Um dos destaques do cardápio da Happy Cookies, pequeno delivery cuiabano criado por Paulo Satoshi Shimokawa Ferreira, 26 anos, é o cookie inspirado no tradicional morango do amor. A receita nasceu depois que ele provou a versão original da feira e ficou “simplesmente viciado”, como brinca. A partir daí, Satoshi começou uma série de testes de montagem e apresentação até chegar ao formato atual, que rapidamente se tornou um dos mais pedidos.
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"Eu provei o morango do amor e é simplesmente viciante, por isso quis adaptar para alguma ideia com os cookies, foram vários testes diferentes, apresentações e montagens diferentes até chegar na receita que é hoje, quem prova fica apaixonado".
Os cookies, no entanto, fazem parte da vida de Paulo desde o colégio. Há pouco mais de um ano, ele decidiu aprimorar sua receita até alcançar um ponto que, segundo ele, estava pronto para ser comercializado.
A paixão pela sobremesa e a vontade de empreender fizeram nascer a Happy Cookies, nome escolhido por refletir a alegria que sentia sempre que provava um cookie.
Satoshi fez a primeira fornada de cookies há um ano, mas é apaixonado pelo doce desde a infância. (Foto: Arquivo pessoal)
Ao Olhar Conceito, ele conta que o hábito de cozinhar começou cedo ainda na adolescência quando gostava de acompanhar a mãe no preparo das receitas de casa. Desde então, ele se arrisca em receitas doces e salgadas, sempre buscando inovar.
"Sempre gostei de comer, quem não, né? Mas aprendi a cozinhar com 15 anos com a minha mãe, quando comecei a ter mais familiaridade com o fogão comecei a me arriscar a cozinhar coisas que eu nunca havia tentado e desde então me aventuro seja em receitas salgadas ou doces".
Além do morango do amor, Satoshi mantém no cardápio sabores como Red Velvet e Triplo Chocolate, que carregam valor sentimental por serem os preferidos de pessoas especiais para ele. O Galaxy Oreo é outro exemplo de criação que surgiu para ser temporária, mas acabou conquistando espaço fixo.
"O Red Velvet e o Triplo Chocolate são clássicos mas tem um valor emocional gigantesco, pois são os preferidos para pessoas muito especiais para mim".
Antes de viver dos cookies, o cuiabano trabalhou com vendas e atendimento ao público. Chegou a produzir palha italiana como renda extra, mas não se sentia satisfeito com o produto. A virada veio quando decidiu aprender a fazer sua sobremesa favorita.
Por um tempo, a Happy Cookies foi apenas uma atividade paralela ao emprego, mas há dois meses se tornou sua principal fonte de renda.
Hoje, Satoshi tem as reações de cada um dos clientes fieis como motivação para continuar fazendo as fornadas.
“Cada sorriso e ‘hmmmmm’ quando provam meus cookies já me motivam para continuar”, diz. A meta agora é abrir um ponto físico com novidades exclusivas para o atendimento presencial, além de manter um cardápio dinâmico, com sabores que se alternam conforme a temporada.