Olhar Conceito

Sábado, 28 de novembro de 2020

Notícias / Perfil

Sem deixar o escritório, engenheiro comanda dois projetos musicais em Cuiabá

Da Redação - Naiara Leonor

12 Jun 2015 - 11:39

Foto: Maraes

Sem deixar o escritório, engenheiro comanda dois projetos musicais em Cuiabá
O figurino formal da camisa esconde a personalidade jovial. Nas mãos, o violão deu lugar a pasta de negócios. Três projetos, três figurinos em uma pessoa. O jovem Raphael Koury não se define (pode ser definido) apenas como um, aliás, o que se percebe é uma pessoa que prefere ser muitas, somar ao invés de escolher, e por isso é Engenheiro Civíl, vocalista da banda “Mamata” e cantor parceiro da “Cia. Sinfônica”. Com uma vida tripla, Raphael se divide entre o escritório da construtora de dia, e os ensaios e shows de seus dois projetos musicais a noite.

Leia mais:
Biquíni Cavadão promete show vibrante e interativo neste sábado na Musiva
Entre 15 escolhidos no mundo para curso na França, Cuiabano é elogiado por produtor musical dos Beatles

Música e engenharia sempre foram áreas afins para ele que teve contato com os dois a vida inteira. Raphael pertence a uma família de engenheiros, onde o pai e os irmãos completam o time das exatas. O gosto pela música foi herdado de sua mãe, psicóloga, que segundo Raphael, sempre teve coleções de CD’s.

Entre suas influências musicais estão nomes como Djavan, Jorge Vercilo, Maroon 5 e Coldplay. A preferência pelo Pop Rock e a Mpb o levaram a adotar os dois gêneros em seus projetos musicais.

O violão é seu companheiro desde os 10 anos e além dele, o músico tem afinidade com instrumentos de percussão. Pergunto sobre a gaita que tocou durante sua apresentação na casa de shows “Musiva”, na abertura do show da banda nacional “Biquíni Cavadão” , e ele revela que esta aprendendo, começou há apenas duas semanas.

As apresentações para o público começaram ainda nos tempos de intervalo de colégio, no ensino médio. Nesta época Raphael formou a primeira banda junto com colegas, dessas que não tem nome, só prazer em tocar.

Já o primeiro projeto sério na música veio com a faculdade, provando mais uma vez que engenharia e música se complementam em sua vida. Formado pela Universidade Federal de Mato Grosso, o primeiro show de sua banda, a “Mamata”, aconteceu em uma festa do curso de arquitetura há oito anos, desde então o número de shows só aumentou.



Nesse meio tempo, mais precisamente há 2 anos, Raphael passou a fazer parte do elenco da Companhia Sinfônica: “fui com meu irmão conversar com os diretores da Cia. Sinfônica sobre os preparativos para o casamento dele, acabei conhecendo o Eduardo e falando para ele que era músico, acho que ele não me levou muito a sério, mas deixei meu cartão com ele, na época eu já havia gravado algumas músicas em estúdio, acabou que ele assistiu, gostou e me convidou para fazer parte da Cia.”, diz Raphael. Desde então foram muitos casamentos, festas e eventos corporativos.



Mas a história com a Cia. Sinfônica não ficou só nisso. Influenciado pelo contato que teve com o jazz em uma viagem que fez aos Estados Unidos, o músico surgiu com uma proposta de parceria inovadora que a Cia. não pode recusar: a mistura de música pop acompanhada por instrumentos clássicos. E assim nasceu o projeto “Pop Lounge”, onde Raphael faz voz e violão acompanhado por instrumentos clássicos, como piano e violoncelo.

A proposta do projeto “Pop Lounge” é de um trabalho mais elegante, para locais mais intimistas, como “A Casa do Parque”, onde ele se apresenta atualmente, ou em casamentos, diz Raphael. E a ideia deu tão certo que estão agendados shows em casamentos até setembro de 2016.

“A emoção de cantar em um casamento, fazer parte da história de alguém, é muito grande. Em um dos casamentos que fiz, cantei para a noiva entrar e fiquei bem mais tenso do que quando me apresento em alguma casa de show, é uma emoção diferente”, comenta Raphael.

 
 
O “Pop Lounge” é uma parceria com a Cia. Sinfônica, mas sempre que pode Raphael incorpora os amigos da “Mamata” no projeto, chamando-os para tocar com ele. O repertório geralmente é discutido com o cliente, mas o músico conta que já chegou pra tocar só canções nacionais e fez um show inteiro cantando internacionais. “O repertório é bem flexível, gosto de sentir o público e cantar, ver a resposta das pessoas. Estar com os amigos da “Mamata” facilita muito nessas horas pelo entrosamento que temos, dependendo do modo como termino uma música eles já sabem qual será a próxima”, explica Raphael.

Com uma rotina de trabalho tão intensa, o cuidado com a voz é redobrado: “quando comecei a fazer shows com a “Mamata” iniciei as aulas de técnica vocal e harmonia e improvisação, hoje eu faço mais um acompanhamento com uma instrutora vocal”, conta Raphael.

Em meio a tantos projetos, pergunto a ele qual é o seu preferido: “não tem como escolher, são coisas diferentes, cada um tem sua face”. Raphael quase me convence de que se divide entre exatas e humanas por igual, até que consigo minha resposta: sua paixão pela música é maior do que pela engenharia. ”Não tem como, sou apaixonado por música e toco as que eu adoro”, diz Raphael.

Apesar da paixão, ele afirma que não largaria o escritório pelos palcos: “Sempre gostei de matemática, física, raciocínio lógico, por isso escolhi engenharia civil, além de ser um negócio de família, por isso não largaria”. Os mais místicos diriam que é o signo, taurinos tem sempre os pés no chão e gostam de estabilidade, o que o mercado musical não pode proporcionar.

Com todas as dificuldades do meio musical, Raphael diz não poder reclamar do mercado cuiabano: “faço show praticamente todo fim de semana desde que comecei a levar a música a sério”. Dentre seus projetos futuros, ele pensa em entrar no estúdio em 2016 para gravar músicas próprias em alta qualidade. A primeira faixa já tem nome: “Verso avesso”, canção autoral que ele apresentou para o público, junto com a “Mamata”, durante a apresentação da banda na “Musiva”.



Dessa vida noturna, pergunto o que ele mais gosta: “a melhor parte são as amizades que faço e o carinho sincero que recebo de quem curte o meu trabalho”. Raphael conta que acha legal quando alguém vem conversar com ele sobre seu trabalho, comentar sobre um show, como se o conhecesse: “já fiz muitos amigos assim, a pessoa vem conversar porque viu o meu show e gostou, isso é muito legal”. Perguntei se já estava sabendo de algum fã clube criado para ele, em tom de brincadeira e riso ele responde: “acho que não estou merecendo tudo isso ainda não”.

O próximo show de Raphael Koury é com a banda “Mamata” no dia 18 de junho, no “Malcom Pub”. Quem quiser acompanhar seu trabalho é só acompanhá-lo pelo facebook AQUIpelo canal dele no youtube AQUI, pela página da Cia. Sinfônica AQUI! e pelo canal da cia. no youtube AQUI.

Comentários no Facebook

Redes Sociais

Sitevip Internet