa" risível da França de "doar" a ninharia de €20 milhões.Macron, de forma benevolente passa a querer ajudar o Brasil, belo ato, não fossem pressões e interesses outros, como por exemplo, o óbvio  ou  nióbio, sendo que, as reservas mundiais desse metal 98,2%,  estão no Brasil.

A liga desse metal se torna muito mais forte e maleável, tudo que é eletrônico ou leva aço, fica melhor com um pouco do nióbio, este metal, ajudaria de forma decisiva, na fabricação de carros, pontes, turbinas de avião, aparelhos de ressonância magnética, mísseis, marcapassos, usinas nucleares, sensores de sondas espaciais e por ai vai.

Do ponto de vista econômico, o nióbio representa para o país, os inacreditáveis USS 22 trilhões, o dobro do PIB da China, ou duas vezes todo o petróleo do pré-sal, será que esse senhor cheio de boas intenções, está mesmo preocupado apenas e tão somente com: arvores queimadas, mico-leão-dourado e por ai vai.    

Outro agente midiático, infelizmente é de nacionalidade brasileira, é a "Toda Poderosa", que instituiu um programa televisivo, que em seu jornal de maior audiência, ou que anteriormente tinha maior audiência, criou um jornal nacional da Amazônia, pois só se fala da queimada, queimada, queimada, como se no ano passado não existira queimada.

O que é mais interessante nessas entrevistas, feitas pelos repórteres dessa emissora televisiva, é que além de utilizarem de perguntas "capciosas", elas são dirigidas principalmente ao nosso presidente Jair Bolsona (PSD), com tão agressivo, e já trazendo uma resposta pronta com viés totalmente político, é triste o que estamos infelizmente vivenciando com uma parte da nossa mídia, que tem o papel de tão somente informar, com imparcialidade. 

Sei que os críticos de plantão irão tecer duras críticas à  minha pessoa, porém como não tenho graças a Deus rabo preso, procuro analisar a coisa, visando criar mecanismos que possam minimizar essa grande queimada que afeta o nosso país, juntando esforços no sentido de buscar soluções, e não ficar apontando culpados.

Nesse tocante, quero parabenizar o governador do estado, Mauro Mendes (DEM), que na reunião dos governadores para tratar da Amazônia saiu-se muito bem,  mesmo tocando em pontos nevrálgicos, "segundo ele 2 e 5 % das áreas indígenas podem ser destinados para a geração de renda, citando como exemplo os índios da etnia Pareci, de Campo Novo do Pareci, que produzem soja em 10 mil hectares",  falou também, da importância das commodities e de uma possível melhora, no mix de produtos a ser exportado e por ai vai.

Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo
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