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Advogado avalia recuperações judiciais e alerta: 2016 promete um aumento de até 39% no número de pedidos

Da Redação - Paulo Victor Fanaia Teixeira

24 Abr 2016 - 08:55

Foto: Ilustração

Advogado avalia recuperações judiciais e alerta: 2016 promete um aumento de até 39% no número de pedidos
No ano de 2016 o Brasil registrará um aumento expressivo no número de empresas que solicitarão pedidos de recuperação judicial, segundo dados do Serasa Experian. A entidade estima um crescimento de 39% em relação ao ano passado – de 1.287 em 2015 para aproximadamente 1.800 pedidos em 2016.

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De acordo com Rafael Rodriguez Laurnargaray, coordenador das áreas de Direito Empresarial e Societário do escritório Küster Machado, o processo consiste na elaboração de um plano de recuperação que, mediante seu cumprimento, salve a empresa da falência.

Segundo o advogado, o insucesso da medida deriva no começo da falência, enquanto a recuperação judicial consiste na elaboração de um plano de recuperação para pagamento de dívidas sem a interrupção das atividades da empresa, a falência, por sua vez, consiste na venda de ativos (dentro de um processo falimentar) para pagamento das dívidas (passivos). Na primeira há atividade empresarial buscando a continuidade, diferentemente da segunda.

Segundo Launargaray, durante o processo de recuperação judicial, a empresa conta com algumas vantagens, como a suspensão das execuções contra ela e a manutenção do fornecimento dos serviços básicos das quais depende sua operação, como luz e telefone, por exemplo. “Contudo, há uma maior intervenção na administração das sociedades, que ficam obrigadas ao estrito cumprimento do plano de recuperação para evitar a falência”, avaliou o advogado.

Ele aconselha, por fim, que as empresas em processo de recuperação adotem uma boa revisão dos procedimentos internos para que modifiquem os aspectos que as levaram à crise financeira. “Também é importante que o plano de recuperação seja plausível dentro das possibilidades da empresa e com prazos adequados para seu sucesso, para tanto, é recomendável a contratação de profissionais que possam assessorar na elaboração do plano”, avaliou o advogado.

1 comentário

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  • RENATO VIANA FONSECA
    27 Abr 2016 às 17:49

    http://renatovianafonseca.blogspot.com.br/2016/04/administrador-judicial.html

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