Olhar Jurídico

Quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Notícias / Criminal

Justiça autoriza que lobista de esquema na Assembleia de Mato Grosso more em SP após deixar prisão

Da Redação - Lázaro Thor Borges

27 Abr 2016 - 14:30

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Advogado Júlio César Domingues Rodrigues

Advogado Júlio César Domingues Rodrigues

O advogado Júlio César Domingues Rodrigues, acusado de ter atuado como lobista no esquema que desviou cerca de 10 milhões dos cofres públicos, teve sua prisão preventiva substituída por medidas cautelares e deverá residir na cidade de São Paulo.

Leia mais:
Justiça autoriza ex-procurador alvo da "Seven" e da "Sodoma" a deixar MT para voltar a apartamento em Ipanema


Segundo decisão da magistrada Selma Rosane Arruda, Júlio César passará a usar tornozeleira eletrônica e não poderá viajar para fora do país ou para outros estados e cidades. A única exceção é se ele for se deslocar para a cidade de São Paulo ou ao município de Lambari D’Oeste. Em São Paulo, Júlio possui uma casa e um aparamento e em Lambari D’Oeste é proprietário de um sítio. Ainda assim, o advogado deverá comunicar justiça caso queira viajar para estes endereços.

Para que não volte a prisão, Júlio César Domingues está proibido de manter contato com qualquer outro réu do processo nem poderá comparecer a Assembleia Legislativa. O réu também deverá comparecer ao tribunal a cada 30 dias para informar e justificar as suas atividades. Ele também será obrigado a recolher-se a noite em casa, depois de exercer suas atividades profissionais.

Em relação a tornozeleira eletrônica, Júlio também não poderá desligar, danificar ou deixar de carregar o equipamento corretamente. Segundo a juíza, caso descumpra as condições o advogado voltará a prisão e novas medidas cautelares serão dificultadas.

Operação Ventríloquo

A "Operação Ventríloquo", em que Júlio César foi preso, investiga um suposto desvio de aproximadamente R$ 10 milhões na Assembléia Legislativa. No caso, também foram denunciados o ex-deputado José Geraldo Riva, ex-procurador-geral Anderson Flavio de Godoi, e o ex-secretário geral Luiz Marcio Bastos Pommot. Segundo o MPE, a função de Júlio César no esquema era atuar como lobista do esquema na Assembleia Legislativa que permitia a concessão indevida de créditos ao então advogado do HSBC, Joaquim Fábio Mielli Camargo.

2 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Jurídico. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Jurídico poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • pedro paulo
    28 Abr 2016 às 13:31

    Já ganhou o dinheiro aqui, não tem porque ficar , vai aproveitar seus lucros e de sobra com as bênçãos da nossa justiça. Kkkkk

  • taxista
    28 Abr 2016 às 13:18

    ...Será que vai trabalhar como UBER também????

Sitevip Internet