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Quinta-feira, 05 de dezembro de 2019

Notícias / Política de Classe

Durante evento, candidatos aprovados em concurso do TJMT manifestam por nomeações

Da Redação - Paulo Victor Fanaia Teixeira

02 Ago 2016 - 18:30

Foto: Comissão de Aprovados no Concurso TJMT

Candidatos Manifestando

Candidatos Manifestando

Candidatos aprovados no último concurso do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) aproveitaram a caminhada de rua promovida pela corte no domingo (31), para protestar pela brevidade de suas nomeações. Embora o Poder Judiciário tenha aprovado, em sessão extraordinária no dia 28 de julho, o processo de homologação do concurso, eles temem a demora no preenchimento das vagas nas funções de Técnico Judiciário, Analista Judiciário e Distribuidor, Contador e Partidor.

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Os candidatos aprovados e classificados aguardam o provimento dos cargos no menor prazo possível, pois existem inúmeras reivindicações nas comarcas que noticiam a deficiência de recursos humanos naquelas unidades, havendo casos críticos com percentual inferior a 50% dos cargos previstos em lei.

O Poder Judiciário registra juntadas de documentos com várias solicitações de contratações de servidores, bem como manifestações de juízes encaminhando cópias de atas e termos de correição com registro de carência de servidores nas respectivas varas e/ou comarcas.

Defendem os candidatos aprovados que a deficiência de pessoal acarreta graves problemas para a sociedade, ocasionando morosidade aos andamentos processuais, o que influencia substancialmente na situação de diversas vidas, além de ferir um direito fundamental previsto no art. 5º, LXXVII da Constituição da República de 1988 (razoável duração do processo).

O concurso do TJMT disponibilizou 168 vagas, sendo 110 para Analista Judiciário, 55 para Técnico Judiciário e 3 para Distribuidor, Contador e Partidor. A remuneração para nível superior (analista) é de R$ 4.107,57 e para nível médio (técnico judiciário) de R$ 2.150,56. Para nível médio do cargo Distribuidor, Contador e Partidor, o salário é de R$ 2.365,60.

O provimento dos cargos ficará a critério do TJ e será efetuado conforme dotação orçamentária. As vagas ofertadas já estão previstas no Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração (SDCR), lei que regulamenta a vida funcional dos servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.

“As nomeações respeitarão os limites orçamentários do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, obedecendo ao cronograma que será definido em conjunto com as coordenadorias de Recursos Humanos e de Planejamento”, explicou o desembargador Paulo da Cunha, presidente do TJMT.

Todas as decisões inerentes ao certame, assim como sua homologação, serão disponibilizadas no Diário da Justiça Eletrônico (DJE).

5 comentários

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  • MAYRA
    22 Ago 2016 às 08:36

    Espero que o TJ MT respeite a lei e cumpra com os procedimentos do concurso de modo correto para que faça justiça com quem estudou, foi aprovado e tem direito à nomeação e posse. Ficamos no aguardo que seja rápido.

  • lecinio caetano da silva
    08 Ago 2016 às 11:12

    vamos ver quando tempo vão demorar para nomear os novos concursos

  • Will
    03 Ago 2016 às 14:21

    O Tribunal de Justiça não olhou se quer pra maioria dos aprovados em 2012... São distribuidores e agentes da infância APROVADOS que só dependem da boa vontade dessa gestão que não demonstra menor interesse nas nomeações. Uma longa espera pela frente, certeza.

  • Maria
    03 Ago 2016 às 11:48

    O TJMT tem um déficit muito alto de servidores, há mais de 5 anos sem concurso. Aí quando realiza o concurso, o faz para preencher um quadro extremamente pequeno de vagas, pois quer continuar contratando comissionados e estagiários nos lugares dos concursados, um órgão que deveria dar o exemplo...lembrando que essa falta de servidores afeta a vida de milhares de pessoas que precisam do judiciário, haja vista que este é demasiadamente moroso em nosso estado!!

  • sls
    02 Ago 2016 às 21:18

    ESSEE É O TJ/MT O REI DAS CONTRADIÇÕES....COMISSIONADOS A PERDER DE VISTA E CONCURSADOS DESVALORIZADOS....FAZ O CONCURSO SOB O PRETEXTO DE FALTA DE MÃO-DE-OBRA E QUANDO FINALIZA, NÃO CHAMA, SIMPLESMENTE ENROLA, ENROLA E ENROLA........É COMPLICADO. NESSE PONTO O MPE TEM MUITO A ENSINAR AO TJ/MT

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