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Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

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De professora a confeiteira: cuiabana empreende com biscoitos de Natal para conciliar trabalho e cuidado do filho autista

De professora a confeiteira: cuiabana empreende com biscoitos de Natal para conciliar trabalho e cuidado do filho autista
Os biscoitos natalinos decorados se tornaram o principal cartão de visitas da cuiabana Lia de Oliveira, de 47 anos, e funcionam como gancho para a história de um negócio que nasceu como hobby e hoje é sua principal fonte de renda. Produzidos de forma artesanal, eles ganharam espaço especialmente no fim de ano, quando passam a integrar ceias e presentes, chamando atenção pelo cuidado estético e pelo valor afetivo.


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“Os biscoitos decorados são muito especiais, chamam muita atenção, as pessoas não têm mais paciência e disponibilidade para fazer esse tipo de produto”, afirma Lia. Segundo ela, a confeitaria artística vai além do alimento. “Além de você estar comendo algo artesanal, você está tendo uma memória afetiva de quando você ia para casa da avó, cheio de gente, tudo decorado, coisas gostosas e feitas com carinho na mesa. É difícil você encontrar produtos assim para dar de presente ou colocar na ceia.”

Antes de se dedicar integralmente à confeitaria, Lia atuou por 12 anos como professora de língua portuguesa nas redes estadual e particular. A relação com a cozinha começou em 2017, ainda como um passatempo. “Já fazia algumas coisas de quituteria desde 2017, digo quituteria porque abrange muitas coisas, doces e salgadas”, explica. 

Na época, ela produzia apenas por encomenda e com foco em receitas ligadas à cultura cuiabana, como bolo de queijo, bolo de mandioca, bolo de arroz e francisquito. “Fazia só mesmo por encomenda, como um hobby, se estendeu para os biscoitos”, conta.
 

A mudança de rumo veio durante a pandemia da covid-19. Fora da sala de aula e sem contrato ativo, Lia buscou uma alternativa de renda que pudesse ser conciliada com a rotina em casa. 

“Como tenho um filho pequeno, que é autista, busquei uma forma de poder trabalhar em casa e usar meu hobby como fonte de renda”, relata. Foi nesse período que passou a vender os produtos de forma mais ampla e iniciou, no Natal de 2021, a produção de biscoitos decorados. “Sempre gostei muito e me fazia muito bem, venho fazendo desde então”, diz.

Mesmo após o retorno às aulas presenciais, a confeitaria continuou crescendo. “Vi a confeitaria como uma forma de ter uma renda extra e, ao mesmo tempo, exercer um pouco desse hobby”, afirma. 

Com o aumento da demanda, outros produtos passaram a ganhar espaço, especialmente os brownies. “O produto que realmente revolucionou o negócio, além dos decorados para datas especiais, foram os brownies”, explica. A produção é feita em casa, com o apoio de uma assistente, e abastece bares, lanchonetes e cantinas escolares.

Em dezembro de 2023, ela decidiu encerrar a carreira na sala de aula para se dedicar exclusivamente à confeitaria. Nos últimos meses, Lia também passou a investir em doces voltados para eventos. “Entrei em algumas frentes de alguns meses para cá, ainda estou ganhando espaço, com os doces específicos para festas: o bem casado e o bem vivido de brownie”, conta. Segundo ela, a proposta é manter o cardápio em constante renovação. “Procuro todo ano renovar alguma coisa, acrescentar algo diferente no cardápio.”
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