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Segunda-feira, 16 de setembro de 2019

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Dívidas milionárias devem levar um dos maiores grupos do agronegócio buscar recuperação judicial

Da Redação - Ronaldo Pacheco

19 Mar 2016 - 16:02

Foto: José Luiz Medeiros / GCom - MT

Quebra na colheita da soja por causa de intempéries climáticas teria prejudicado

Quebra na colheita da soja por causa de intempéries climáticas teria prejudicado

Considerado um dos principais conglomerados do agronegócio de Mato Grosso desde a década de 1980, o Grupo Bom Jesus vai pedir recuperação judicial por conta de dívidas milionárias. Embora os números não estejam completamente fechados, credores apontam que o débito consolidado pode superar amplamente R$ 500 milhões, sendo um terço em dólar – pelo câmbio de hoje, quase R$ 3,65.

Fortemente representado na região Sul, o Grupo Bom Jesus é um dos importantes fornecedores de sementes para os produtores de soja de Mato Grosso. O grupo também é forte no plantio de grãos em suas fazendas, especialmente soja.

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O carro-chefe do grupo é a empresa Sementes Bom Jesus, de propriedade de Nelson Vigolo, há tempos estaria com sérias dificuldades para honrar os seus compromissos.

A reportagem do Olhar Direto apurou que, nas últimas semanas, advogados do Grupo Bom Jesus trataram de preparar as ações de pedindo recuperação judicial. A forte crise econômica que assola o país vem agravando a queda da safra, principalmente por causa de problemas de ordem climática, que teria feito o custo do plantio superar a receita conquistada com a colheita.

Outro lado

A reportagem do Olhar Direto não conseguiu contato com a direção do Grupo Bom Jesus.

Em nota anterior sobre o tema, o Grupo Bom Jesus esclareceu que “sempre prezou por bons princípios, profissionalismo e transparência em suas atividades, conforme vem demonstrando há quase quatro décadas desde o início, o que permitiu um sólido crescimento e que continuará trilhando junto aos nossos parceiros e à sociedade”.

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