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Segunda-feira, 25 de outubro de 2021

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'Uma Ponte Para Istambul'

Cuiabana lança livro sobre professora de história que viaja até Turquia para desvendar mistério sobre seu passado

Da Redação - José Lucas Salvani

29 Jul 2021 - 09:30

Foto: Reprodução

Cuiabana lança livro sobre professora de história que viaja até Turquia para desvendar mistério sobre seu passado
A cuiabana Maria Filomena Bouissou Lepecki lançou recentemente um livro sobre uma professora de história, Catarina, que viaja até a Turquia para desvendar os mistérios acerca de sua própria origem. A obra literária, “Uma Ponte Para Istambul”, já está disponível para compra por R$ 19 na Amazon.

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“Uma Ponte Para Istambul” traz elementos do mundo real como o Mapa de Piri Reis, o helicóptero de Abydos, do Egito; o aeroplano de Saqqara, que se encontra no Museu do Cairo; as baterias de Bagdá; e a moeda fenícia  com um possível mapa mundi microscópico disfarçado de grama sob as patas do cavalo para se misturar a narrativa fictícia que acompanha a professora Catarina, ou Arzu.

Ao confrontar sua metade turca em um palácio Otomano do século XIX, ela experimenta uma aventura insólita que a transporta no tempo. A protagonista intercala relatos que transportam o leitor para o Brasil, mais especificamente a Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Objetos e cheiros ativam as memórias de Arzu sobre a zona sul da cidade, onde a professora lecionava para adolescentes em um colégio particular, a duas quadras do mar.

Não por coincidência, Ipanema foi um dos endereços da escritora Maria Filomena Bouissou Lepecki. Nascida em Cuiabá, morou ainda em Brasília, Recife e Vinhedo, no interior paulista. Foi nesta cidade que escreveu sua primeira ficção, “Cunhataí – um romance da Guerra do Paraguai”, obra vencedora de três prêmios e que rendeu outras três teses acadêmicas.

A autora, revelada em 2003 pela FNLIJ - Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil  - viveu também na Malásia e África do Sul. Por lá e no Oriente, realizou pesquisas in loco já em busca de uma perspectiva literária. Foi assim que aprendeu noções de zulu, bahasa malaio, alemão e francês, além de falar  inglês e espanhol. Médica por formação, abraçou oficialmente a carreira literária.

Leia abaixo um trecho retirado de “Uma Ponte Para Istambul”, página 13.

"A cozinha do palácio me pareceu muito estranha. Contei oito mesas. Nas seis mais próximas, cortavam peixes e descascavam vegetais. Nas duas últimas, misturavam leite, frutas secas e especiarias. Grandes baldes de água eram constantemente esvaziados e repostos em uma espécie de pia de pedra na parede do fundo, onde uma grande quantidade de copos e bandejas redondas de metal dourado estavam sendo lavados. Não vi eletrodomésticos, apenas fumaça saindo de grandes caldeirões e paredes enegrecidas pelo fogo. Mais para o canto, havia uma pilha alta de lenha cortada, que chegava quase até o teto. Alguma coisa estava errada."
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