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Domingo, 22 de setembro de 2019

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Indígenas criam gado em área protegida; MPF investiga se animais podem causar danos

Da Redação - Lázaro Thor Borges

24 Mai 2017 - 14:15

Foto: Reprodução

Indígenas criam gado em área protegida; MPF investiga se animais podem causar danos
O Ministério Público Federal (MPF) investiga se a criação de gado por parte dos indígenas xavantes não tem causado efeitos negativos no interior da terra indígena Marãiwatsede. A investigação foi aberta no dia 19 de abril pelo procurador da República Rafael Guimarães Nogueira da Procuradoria da República em Barra do Garças.

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De acordo com a portaria nº 32, informações recebidas pelo MPF revelam que as lideranças dos indígenas autorizaram a criação de gados na região. O documento prevê que o objetivo do inquérito é “Apurar a possível sob os aspectos ambientais e culturais a decisão por suas lideranças de criação de gado no interior da Terra Indígena Marãiwatsede”.

A área indígena Marãiwatsede, onde anteriormente se estabeleceu a Fazenda Suiá-Missú, foi palco de diversos conflitos entre indígenas e colonos nos últimos anos, principalmente durante retomada do território por parte dos índios. Os indígenas foram expulsos do local há 50 anos pelo Exército Brasileiro e retomaram o território com a homologação por parte da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Pelo que determina a portaria, a ideia do MPF não é proibir a criação dos animais realizada pelos indígenas. A investigação pretende, no entanto, verificar se a bovinocultura poderia ou não causar danos ao meio ambiente.

Em janeiro de 2014, a terra indígena chegou a ser invadida. E os invasores foram posteriormente expulsos do local. Em maio do ano passado, o MPF abriu inquérito para investigar a movimentação de pessoas no local, que poderiam planejar uma terceira invasão. A área também costuma ser alvo de incêndios criminosos, segundo denunciam os indígenas. 

8 comentários

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  • IEU
    25 Mai 2017 às 09:27

    Xavantes, Bakairis etc criam gado. Parecis e Irantxes tem lavouras de soja. Cintas Larga extraem diamantes e madeira. O que tem de errado nisso? Hipocrisia!!! Tem que regularizar pra que trabalhem conforme as orientações técnicas exigidas para todos empresários e produtores. Termos e acordos escondidos em gabinetes do MPF só deixam os povos indígenas na clandestinidade.

  • Alexandre Santana
    25 Mai 2017 às 08:31

    o Exército Brasileiro nunca expulsou índio nenhum daquele local...vão estudar a verdadeira história antes de relatar tamanho equívoco!!!!

  • Charada
    25 Mai 2017 às 08:25

    Mas isso não é de se espantar. Desde quando índio faz alguma coisa que preste?

  • Filemon limoeiro
    24 Mai 2017 às 18:47

    É um absurdo ouvir falar novamente que índios Xavantes ocuparam essas terras,mora aqui em SARA a 53 anos e não conheci índios morando na área Suia, o que foi feito na região foi um extermio de homens trabalhadores e jogaram nas estradas mais de 800 alunos.Esse é o Brasil que muitos querem, uma pergunta aos indigenista, os laudos antropológico não são falsos? Por que o juiz julier quando fez a pergunta para o antropólogo se ele tinha indo no local fazer o laudo ele disse que não, nos que moramos aqui não conhecemos nenhum cemitério de índios na região da Suia. Queremos que as autoridades cuidem dos índios e não daqueles que usam os índios pra ga nharem dinheiro.

  • Diogo Sachs
    24 Mai 2017 às 18:47

    A região em litígio, também conhecida como fazenda Suiá-Missú, pertencia ao grupo internacional Agip. Identificada como terra indígena pelos então proprietários, em 1992, a devolução do território aos Xavante fez parte da programação da Conferência Mundial para o Meio Ambiente - ECO 92. Em 1998, o território foi demarcado e homologado como terra indígena. A terra era uma fazenda de um grupo econômico: Banco Ambrosiano (porteriormente renomeado de Banco Ambrosiano Veneto após a fusão com o Banco Católico do Vêneto) foi um dos principais bancos privados católicos italianos. No centro das operações que levaram a ruína do banco estava o seu principal executivo, Roberto Calvi e seus companheiros da loja maçônica P2 (Propaganda Dois). O Banco do Vaticano era o principal parceiro do Banco Ambrosiano e, com a súbita morte do Papa João Paulo I em 1978, surgiram rumores de que haveria ligações com as operações ilegais daquela instituição (hipótese explorada no filme The Godfather Part III). O Banco do Vaticano também foi acusado de desviar verbas secretas dos EUA para Nicarágua (contras)! Ou seja, a terra nunca foi indígena um crime foi cometido com aqueles pequenos produtores que lá moravam, por vaidade do Sec. da Presidente Dilma Gilberto Carvalho!

  • paulo matos
    24 Mai 2017 às 18:15

    A TRETA FOI OFICILIAZADA!!

  • MARCOS
    24 Mai 2017 às 15:24

    É lógico que o gado não pertence aos índios. Tem alguém arrendando as terras. A terra é da UNIÃO quem está criando gado lá ou paga o pasto para a UNIÃO ou a UNIÃO confisca o gado e faz um leilão e o dinheiro fica para o Governo Federal. Indio tem direito a uso da terra mas não tem direito de arrenda-la, nem cobrar pedágio. Se o índio cobrar pedágio deveria depositar o dinheiro na Conta da União que é a proprietária das terras indígenas. No Brasil ninguém fiscaliza nada. A FUNAI é conivente com tudo isso. Agora o MPF fica gastando tempo e dinheiro para fiscalizar o que a FUNAI não fez. O MPF deve responsabilizar os servidores da FUNAI que deixaram isso acontecer.

  • El Cid
    24 Mai 2017 às 15:12

    Se eles arrendam as pastagens para produtores de gado, quem faz o manejo é o pecuarista e claro, da forma que deve ser. Quando arrendam para agricultores, claro que eles vão usar defensivos e herbicidas etc e tal. Para que eles querem terras se não sabem produzir nada?

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