Olhar Jurídico

Quinta-feira, 02 de abril de 2020

Notícias / Ambiental

Veterinários denunciam falta de estrutura para gestão de animais silvestres em MT; MPE e MPF intervém

Da Redação - Paulo Victor Fanaia Teixeira

28 Jul 2016 - 09:22

Foto: Onofro Martins Alves

Tamanduá

Tamanduá

Animais silvestres vítimas de atropelamento ou de violência estão sem um local apropriado para atendimento em Mato Grosso. Em Cuiabá, este serviço conta apenas com dois hospitais veterinários, o da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o da Universidade de Cuiabá (Unic). No último dia 21, veterinários da UFMT tiveram que atender dois tamanduás, um deles vítima de atropelamento e o outro de golpes de foice. Apenas um sobreviveu, mas encontra-se em estado grave. Os profissionais denunciam a situação. Único zoológico da capital do Estado, o da UFMT foi embargado pelo Ibama em 2009 e, desde então, está proibido de receber novos animais. Atualmente, o zoológico conta com 900 espécies, entre aves, répteis e mamíferos e nenhuma perspectiva de solução.

Leia mais:
MPF investiga suposta duplicidade de títulos imobiliários expedidos pelo Incra

Segundo a coordenadora do Zoológico da UFMT, Sandra Helena Ramiro Corrêa, o ideal seria que esses animais tivessem sido encaminhados diretamente para um centro de triagem, mas em Mato Grosso não existe unidade de atendimento. O problema, inclusive, já foi objeto de ação civil pública e será tema de uma reunião de trabalho que ocorrerá no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, no próximo dia 05.

“Por conta da inexistência de um centro de triagem, os hospitais veterinários estão tendo que dar esse suporte, mas a demanda é grande. Termos de parcerias estão sendo firmados com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Ibama para contratação da prestação de serviços, alimentação e medicação, mas o interessante é que os Poderes e sociedade se mobilizem para efetivação do centro de triagem”, destacou a coordenadora.

MPE:

De acordo com o titular da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa Ambiental e Ordem Urbanística, Luiz Alberto Esteves Scaloppe, a gestão de animais silvestres em Mato Grosso é um problema recorrente e precisa de soluções imediatas. “O Ministério Público está fomentando essa discussão e convidando os especialistas e autoridades com direta responsabilidade para que exponham juntos problemas e alinhem soluções viáveis para a defesa da fauna silvestre regional e a repressão ao criminoso tráfico em Mato Grosso, hoje documentadamente moeda forte de troca da droga, especialmente o craque”, ressaltou o procurador de Justiça.

Segundo ele, a primeira reunião de trabalho sobre o assunto está sendo realizada em parceria com o Ministério Público Federal (MPF). Foram convidados para a discussão representantes de várias instituições, entre elas, Judiciário, Ibama, Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Polícias Civil, Federal e Militar, Corpo de Bombeiros e Conselho Regional de Medicina Veterinária.

5 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Jurídico. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Jurídico poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • JACINTO PINTO AQUINO RÊGO
    29 Jul 2016 às 12:00

    PERÚ DE VÉSPERA, VOCÊ É MUITO INOCENTE ! ALGUEM NO BRASIL CRIA ONG PARA FAZER O BEM , TRABALHAR ? NUNCA, ONG É COISA DE ESQUERDISTA QUE NÃO ARRUMOU UMA TÊTA NO GOVERNO AÍ CRIA A ONG, QUE É UMA VACA INTEIRA. VOCÊ ACREDITA QUE ESSE PESSOAL DO ABRIGO PARA ELEFANTES DEPRÊS VÃO BANCAR COM RECURSOS PRÓPRIOS, PRIVADOS, AO MENOS UM FIAPO DE CAPIM ? kkk INOCEEEENNNTE.KKKKKKKKK

  • Ellen
    28 Jul 2016 às 16:42

    Quero tanto ver um dia as autoridades responsáveis ajudarem esses seres vivos, vítimas do animal ser humano.

  • cidadão
    28 Jul 2016 às 11:42

    Se não tem saúde para os humanos vai ter para animais?

  • Peru de véspera
    28 Jul 2016 às 10:59

    Até onde eu sei o negócio dos elefantes é uma iniciativa privada com recursos privados, ou seja, tem gente que se dispôs a investir, e se houve fiscalização sobre impacto ambiental e isso está sendo controlado, aparentemente não há problema, não tem nada a ver com falta de recursos para outras áreas...agora...atropelamento ainda tem a desculpa de acidente, mas teve um doente mental que atacou um tamanduá bandeira com uma facão?!!!!!

  • TOTONHO PICANÇO
    28 Jul 2016 às 09:54

    EU NÃO VÍ NENHUM VETERINÁRIO SE MANIFESTAR CONTRA ESSE ABSURDO DE UMA ONG CRIAR ELEFANTES EM CHAPADA. SE NÃO TEM ASSISTÊNCIA PARA OS NOSSOS ANIMAIS SILVESTRES, VAI TER PARA OS AFRICANOS ?

Sitevip Internet