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Com mais de 200 imagens de raios, fotógrafo de Cuiabá estuda lançar livro; Veja registros

Da Redação - José Lucas Salvani

17 Jan 2020 - 17:09

Foto: Fablício Rodrigues

Com mais de 200 imagens de raios, fotógrafo de Cuiabá estuda lançar livro; Veja registros
A primeira vez que Fablício Rodrigues, fotojornalista há mais de 30 anos, captou a imagem de um raio foi há quase 10 anos, quando morava em um apartamento no 10º andar. O registro foi “sem querer” e devido ao resultado obtido resolveu estudar sobre o fenômeno natural. Hoje,  acumula mais de 200 fotos em seu acervo e pretende lançar um livro com o material e confessa: “tem que ter paciência”.

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“Eu sempre tive curiosidade em tirar fotos de raio. Nunca tinha tido oportunidade, mas quando morei em um apartamento no décimo andar, um belo dia, sem querer, eu 'peguei' um raio. Fui estudar um pouco como faria e depois passei a fotografar. [Isso tem] 10 anos mais ou menos”, relembra o fotojornalista ao Olhar Conceito.

Fablício afirma que é preciso ter paciência para tirar as fotografias e que tem o costume de fazer os registros durante à noite por ser mais fácil. Ele explica que faz cálculos e às vezes cai um raio a cada 50 segundos. Quando faz o disparo com a câmera o raio cai, é feito a captura do fenômeno natural.

“Durante o dia, tem que ser mais rápido que o raio, então não dá certo. Durante a noite, você deixa a máquina programada para 30 segundos, por exemplo, e a cada 30 segundos você dispara. Você vai tendo um pouquinho de paciência, porque ela está disparada, está aberta, então se o raio cai naquele momento você capta. Não tem muito segredo, tem que ter paciência”, explica.

Durante quase 10 anos, ele relembra um momento que o marcou muito. Em 2015, ele conseguiu tirar uma foto com seis raios e, posteriormente, em março de 2018, conseguiu fazer uma grande sequência de fotos.
 

O acervo reunido soma quase 200 fotos. Ele explica que muito material ainda não foi divulgado e há o suficiente para fazer três livros. A ideia inicial é conseguir uma parceria com alguma pessoa que entenda sobre raios para montar o livro juntos, mas Fablício adianta que deve começar a trabalhar no primeiro em breve.

“Na verdade, eu queria fazer um livro sobre o tema que é “minha sacada”, com fotos de lua, raio, arco-íris e outros. Só que a sequência de raios está tão grande que dá para editar uns três livros. Então estou pensando em já editar um. Encontrar uma parceria com alguém que entenda de raios e editar um livro sobre raios”, conta sobre o desejo.

Carreira 

Fablício teve seu primeiro contato com fotografia durante a década de 90, quando se tornou laboratorista fotográfico do Governo de Mato Grosso. A função exercida por ele na época era fazer a revelação das fotos, além de preparar os equipamentos e soluções químicas. Posteriormente,  trabalhou no mesmo cargo em um jornal da cidade, onde permanceu por seis meses até que partiu para a fotografia de rua, aos 16 anos.

Assim que começou a tirar fotos, não parou mais e chegou a trabalhar em dois lugares ao mesmo tempo. Atualmente, atua como fotógrafo da Assembléia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Ele relata que ao longo dos anos, Fablício se tornou mais sensível quanto a fotografia devido a dois episódios distintos: No primeiro deles, por trabalhar com a editoria de Polícia, ele desenvolveu síndrome do pânico e precisou pedir para que fosse remanejado. Na sequência, passou a atuar na editoria de Cultura. Já no segundo, ele perdeu a visão temporariamente e precisou fazer cirurgias de catarata nos dois olhos.

“Eu fiquei mais sensível. Eu fotografo flores e pássaros. Eu pego alguns desafios, como fotografar beija-flor, é super difícil, mas você vai aprendendo. Então, comecei a fotografar de tudo um pouco. Fiquei bastante, com diz, a flor da pele mesmo. Lua, raio, Sol, tudo: a natureza e a vida. Eu amo fotografar”, conta.

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