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Quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

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TRE anula resultado de concurso público após questionário para vaga destinada a negros ser considerado racista

Da Redação - Lázaro Thor Borges

27 Abr 2016 - 09:43

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Tribunal Regional Eleitoral

Tribunal Regional Eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso anulou a fase de verificação da condição de candidato negro e a homologação do resultado final do concurso público realizado pelo órgão. A recomendação partiu do Ministério Público Federal (MPF). O problema aconteceu porque o TRE previa no edital do concurso público o preenchimento de um formulário que foi considerado racista e preconceituoso para autodeclaração dos candidatos que concorrem às vagas reservadas aos negros.

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No item 5 do edital nº 07 do TRE/MT, publicado em janeiro deste ano os candidatos que se autodeclarassem negros para concorrer às vagas reservadas para a cota deveriam enviar uma fotografia e preencher um formulário com as seguintes questões:

1) Alguém já o discriminou por sua cor?

2) Já o chamaram por sua cor (exemplo: negra, morena)?

3) A maioria dos seus amigos é de cor preta ou parda?

4) Você namora ou já namorou uma pessoa de cor preta ou parda?

5) A maioria dos seus ídolos é da cor preta ou parda?

6) De que cor ou raça você se considera?


De acordo com a recomendação, o método de verificação utilizado no concurso é negativamente preconceituoso e discriminatório ao considerar como padrão de conduta para integrantes da população negra o relacionamento com pessoas majoritariamente da mesma cor e, igualmente segregatício, que negros e pardos escolham seus ídolos com base na cor da pele.

De acordo com a desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas, o TRE deve realizar novas avaliações dos traços fenótipos dos candidatos negros, com nova publicação de edital contendo lista com a classificação dos candidatos de todos os cargos.

7 comentários

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  • Nascimento
    27 Abr 2016 às 14:40

    Tem uma empresa que realiza testes genéticos para saber sua origem e ascendentes..é uma boa para evitar este tipo de situação.

  • Marcos
    27 Abr 2016 às 14:17

    Realmente não entendo essa política de cotas raciais se somos todos iguais. A questão não é quem o negro escolhe como ídolo ou quem namorar. A questão é que tudo o que o negro escolhe tá errado na concepção de pessoas racistas. Isso é que tem que acabar.

  • Zé Guaporé
    27 Abr 2016 às 12:23

    Ridúculas essas quotas! Se não houvesse quotas, não haveria nenhum problema, pois todos são da raça humana. ´Porém preferem discriminar, para dar entendimento que o negro é menos competente que o branco.

  • Nayrian Meireles
    27 Abr 2016 às 12:00

    Nossa, não acredito que fizeram essas perguntas! Ainda bem que temos o MPF para fiscalizar. Salve!!

  • Zé Pequeno
    27 Abr 2016 às 11:53

    Racismo é ofertar vagas extras para negros. Por ser negra a pessoa possuiu menos neurônios que os outros?!

  • Brasileiro
    27 Abr 2016 às 11:12

    É muito mimimi

  • Rui Negreiros
    27 Abr 2016 às 10:57

    RIDICULAS ESSAS PERGUNTAS! QUE VERGONHA, JUDICIÁRIO! SALVE MPF!!!

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