Olhar Direto

Terça-feira, 27 de outubro de 2020

Opinião

O VLT e a falta de decisão política

Autor: Wilson Carlos Fuáh

24 Ago 2020 - 08:00

Mato Grosso já teve grandes líderes em sua história, mas neste caso do reinício das obras do VLT está faltando decisão política, ou falta de um grande líder, pois cada um que assume o poder do estado, prefere decidir que não vai decidir coisa nenhuma, e como Pilatos, lavam as suas mãos nas águas sujas do Rio Cuiabá.

A última desculpa, para não concluir as obras do VLT, estão dizendo que o “VLT, é um assunto que está judicializado”. Eles dizem que “terão que ter muito cuidado, porque teve uma delação que mostra claramente que houve corrupção no processo do VLT”.

A apuração do crime de corrupção é de responsabilidade do MPF e MPE, mas cabem as autoridades constituídas, responder também, pelos gastos da manutenção dos equipamentos parados, que é um desvio de finalidade e que são gastos sem retorno. E, o dinheiro público com obras paradas, se assemelha a corrupção, pois os custos das obras aumentam a cada mês e o pior, os trabalhadores não tendo como usar esse patrimônio público, e que pode transformar em frustração para a possibilidade do bem estar do povo, trazendo enorme prejuízos para suas vidas.

É importante dizer que essa obra parada, com o tempo, igualará ao valor desviado pela corrupção, se houve roubo no passado, que se punam os responsáveis pela corrupção, e que o TCE/MT faça auditorias para apurar quem são os responsáveis que estão provocando prejuízo financeiro atualmente para o estado, que sejam multados ou penalizados na forma da lei, o que não pode é o estado ficar pagando pelo financiamento e pela manutenção dos equipamentos, e providência nenhuma são tomadas pelos órgãos de fiscalização e pela AL/MT.   

Será que eles não sabem que, ao concluir as obras e com a implantação do transporte urbano moderno através do VLT, a metrópole dará um pulo em qualidade: na fluidez do tráfego; na redução da poluição e nos acidentes, sem falar no conforto e segurança para a população que realmente precisa locomover para trabalhar e estudar.
O povo vive por anos a espera pelo VLT, e fica assistindo o tempo passar e a ouvindo os falatórios dos políticos de plantão, e dia após dia, segue o debate inútil – “um fala e outro responde” e a cada nova eleição aparece um novo salvador da pátria, que afirma:” se eleito for eu concluo as obras do VLT e entregarei ao povo um transporte coletivo moderno e confortável”.
Mas, após as eleições, vêm as dezenas e centenas de explicações, desculpas e transferências de responsabilidades, que os usuários do transporte público, já não tem mais paciência para esperar, e entre os sofridos trabalhadores que depende do transporte público para locomover está um humilde trabalhador, o Senhor Paco, que certo dia me disse: “ou os políticos, alugam os meus ouvidos, ou eu compro as línguas deles”.

São os trabalhadores e os estudantes que precisam locomover por necessidade de trabalhar e estudar. Hoje pagam a tarifa mais cara do país e recebem serviço de péssima qualidade: ônibus com mais de 05 anos de vida útil; ônibus reformados e que passam como novos; ônibus sujos e com partes dos seus componentes internos quebrados, que são transformando em “rasga roupas”.

Em todas as cidades em que foram implantado o sistema de transporte através do VLT, teve uma revolução no panorama da região onde passam, com isso, promovendo grande influência no desenvolvimento da cidade, fazendo com que os administradores do futuro, obrigatoriamente ter que desenvolver novos planejamentos de expansão a médio e longo prazo, pois com a operação do transporte moderno, logo, produzirá grande impacto na vida da população e também do meio ambiente, pois a cidade deixa para trás o ruído e o lançamento de gazes através do motores a Diesel, com isso, melhorando a qualidade do meio ambiente, onde as pessoas deixam de respirar os venenos poluentes vindos dos escamentos dos velhos ônibus e/ou dos BRTs.

O VLT, não será operado e administrado pelo governo, mas sim por empresa, que será habilitada, através de Concorrências Públicas Nacional e Internacional, o governo apenas fará a concessão por 30 anos do transporte público, e ainda poderá fazer isenção ICMS de energia elétrica, que será o maior componente do custo operacional, e outros benefícios, que entrarão como subsídios no valor das passagens, e muitos não sabem que o governo dá subsídios para as bebidas (fábrica de cervejas) e subsídios para as compras de venenos consumidos no agronegócio, e porque os trabalhadores não podem receber o subsídio nos preços das passagens do VLT?




Economista Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.
Fale com o Autor: wilsonfua@gmail.com
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