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Quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

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Juíza 'explica' deboche e afirma que postagem 'viralizou de forma equivocada'

Da Redação - Isabela Mercuri

14 Abr 2018 - 17:23

Juíza 'explica' deboche e afirma que postagem 'viralizou de forma equivocada'
A juíza Anna Paula Gomes de Freitas divulgou, neste sábado (14), uma nota pública afirmando que suas postagens no ‘Stories’ da rede social Instagram viralizaram “de forma equivocada”.  Na última sexta-feira (13), ela publicou em seu perfil uma foto, tirada durante a audiência, reclamando das ‘perguntas idiotas’ dos advogados. No mesmo dia, a OAB pediu providências à Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) quanto à conduta da magistrada.

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Segundo a magistrada, no dia da postagem, “a cidadã comum - que reclama da fila do banco ou de uma atitude de um semelhante - tomou o lugar da juíza. As declarações que postei na minha rede social (fechada supostamente só para amigos) foram postas à população, aos magistrados e, principalmente, aos advogados em geral, e tomaram grandes proporções na mídia”, afirmou.
 
Anna Paula tentou se redimir, afirmando que a advocacia é uma profissão que respeita e tem muito orgulho, e completou dizendo: “Quem atuou comigo nas cinco comarcas que citei, sabe do respeito, da isonomia e da seriedade com os quais sempre tratei a classe - que compreendo o importante papel quem possuem diante da sociedade”.
 
Entenda
 
A juíza se utilizou de suas redes sociais para postar fotos realizadas durante audiência desqualificando a atuação de profissionais da advocacia. Em uma das fotos, escreveu: “Aquela falta de paciência que vai dando quando a audiência é estressante e o advogado começa a fazer pergunta idiota!”; e na outra: “Aquela satisfação quando da pergunta idiota vem uma resposta que é tudo que a defesa não queria ouvir”.
 
No mesmo dia, a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT) lamentou as postagens e informou que o caso já foi levado à Corregedoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
 
A atitude da magistrada afeta a advocacia precisamente no Artigo 6º da Lei 8.906/1994, que diz: "Não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos".
 
Anna Paula Gomes Freitas é juíza da Segunda Vara Criminal de Tangará da Serra (a 250 km de Cuiabá), e tem 3.485 seguidores no Instagram.
 
Leia a íntegra da nota:
 
Bom dia!
 
Recentemente, por meio deste meio de comunicação - sim, trata-se de um meio de comunicação que em muitas vezes usamos de forma casual - fiz duas postagens que devem ser refletidas. Por este motivo, emito uma nota à sociedade, à imprensa e, principalmente, aos advogados, no post a seguir:
 
Nota pública
 
Em outubro deste ano completo 14 anos no pleno exercício da magistratura em Mato Grosso. Cargo que ocupo com honra, amor, dedicação e responsabilidade. Ao longo desses anos, atuei nas comarcas de Nova Canaã do Norte, Colíder, Alto Araguaia, Alta Floresta e, agora, em Tangará da Serra. Isto, sempre trilhando um trabalho sério em favor da população e do Estado, pautada no respeito com agentes que compõem o trâmite jurídico.
 
Contudo, infelizmente, em data recente, a cidadã comum - que reclama da fila do banco ou de uma atitude de um semelhante - tomou o lugar da juíza. As declarações que postei na minha rede social (fechada supostamente só para amigos) foram postas à população, aos magistrados e, principalmente, aos advogados em geral, e tomaram grandes proporções na mídia.
 
Infelizmente, viralizou de forma equivocada, pois jamais tive a intenção de praticar qualquer ato de ironia, ou, desrespeito para com quem quer que seja, principalmente para com os advogados.
 
A advocacia é uma profissão à qual servi, honrei e sempre respeitei e da qual tenho muito orgulho pois, antes de magistrada, fui advogada.
 
E é para os advogados que dedico este último trecho desta nota. Quem atuou comigo nas cinco comarcas que citei, sabe do respeito, da isonomia e da seriedade com os quais sempre tratei a classe - que compreendo o importante papel quem possuem diante da sociedade.
 
Em respeito à população, aos advogados, bem como pela Justiça, senti a necessidade dessa explicação, como forma de retração. 

 

21 comentários

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  • Gilmar
    16 Abr 2018 às 21:48

    Cadê os comentários? Estão sendo bloqueados ?

  • freitas
    16 Abr 2018 às 13:16

    ...Dra, é até constrangedor ter que dizer que a senhora faltou com respeito às partes...Mas sabe doutora a vaidade tem derrubado muita gente...ademais certas coisas os bancos acadêmicos não ensinam...veem de berço...posto tudo isso e após suas alegações mais que frágeis entendo que Vossa Excelência dever ser repreendida pelo código de ética da magistratura...assim aprenderá a ter respeitos pelas pessoas e não porque foi um advogado...

  • paranaense
    16 Abr 2018 às 09:58

    Hj em dia o mimimi é tanto que não se pode fazer mais nada que começam a interpretar de forma equivocada. Deixa a mulher com as redes sociais dela, n fez nada de errado.

  • paranaense
    16 Abr 2018 às 09:58

    Hj em dia o mimimi é tanto que não se pode fazer mais nada que começam a interpretar de forma equivocada. Deixa a mulher com as redes sociais dela, n fez nada de errado.

  • OLHO VIVO
    16 Abr 2018 às 08:53

    Háháhá, acredita quem quiser.

  • Imposto pago retorno zero
    16 Abr 2018 às 08:44

    Se voçês que estudam não se entendem imagine o pobre que depende dessa classe?? Já vi vários casos de advogados que recebem honorários de causa e somem, perdem os prazos ,a quem pedir ajuda ?? a OAB deveria ter uma central para ajudar as inúmeras vítimas de advogados mercenários.

  • Adão
    15 Abr 2018 às 22:44

    Exercício da Magistratura", olha isso: trata os cidadãos com gozação. Aqui a juíza nunca se retratou, na forma dessa reportagem. Ela deve se retratar de forma clara na forma de uma Nota Pública, dizendo que se arrepende da gozação que fez com o Advogado. É brincadeira essa senhora. O TJMT deve providenciar uma medida contra a servidora.

  • Josinha
    15 Abr 2018 às 12:49

    Quanto mimimi!

  • Cramulhão
    15 Abr 2018 às 11:06

    Podia guardar para si seus sentimentos, evitando a primeira postagem. A desculpa ficou pior que o soneto, com essa nota a doutora tenta explicar mas não pede desculpa alguma.

  • Estudante
    15 Abr 2018 às 09:01

    Por meio deste meio??? Choquei! Nem li a nota porque quando começa escorregando no português já fica difícil kkkkk

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