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Artes Plásticas

Adriana Milano descarrega emoções em relicários, telas e outras objetos

Da Redação - Bruna Gomes

27 Mai 2013 - 18:50

Foto: Reprodução

Adriana Milano

Adriana Milano

Em meio a uma "desordem racional" de fitas, rendas, molduras e imagens religiosas Adriana Milano produz suas obras. De seu ateliê saem relicários, telas, bancos e garrafas, todos modificados pelas mãos e mente da artista. Católica não praticante, ela é uma apaixonada pela estética religiosa. Não fazendo distinção entre os santos católicos ou os orixás da umbanda, ela passeia por todas as religiões e agrega um pouco do sincretismo brasileiro em suas peças.

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Mesmo não sendo totalmente fiel à uma religião, Adriana acredita no poder das imagens. “Não sei explicar, mas acredito que ao olhar para um santo ele seja capaz de mudar meu humor e meus sentimentos naquele dia”.

A artista utiliza diversos materiais em suas produções: palha, tecido, papel, flores, fotos e imagens religiosas. Apesar de ser mais reconhecida pelos relicários, ela atua em outras plataformas como tela, garrafas, bancos, canecas e outros objetos utilitários. Na produção de bancos realiza parceria com seu marido e também fotógrafo Rai Reis. Com as fotos, ela customiza os objetos e agrega charme à objetos comuns.

Incomodada com a rotulação de seu trabalho, Adriana faz questão de frisar seu distanciamento do artesanato, “eu me sinto desvalorizada quanto ao nome artesã”. A principal diferença entre artesã e artista plástica consiste na repetição das peças. O artesão repete suas obras quantas vezes necessário, enquanto o artista cria peças únicas.

Seu trabalho resulta da transformação de sua subjetividade e expressão pessoal em algo material, que não pode ser replicado como um produto que busca apenas o lucro. Adriana reafirma sua liberdade artística ao comentar que não consegue produzir em massa. “Pra mim é inconcebível alguém me pedir 30, 50 relicários. Não funciono assim, não consigo trabalhar sob pressão”.

Por ser um trabalho único em Cuiabá e todas as obras exclusivas, o preço faz jus à qualidade da obra. “Meu preço não é popular e o público que consome este tipo de arte em Cuiabá é muito restrito, então as pessoas sempre acham muito caro”. Em busca deste público, Milano e as artistas Mary Jay, Saco de Luxo e Ruth Albernaz, com o apoio de Creuza Medeiros, organizam o bazar “Um dia Só”. Neste evento reúnem gastronomia, vestuário e artes plásticas para atrair o público interessado neste tipo de arte. e difundir or artistas locais.

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