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Sábado, 21 de setembro de 2019

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Pupin denuncia Santander por financiamento a Bom Futuro em leilão de fazenda de R$ 52 milhões

Da Redação - Paulo Victor Fanaia Teixeira

18 Set 2017 - 17:34

Foto: Reprodução

José Pupin e Fazenda

José Pupin e Fazenda

O produtor rural José Pupin, conhecido como “Rei do Algodão”, denuncia o Banco Santander, que atua no segmento de agronegócios, de financiar o também produtor Eraí Maggi, para que este arrematasse por R$ 52 milhões uma fazenda pertencente ao Grupo JPupin. O problema é que o leilão, determinado pela Justiça de São Paulo, ocorrera, segundo Pupin, para quitar dívidas que ele possuía com o próprio Santander. Entenda a celeuma:

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O objeto do mal estar entre os produtores rurais é de uma fazenda de 1.855 hectares localizada no município de Campo Verde (a 140 Km de Cuiabá). Ela foi arrematada por Eraí Maggi por R$ 52 milhões em leilão determinado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) para pagamento de uma dívida que Pupin possuía com o Banco Santander. O executado tentou reverter o feito, mas a Justiça manteve a transação, que ocorreu no dia 02 de agosto.

“José Pupin pediu a anulação por alegar que o procedimento estava repleto de irregularidades, entre elas, que não teria sido intimado sobre a penhora do bem; os advogados do empresário também não teriam sido notificados em tempo hábil sobre a designação do leilão, foi argumentado ainda sobre uma irregularidade no edital quanto ao valor mínimo de alienação, mas o pedido foi negado”, consta do documento em que o grupo denuncia o caso.

Em caso de inadimplência, ficou combinado em juízo que a fazenda seria entregue ao Santander, hipótese em que as partes elegeriam um avaliador para a fazenda, que, então, deveria ser adquirida pelo banco, pelo valor de avaliação.

A Sétima Vara do Foro Central de São Paulo, sem levar o ponto acima em consideração – salienta Pupin - levou a fazenda a leilão. O bem foi arrematado pelo produtor Eraí Maggi, que, segundo informações, financiou os R$ 52 milhões o próprio Santander, com prazo de 10 anos para pagamento e juros de 2% ao ano.

O grupo JPupin, do empresário José, passa por recuperação judicial, ajuizada no dia 28 de agosto de 2015, por dívidas que somam aproximadamente R$ 898 milhões.

3 comentários

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  • Hugo Penteado
    08 Nov 2017 às 08:18

    Nao sou jurista, mas acho que a Justiça tem que averiguar. Acho que pode haver um erro até não intencional do credor financiar a compra de um bem do devedor. Há risco de informações privilegiadas ou conflito de interesses. Enfim, a reclamação procede de certa forma. Gostaria de saber o desfecho.

  • Augusto
    19 Set 2017 às 08:45

    Acho que ninguém obrigou o produtor rural a contrair empréstimos no referido banco,pegou pq bem quis.Quem empresta quer receber,a lei do mercado é clara,deve então tem que honrar e pagar.

  • augusto
    19 Set 2017 às 07:57

    Nossa quanta besteira alegada.....tá devendo não paga e não quer pagar.....qual o problema do banco financiar a compra para outro...? o dono é o outro e o bem nesse caso em relação ao terceiro adquirente é apenas dado em garantia para garantir o empréstimo.....qual o problema?? mas lógico nesses casos inventam-se inúmeras questões para travar o processo e arrastá-lo o maior tempo possível...afinal de contas ninguem quer recuperar coisa alguma....apenas ganhar tempo para salvar algum patrimônio pessoal só isso....

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