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Arquiteto gaúcho integra trio que renova Museu da Cruz Vermelha na Suiça

Da Editoria - Marcos Coutinho

18 Mai 2013 - 09:44

Foto: Reprodução RemixUrbano

Arquiteto gaúcho integra trio que renova Museu da Cruz Vermelha na Suiça
O gaúcho Gringo Cardia integra o trio de arquitetos responsáveis pela repaginação do Museu da Cruz Vermelha e do  Crescente Vermelho (como a organização é denominada para os islâmicos) juntamente com Shigeru Ban (Japão) e Francis Keré (Burkina Faso).

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Os três profissionais foram desafiados a renovar o museu a partir do tema "A Aventura Humanitária". Cardia se inspirou e concebeu "Defendendo a Dignidade Humana". "Reduzir Riscos Naturais" e "Restaurar Vínculos Familiares) foram os temas de Ban e Keré, respecitivamente.

Concebido em 1980, o museu estava praticamente "esquecido" pelos responsáveis da organização humanitária, fundada em 1863. Com a repaginação, os arquitetos optaram por buscar uma nova aproximação com a público utilizando imagens, objetos, luz e outros recursos não convencionais.

A intenção é provocar os visitantes a ter uma nova perspectiva sobre as populações atingidas por guerras e intempéries, mostrando que a Cruz Vermelha e o Crescento não têm bandeira e têm a função meramente humanitária, o que facilita o atendimento às vítmas e reforça a reputação da organização.

Saiba mais sobre Cardia

Waldimir Cardia Júnior, conhecido como Gringo Cardia, nasceu na cidade gaúcha de Uruguaiana, em 1957. Cenógrafo. Formado em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além de cenógrafo, é designer, artista gráfico, diretor de videoclipes e diretor de arte. A partir dos anos 90, é apontado como criador de uma nova linguagem na cenografia de teatro, espetáculos de dança e shows.

Um de seus primeiros trabalhos em teatro é "Caidaça na Fossa", de Stella Miranda e Flávio Marinho, em 1989. No ano seguinte, assina "Solidão, a Comédia", de Vicente Pereira, dirigido por Marcus Alvisi, e "Fica Comigo Esta Noite", de Flávio de Souza, direção de Jorge Fernando, que lhe rendeu o Prêmio Shell.

A partir daí, cria cenografia inovadoras e impactantes para grandes sucessos do teatro carioca, como "A Ira de Aquiles", adaptação da "Ilíada", de Homero, encenação de Hamilton Vaz Pereira; Navalha na Carne, de Plínio Marcos, novamente por Marcus Alvisi; 5 X Comédia, coletânea, comandado por Hamilton Vaz Pereira, "Louro, Alto, Solteiro, Procura", de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa, dirigido por Jacqueline Laurence, Prêmio Apetesp de melhor cenário, "Kaboom", da Intrépida Trupe, e "Pérola", texto e direção de Mauro Rasi, pela qual recebe o Prêmio Sharp.

Em 1998, cria os cenários de "O Submarino", de Maria Carmem Barbosa e Miguel Falabella, com direção de Mauro Mendonça Filho, "Cobaias de Satã", de Filipe Miguez, encenação de Enrique Diaz, "Os Ignorantes", de Pedro Cardoso, e "As Três Irmãs", de Anton Tchecov, direção de Bia Lessa, que lhe dá o Prêmio Shell.

Além da cenografia, desenvolve a programação visual de toda a mídia de um espetáculo. Em dança, faz a direção de arte e cenografia da Companhia de Dança Deborah Colker desde a sua criação. Trabalha com o grupo circense Intrépida Trupe durante dez anos. Com a atriz Marisa Orth, criou a ONG Escola Fábrica de Espetáculos – Spectaculu, que desde o ano 2000 capacita alunos de comunidades de baixa renda em técnicas de artes visuais.

(Fonte biografia: Wikipédia)

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